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21 julho 2011

MORRE O PINTOR LUCIAN FREUD























O artista estava com 88 anos e morreu em sua casa ontem.




O pintor era ligado ao surrealismo e expressionismo. Alemão naturalizado britânico Lucian Freud morreu nesta quarta-feira (20) em Londres, aos 88 anos.

Neto do psicanalista Sigmund Freud, Lucian ficou conhecido por suas pinturas figurativas, que incluem retratos de familiares e amigos e nus. Ao longo de sua carreira, ele foi identificado com movimentos artísticos como realismo, expressionismo e surrealismo.

Como artista figurativo, ele inseria tanto em seus retratos quanto em suas paisagens um profundo olhar interior, drama e energia.

Lucian Freud nasceu em Berlim, em dezembro de 1922. Escapando do nazismo, mudou-se para a Inglaterra com a família em 1933, onde iniciou os estudos na Central School of Art, em Londres. A cidadania britânica foi conquistada em 1939.

Sua primeira exposição individual ocorreu em 1944 e incluía o quadro "The painter's room". Nesse período, Freud também passou temporadas em Paris e na Grécia. Outras obras conhecidas do artista incluem "Girl with roses" (1948), "Interior at Paddington (Walker Art Gallery, Liverpool)" (1951), "Reflection with two children (self-portrait)" (1965), entre outras.

Rainha Elizabeth

Além de amigos e familiares, Freud também foi comissionado para pintar a Rainha Elizabeth. O quadro de 2001, um retrato pouco lisonjeiro de uma monarca de olhar severo, dividiu os críticos. À época, um fotógrafo do tabloide "The Sun" chegou a declarar publicamente que a pintura "deveria ser pendurada no banheiro".

Em 2008, "Benefits supervisor sleeping", nu pintado por ele em 1995, foi vendido por US$ 33,6 milhões em um leilão da Christies, um recorde para a obra de um artista ainda vivo.

Freud se casou por diversas vezes ao longo da vida, teve muitas amantes e filhos - embora nem todos eles reconhecidos oficialmente pelo pintor.

02 maio 2011

UMA EXPERIENCIA ARTISTICA


A arte tem sido, ao longo dos tempos, um campo privilegiado de articulação, conexão e síntese. Um poderoso instrumento de mutação cultural e social, que invade a vida e transforma a realidade, na medida em que expande pensamentos, que, por sua vez, criam novas formas de existência.

O cinema, por exemplo, ao despertar no espectador um processo afetivo de participação, desencadeia uma série de emoções e sensações que lhe dão um caráter de credibilidade que outras formas de arte, muitas vezes, não suscitam de imediato. O homem comum, ao se ver iluminado em uma experiência projetiva, se sente excepcional em sua insignificância e mergulha num universo de sonho e magia, onde uma linguagem diferente o enuncia como um “outro”. Vista sob este viés, a arte é um testemunho do inconsciente e o domínio fílmico,em particular, é aquele que, ao criar uma impressão de realidade, automaticamente descentra o sujeito das imagens fixas que tem de si mesmo, viabilizando a construção de outras. Ele se desdobra, se duplica. Cada um vê o seu filme, a partir de vivências particulares,dado o caráter totalmente subjetivo da experiência. Isso nos leva a pensar se essa não seria, também, uma das principais características do processo analítico. Vemo-nos como um e descobrimos vários.

A discussão sobre os atravessamentos possíveis entre o sonho e o cinema, acima de tudo, possui o mérito de ressaltar aspectos importantes no tocante à discussão sobre o estatuto do imaginário como potência de criação, dentre outros temas que concernem à teoria cinematográfica/prática psicanalítica - e não apenas como engodo resultante da captura produzida pela indústria cinematográfica.

Como exemplo, podemos citar um filme em cartaz, “O Cisne Negro", de Darren Aronofsky, que suscitou resenhas e reportagens. Várias delas resvalavam na Psicanálise, ao ser mencionada a "busca de perfeição e as experiências traumáticas" que a personagem de Natalie Portman interpreta.Exatamente por isso, gostaria de tentar expandir o trecho que diz que para "os artistas que batalham contra os limites do próprio corpo numa rotina espartana, é fundamental se manter no eixo."

Que eixo? Existe eixo nos excessos, nos transbordamentos? Ao abordar tais temas -a anorexia e a bulimia, a esquizofrenia e a paranóia, além da questão crucial do real e seu duplo- o filme voa bem mais alto que os saltos e pliés do "Cisne Negro" e adentra o terreno da Psicanálise. Dizer que é um filme sobre balé, como fizeram alguns críticos, é fechar os olhos, os horizontes , o pensamento.

Por uma via oblíqua, Aronofsky expressa à necessidade asfixiante de duplicar o real por demais inquietante que aterroriza Nina, a personagem e também, a nós, passageiros da velocidade e das pressões contemporâneas. E como isso aparece? Através das alucinações, fantasias e sonhos projetados na "outra", que criam uma realidade aparente, uma mistura entre real e o ficcional concebida no estofo de um "eu menor",como diz Clèment Rosset, atormentado por acontecimentos do mundo que são meras réplicas dos acontecimentos internos reais, de intolerável vigor. Eles reduplicam, anormalmente, a percepção do atual, por conta de uma precariedade existencial, de "uma insustentável leveza dos ser" diante do carater indigesto das exigências que a vida lhe faz. Uma mãe que dela quer fazer um duplo que dê conta de suas frustrações, um coreógrafo-tirano que deseja que ela atravesse a fronteira que liga sexualidade e horror, por conta de suas questões narcísicas. O real não dá conta de si mesmo e das exigências internas de satisfazer as demandas externas. A doença se manifesta e atinge um umbral crítico.É preciso um outro, uma projeção mimética do mesmo, um estranho-familiar que Freud chamava de "Unheimlich", para fazer a trajetória do cisne "branco" para o "negro". É necessário um jogo de projeções e identificações que tragam sustentação na criação de um outro lugar.A entrada em cena do duplo fantasmático, embora cruel, é necessária, porque sem ele o ser de Nina não é nada.

A narrativa do filme levanta, como um vento forte, o véu que encobre, em meio à suscetibilidade, a insuperável divisão estrutural de Nina, que leva à passagem ao ato. Entre aquilo que é da ordem das pulsões de autoconservação - a vida e o amor - e o que pertence à ordem dos rastros do silêncio - a pulsão de morte - o cineasta faz acontecer o terrível, o extraordinário, o sublime.

Lembrando que o advento do cinema é contemporâneo ao surgimento da "Interpretação dos sonhos", como fato inaugural do saber psicanalítico, lembramo-nos que tal questão não escapou à observação de Bernardo Bertolucci que afirmou, por ocasião do seu filme "La Luna", que o cinema de Freud eram os sonhos dos seus pacientes, pouco importando, no caso, se Freud gostava ou não de cinema.

O que sabemos é que não dá para ver certos filmes, e não pensarmos em sua eterna genialidade, que nos leva, sempre, à possibilidade de expansão psíquica.

Angela Villela e Luiz Felipe de Faria
Psicanalistas

02 janeiro 2011

A FORÇA DA EXPRESSÃO

A palavra expressão possui diversos significados: expressão matemática é qualquer enunciado simbólico que representa uma igualdade ou desigualdade matemática. Expressão em notação musical é a indicação na partitura das nuances de interpretação de uma composição. Expressão idiomática é um enunciado cujo significado é metafórico ou diferente do literal. Expressão também é o ato de exprimir ou manifestar algo. A força da expressão é, por tanto, algo que grita, que surge a partir de um interior inquieto e que, portanto desorganiza. Disjunta. E é isso que vemos nas intervenções urbanas propostas por Rodrigo Pereira. Um designer que une seus conhecimentos artísticos com aproveitamento de material reciclável, para dar uma vida aos mobiliários cariocas sem agredir os olhos dos munícipes e ou visitantes. Mas que interage simbolicamente com a cidade no seu mais profundo ato sublimatório.

Sublimar é fazer arte? Ou fazer “arte” é sublimar?

Primeiro devemos nos perguntar o que vem a ser sublimação e o que ela se propõe a partir da palavra arte.

“Arte (Latim ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores. A arte está por todos os cantos, pois não se restringe apenas em uma escultura ou pintura, mas também em música, literatura, cinema e dança. O ser que faz arte é definido como o artista. O artista faz arte segundo seus sentimentos, suas vontades, seu conhecimento, suas idéias, sua criatividade e sua imaginação, o que deixa claro que cada obra de arte é uma forma de interpretação da vida.” (Fonte: Wikipedia)

Freud criou o conceito de sublimação a partir da ideia de que para existir a civilização houve a "necessidade" de sublimar os instintos. Isto é, trabalhar com os excessos pulsionais.

Para Joel Birman a sublimação na obra freudiana tem o "estatuto de passagem" funcionando sempre como argumento para demonstração de um outro conceito. Ou seja, Freud jamais construiu uma teoria da sublimação.

Mas deixemos Freud em paz e nos inquietemos como Rodrigo o faz com suas intervenções urbanas.

A Revista do jornal O Globo desse domingo deu um especial destaque a ele, publicando junto com outros artistas (grafiteiros) de rua, seus trabalhos. O principal destaque foi a própria capa da revista. Interiormente encontram-se reportagens de todos os artista entrevistados.

O psicanalista Joel Birman que gostou da idéia, considera que quando um artista usa o obstáculo da calçada como uma metáfora para falar de outra interdição, que é a violência, está criando um novo canal de diálogo. É uma crítica positiva: em vez de o artista falar ao governador, ele está compartilhando sua crítica com todos os citadinos.

Uma das sócias da galeria A Gentil Carioca, a artista Laura Lima faz coro, acrescentando que a arte é por si só um movimento de pensamento. Pra ela é fundamental que este pensamento ocupe as ruas, talvez seja a melhor forma de alcançar o público, provocar debate. Os artistas precisam ganhar as praias, onde o olhar está naturalmente mais expandido.

A revista acrescenta que depois de conhecer estes artistas, fica o convite para atravessar as ruas com mais vagar e avaliar o que está no meio do caminho.

Rodrigo nunca teve qualquer problema enquanto pintava os equipamentos da cidade. Nunca "tomou dura" ou foi proibido. Pelo contrário. Chegou a receber uma carta dos representantes da Playmobil no Brasil elogiando o seu trabalho. Durante as fotos da reportagem, dois guardas municipais se animaram com a iniciativa, e um sem-número de crianças pediu aos pais que tirassem fotos com celular, diz a reportagem.

No final, a reoportagem acrescenta que talvez as balas e as bombas causem mais polêmica, principalmente por causa da localização. Afinal, são bombas no Leblon e balas perdidas em frente à Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, observa.

Vale a apena ler a reportagem na íntegra onde outros artistas expõem o seu potencial de criação e de expressão. É força de expressão, ou seria força da expressão?

05 agosto 2010

REI ÉDIPO - Sófocles




Rei Édipo
Sófocles (c. 496 AC-406 AC)

Tradução
J. B. de Mello e Souza

Versão para eBook eBooksBrasil.com

Fonte Digital

Digitalização do livro em papel
Clássicos Jackson, VoI. XXII

Diagramação adaptada aos formatos de eBook disponíveis
© 2005 - Sófocles

PERSONAGENS
O REI ÉDIPO
O SACERDOTE
CREONTE
CORIFEU
TIRÉSIAS
JOCASTA
UM MENSAGEIRO
UM SERVO
UM EMISSÁRIO
CORO DOS ANCIÃOS DE TEBAS


A ação passa-se em Tebas (Cadméia), diante do palácio do rei ÉDIPO. Junto a cada porta há um altar, a que se sobe por três degraus. O povo está ajoelhado em tomo dos altares) trazendo ramos de louros ou de oliveira. Entre os anciãos está um sacerdote de Júpiter. Abre-se a porta central; ÉDIPO aparece, contempla o povo, e fala em tom paternal.


ÉDIPO
Ó meus filhos, gente nova desta velha cidade de Cadmo, por que vos prosternais assim, junto a estes altares, tendo nas mãos os ramos dos suplicantes? Sente-se, por toda a cidade, o incenso dos sacrifícios; ouvem-se gemidos, e cânticos fúnebres. Não quis que outros me informassem da causa de vosso desgosto; eu próprio aqui venho, eu, o rei Edipo, a quem todos vós conheceis. Eia! Responde tu, ó velho; por tua idade veneranda convém que fales em nome do povo. Dize-me, pois, que motivo aqui vos trouxe? Que terror, ou que desejo vos reuniu? Careceis de amparo? Quero prestar-vos todo o meu socorro, pois eu seria insensível à dor, se não me condoesse de vossa angústia.

O SACERDOTE

Édipo, tu que reinas em minha pátria, bem vês esta multidão prosternada diante dos altares de teu palácio; aqui há gente de toda a condição: crianças que mal podem caminhar, jovens na força da vida, e velhos curvados pela idade, como eu, sacerdote de Júpiter. E todo o restante do povo, conduzindo ramos de oliveira, se espalha pelas praças públicas, diante dos templos de Minerva, em torno das cinzas proféticas de Apolo Ismênio! Tu bem vês que Tebas se debate numa crise de calamidades, e que nem sequer pode erguer a cabeça do abismo de sangue em que se submergiu; ela perece nos germens fecundos da terra, nos rebanhos que definham nos pastos, nos insucessos das mulheres cujos filhos não sobrevivem ao parto. Brandindo seu archote, o deus maléfico da peste devasta a cidade e dizima a raça de Cadmo; e o sombrio Hades se enche com os nossos gemidos e gritos de dor. Certamente, nós não te igualamos aos deuses imortais; mas, todos nós, eu e estes jovens, que nos acercamos de teu lar, vemos em ti o primeiro dos homens, quando a desgraça nos abala a vida, ou quando se faz preciso obter o apoio da divindade. Porque tu livraste a cidade de Cadmo do tributo que nós pagávamos à cruel Esfinge; sem que tivesses recebido de nós qualquer aviso, mas com o auxílio de algum deus, salvaste nossas vidas. Hoje, de novo aqui estamos, Edipo; a ti, cujas virtudes admiramos, nós vimos suplicar que, valendo-te dos conselhos humanos, ou do patrocínio dos deuses, dês remédios aos nossos males; certamente os que possuem mais longa experiência é que podem dar os conselhos mais eficazes! Eia, Édipo! Tu, que és o mais sábio dos homens, reanima esta infeliz cidade, e confirma tua glória! Esta nação, grata pelo serviço que já lhe prestaste, considera - te seu salvador; que teu reinado não nos faça pensar que só fomos salvos por ti, para recair no infortúnio, novamente! Salva de novo a cidade; restitui-nos a tranqüilidade, ó Edipo! Se o concurso dos deuses te valeu, outrora, para nos redimir do perigo, mostra, pela segunda vez, que és o mesmo! Visto que desejas continuar no trono, bem melhor será que reines sobre homens, do que numa terra deserta. De que vale uma cidade, de que serve um navio, se no seu interior não existe uma só criatura humana?

ÉDIPO

Ó meus filhos, tão dignos de piedade! Eu sei, sei muito bem o que viestes pedir-me. Não desconheço vossos sofrimentos; mas na verdade, de todos nós, quem mais se aflige sou eu. Cada um de vós tem a sua queixa; mas eu padeço as dores de toda a cidade, e as minhas próprias. Vossa súplica não me encontra descuidado; sabei que tenho já derramado abundantes lágrimas, e que meu espírito inquieto já tem procurado remédio que nos salve. E a única providência que consegui encontrar, ao cabo de longo esforço, eu a executei imediatamente. Creonte, meu cunhado, filho de Meneceu, foi por mim enviado ao templo de ApoIo, para consultar o oráculo sobre o que nos cumpre fazer para salvar a cidade. E, calculando os dias decorridos de sua partida, e o de hoje sinto-me deveras inquieto; que lhe terá acontecido em viagem? Sua ausência já excede o tempo fixado, e sua demora não me parece natural. Logo que ele volte, considerai-me um criminoso se eu não executar com presteza tudo o que o deus houver ordenado.

O SACERDOTE

Realmente, tu falas no momento oportuno, pois acabo de ouvir que Creonte está de volta.

ÉDIPO

o rei Apolo! Tomara que ele nos traga um oráculo tão propício, quanto alegre se mostra sua fisionomia!

O SACERDOTE

Com efeito, a resposta deve ser favorável; do contrário, ele não viria assim, com a cabeça coroada de louros!

ÉDIPO

Vamos já saber; ei-lo que se aproxima, e já nos pode falar. O príncipe, meu cunhado, filho de Meneceu, que resposta do deus Apolo tu nos trazes?

Entra CREONTE

CREONTE

Uma resposta favorável, pois acredito que mesmo as coisas desagradáveis, se delas nos resulta algum bem, tornam-se uma felicidade.

ÉDIPO

Mas afinal, em que consiste essa resposta? O que acabas de dizer não nos causa confiança, nem apreensão.

CREONTE

(Indicando o povo ajoelhado) Se queres ouvir-me na presença destes homens, eu falarei; mas estou pronto a entrar no palácio, se assim preferires.

ÉDIPO

Fala perante todos eles; o seu sofrimento me causa maior desgosto do que se fosse meu, somente.

CREONTE

Vou dizer, pois, o que ouvi da boca do deus. O rei Apolo ordena, expressamente, que purifiquemos esta terra da mancha que ela mantém; que não a deixemos agravar-se até tomar-se incurável.

ÉDIPO

Mas, por que meios devemos realizar essa purificação? De que mancha se trata?


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28 março 2010

VERGONHA

sobre a vergonha

essa vergonha guardada no peito,
corta a carne de forma letal.
se isso em si é um defeito,
exclui da vida o real.

é preciso ser livre e incógnito,
no mundo em que a massa encobre.
pois a vergonha não é um grito do cógito,
nem a máscara de uma vida nobre.

é talvez uma possibilidade imovente
de profunda tristeza calma
grudada num peito ardente!

seria covardia pois, calar a mente
escondendo no fundo da alma
o que de mais pungente se sente?

26 janeiro 2010

PLAYMOBIL - INTERFERÊNCIAS URBANAS

A Cidade do Rio de Janeiro tem a fama de ser a “cidade maravilhosa”, cantada em verso e prosa, pelas suas características físicas e belezas naturais.

Nos tempos modernos as pichações e os grafites surgiram como formas de rebeldia, interferência ou puro e simples vandalismo, copiando as interferências mostradas nos filmes e fotos do mundo inteiro, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Com isso o status de cidade maravilhosa se sente sempre ameaçado pelas influências desses artistas, jovens, na sua maioria.



Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. O pichador tem, em geral, uma linguagem mais fechada que busca entendimento entre os grupos, enquanto o grafiteiro busca um entendimento na comunidade que intervém.

O artista pode utilizar um estêncil (do inglês stencil) que é um desenho ou ilustração representativa de um número, letra, símbolo tipográfico ou qualquer outra forma ou imagem figurativa ou abstrata, que possa ser delineada por corte ou perfuração em papel, papelão, metal ou outros materiais. O estêncil obtido é usado para imprimir imagens sobre inúmeras superfícies, do cimento ao tecido de uma roupa.

Quem passa pelas ruas de Botafogo tem a oportunidade de ver alguns grafites como os de Playmobil feitos na rua Voluntários da Pátria, por exemplo. Algumas dessas interferências estão em Galeria de Ropereiras

04 dezembro 2009

JOAQUÍN SOROLLA



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Joaquín Sorolla y Bastida (27 de Fevereiro de 1863, Valência - 10 de Agosto de 1923, Cercedilla), na fase inicial da sua carreira, foi dos mais tradicionais. Ele cumpriu toda a trajetória considerada necessária na época para o pintor que se valorizasse como acadêmico. Entretanto, a partir de 1900, seu estilo se revelou de forma espetacular, manifestando-se em pinceladas rápidas e carregadas de tinta, que em poucos traços plasmavam a rica e vibrante gama de cores das praias e transeuntes que ocupavam suas telas.

Em poucos anos sua técnica notável o tornaria mundialmente famoso, chegando a pintar um enorme friso para a Hispanic Society de Nova Iorque, recriando diferentes regiões da Espanha, embora com um resultado irregular. Conhecido como o Pintor da Luz, foi o mais prolífico dos pintores espanhóis, com mais de 2 200 obras em seu poder, além de ser um retratista notável. Entre essas deve-se ressaltar seu retrato de Juan Ramón Jiménez.


28 setembro 2009

KANDINSKY


Composition VII, Wassily Kandinsky, 1913 << Scan by Mark Harden
This work is from Kandinsky's "Blue Rider" period. Read more about Wassily Kandinsky at Wikipedia.

This image is presented for personal non-profit educational use only.

07 janeiro 2009

EU/VOCÊ - UMA QUIMERA

quisera eu/mulher acordasse.
fosse você e no corpo sentisse,
o que sentia quando amor fazia.
a dor que perdurava, horas e dia.

quisera você/homem acordasse.
sentisse o que senti e a dor ficasse.
trocássemos de lugar então.
você amaria o sexo e eu a paixão.

se eu/você acordasse.
se um do outro tivesse ciência.
e o dolorido corpo vibrasse.

de repente viria o pranto.
e imploraria clemência.
por ter amado tanto.


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11 novembro 2008

UMA INCÓGNITA, UMA PAIXÃO

Por Rogério Silva

é verdade! você ainda me amava! eu sei!
para mim, você era alguém encantador!
carinhoso e apaixonado!
nunca antes, nem depois, encontrei igual!
entregou-se totalmente e atirou-se.
imaginou ter asas para voar.
caiu e machucou-se.
mas quem cortou suas asas?

só não percebeu que elas nunca haviam existido.
sofreu muito com isso.
não aceitou a inconstância dos sentimentos.
rebelou-se contra eles,
talvez por ter-se iludido,
talvez por um inexplicável sentimento de repulsão,
ou de abandono, sem carinho.
não sei. uma incógnita!


pensei conhecê-lo. mas qual das suas variantes?
perco-me em explicações que nada me explicam.
tento justificar a sua inércia.
a sua frieza. o seu desinteresse.
ou seria falta de coragem?
desconfio de tudo. de todos. fico tão confusa!
não acredito em mais nada.
dou-me conta que só arranjo justificativas vãs.

não acredito que você seja assim!
por baixo dessa máscara de meu garoto,
existe um menino,
uma criança carente, sem chão, com medo.
quer agarrar-se a qualquer coisa,
em alguém que seja forte.
mas eu nem sou tão forte assim!
sou apenas uma mulher só e apaixonada!


na minha fragilidade sinto você mais forte.
eu sinto mesmo que você me ama.
mas nem mesmo isso você me diz!
você não me dá nenhum sinal!
se pelo menos me pedisse alguma coisa,
se me quisesse de verdade,
se chutasse o balde por mim
e desse uma esperança!... umazinha!... sei lá!...


por que ainda me preocupo com isso?
por que ainda procuro explicações?
não sei! não sei o quanto você se importa,
mas sei o quanto eu me importo.
talvez você me julgue egoísta e presunçosa.
deve estar sofrendo por isso.
e também porque eu não o procuro mais.
mas eu não posso ficar esperando-o.


ainda sou jovem apesar de impetuosa.
gosto de ser mulher e dos prazeres da vida.
procuro um amor de verdade.
um verdadeiro amor só pra mim.
o espelho já me avisou!
falta pouco para mim também.
tenho urgência!
afinal, eu descobri que não sou imortal!

08 setembro 2008

20 maio 2008

HENRY MOORE, FRANCIS BACON E LUCIAN FREUD

O Museu Oscar Niemeyer está apresentando uma seleção de obras gráficas de Henry Moore (1898-1986), Francis Bacon (1909-1992) e Lucian Freud (1922), que vai até agosto deste ano.


A exposição conta com a curadoria do venezuelano Félix Suazo e foi especialmente produzida para o MON. Reúne 47 trabalhos, elaborados entre os anos 70 e 90, que integram a coleção de mais de mil gravuras do Museu de Arte Contemporânea de Caracas.

Os três artistas de fundamental importância no século passado se identificam ao abordar a idéia do corpo e sua representação, abrangendo desde a mais estrita meticulosidade anatômica, no caso de Freud, até a simplificação estrutural de Moore, passando pela distorção expressiva de Bacon.

Quando se trata de corpo, eu sempre sinto a falta de dois outros artistas. Fernando Botero que é um pintor colombiano (1932), cujas obras destacam-se, sobretudo por figuras rotundas, o que pode sugerir a estaticidade da humanidade e Rom Mueck (1958) que é um escultor australiano hiperrealista que trabalha na Grã-Bretanha. Este escultor utiliza efeitos especiais cinematográficos para exemplificar o corpo humano. Esses dois artistas não fazem parte dessa mostra.

O que se pode encontrar em Moore, Bacon e Freud, é o discurso figurativo alimenta-se de temas cotidianos ou íntimos. Nos retratos, nus e estudos a imagem corporal manifesta diversos estados da condição humana, debatendo-se entre a dilaceração, a inapetência e a plenitude carnal... O corpo transfigurado em Bacon, a relação entre psique e gênero em Freud e o vínculo expressivo que se estabelece entre estrutura e sensualidade em Moore.

Na mostra, a cor em Bacon, o traço em Freud, o volume em Moore, denotam o modo como estes artistas manipulam as técnicas gráficas: Por um lado, Bacon e Moore utilizam a litografia de forma específica a cada um, inclinando-se respectivamente ao momento da cor ou linha, enquanto Freud se mostra de maneira muito versátil com a água forte e a ponte seca, aos quais vêm agregadas ocasionalmente as técnicas do pastel e da aquarela. Esta mostra procura registrar os paralelismos e as convergências características destes autores, tanto na técnica como na dimensão plástica, sempre enquadradas em dois eixos matriciais: a figura e a gravura. Bacon, Freud e Moore situam-se em um ponto intermediário entre as correntes realistas e as expressionistas, com algumas alusões ao surrealismo. Compartilham com estas correntes no aspecto figurativo, mas se diferenciam de suas posturas críticas e de seu impulso socializante.

Vale à pena conferir. Quem sabe na volta possamos trocar comentários.

Bacon, Freud, Moore, Figuras e Estampas

Período Exibição Público: 12 de abril até 10 de agosto

Patrocínio: Sanepar

Apoios: Ministério da Cultura, Governo do Paraná, Secretaria de Estado da Cultura, Caixa Econômica Federal, Governo da Venezuela, Ministério da Cultura da Venezuela e Fundação de Museus Nacionais da Venezuela.

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

Centro Cívico – CEP: 80530-230

Telefone: (41) 3350-4400

Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h

Preços: R$ 4,00 adultos e R$ 2,00 estudantes

(Não pagam crianças de até 12 anos, maiores de 60 anos e grupos agendados de estudantes de escolas públicas, do ensino médio e fundamental)

01 maio 2008

DE AMORES E AMIZADES

Por Pablo Cúneo

I

ATÉ HOJE

Até hoje acreditei que te inventava

desenhava tua forma

marcava teu ritmo

assinalava teu tempo.

.

Até hoje acreditei que eras a minha semelhança

me via em ti

te reconhecia em mim

eras meu eco.

.

Até hoje acreditei que te usava

que era teu dono

te chamava, te nomeava, te desejava

e brincava contigo

.

Agora me dói quanto tonto que fui

me desenhas, me marcas, me escreves,

me chamas, me nomeias, emudeces

e brincas comigo

.

Quero outra oportunidade

eu te peço,

malvada língua.


II

.

UMA FÓRMULA QUE SE EXPANDE

(A Sigmund Freud e seu sonho inaugural)


A noite dos sonhos o convoca

aterrado, a pesar do que vê

os seus sonhos nos da fé

.

Uma boca que se abre

uma fórmula que se expande

e umas letras que se encontram

.

Muitos nomes trás as mesmas

.

São as sílabas que se mesclam

ma, na, am, an,

anagramas por onde quiser,

é um grego ao que vê.

III

CABALISTAS E LINGÜISTAS

(A Ferdinand de Saussure e seus anagramas)

Alef, beth, guimel

letras que entretecem

com seu Nome escondido

todo um texto que é Dele

.

A escritura é a clave

trás as letra que se unem

sob o texto que se vê

é o seu Nome, o Dele

.

Alfa, beta, gama

os fonema se sucedem

como seus nomes escondidos

nos versos, isto é.

.

Os sons são a clave

trás as musas com suas notas

sob versos que se escutam

sejam jotas, sejam ge

são seus deuses o que vê

.

Cabalistas e lingüistas

entre letras e sons

sob o texto que entretecem

tem um nome que é a chave

sem eles o Yahvé.

Tradução de Rogério Silva

21 abril 2008

LUCIEN FREUD



Lucien Freud: Retratos da nossa Nudez

Margarida Carvalho

«My mother said that my first word was “alleine” which means alone. Leave me alone.»

Lucian Freud.

A primeira sensação é a da força, da intensidade e da singularidade do humano que as pinturas de Lucian Freud não cessam de apresentar. Um olhar, um rosto, uma vida. A exposição apresentada na Tate Gallery de Londres, de 20 de Junho a 22 de Setembro de 2002, oferece-nos uma possibilidade privilegiada de conhecer o minucioso estudo sobre a vulnerabilidade humana, desenvolvido por Lucian Freud, nome incontornável da pintura britânica, cuja vasta obra conta já com cerca de 60 anos.

Leia mais ...

14 setembro 2006

ARTE TRANSITÓRIA



A arte de Scott Wade
Vejam o que chupei do Blog dos Malvados. O impressionante é que é feito no pára-brisa sujo de automóvel.
Veja mais aqui.

04 junho 2006

FREUD EXPLICA


Eis como Lucien Freud pintou a Rainha Elizabeth.
Veja mais no site www.tinmangallery.com/portraits/queenFreud/queenPortraitFreud.htm