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09 maio 2008

MAIS UMA TIRINHA DOS MALVADOS


Antes de ver essa tirinha eu acreditava de que a frase colocada na barra lateral , do Chaim S. Katz sobre solidão era, de algum modo, conclusiva.
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Não quero desmerecê-lo, mas...
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Vale a pena conferir em MALVADOS. Esse menino sabe das coisas...

08 setembro 2007

MALVADOS



Mais uma boa tirada dos Malvados

22 agosto 2007

DR. GORI EXPLICA

do bolg El Cerdo





Para ampliar, click na figura

15 maio 2007

DIA DAS MÃES

Esse eu chupei do blog do Leonardo

29 março 2007

03 março 2007

18 novembro 2006

UM POUCO DE HUMOR - O AMIGO DA ONÇA


Por Rogério Silva

Péricles de Andrade Maranhão nasceu no dia 14 de agosto de 1924, no Recife, e, ainda muito jovem, rabiscou traços de personagens inspirados no que havia de mais popular em quadrinhos: Dick Tracy, Agente Secreto X-9, Flash Gordon.

No ano de 1943 a revista “O Cruzeiro”, com numa equipe jovem e de qualidade iniciava a revolução que faria nos anos seguintes tornando-a a revista mais importante do Brasil. Péricles participaria com um tipo humorístico que traduzisse "a verve típica e o humor carioca", que captasse "o estado de espírito daquele que vive no Rio de Janeiro, não importa onde tenha nascido".

Rabisca pra cá, rabisca para lá, Péricles coloca o lápis para pensar e emerge uma figura que lhe parece apropriada: baixinho, cabelo penteado para trás à base de gumex, summer jacket, bigodinho safado, olhar de peixe morto. Fez tanto sucesso que as tiradas que antes ficavam na capa e contra-capa passaram para dentro da revista, evitando que as pessoas apenas as folheassem sem pagar.

O Amigo da Onça foi utilizado para fazer jornalismo crítico e em muitas situações esculhamba instituições como o casamento, exército e a hipocrisia social contida no jogo de aparências. Coube a Leão Gondim o batismo do personagem, baseado numa piada da época:

Dois caçadores conversam em seu acampamento:

- O que você faria se estivesse agora na selva e uma onça aparecesse na sua frente?

- Ora, dava um tiro nela.

- Mas se você não tivesse nenhuma arma de fogo?

- Bom, então eu matava ela com meu facão.

- E se você estivesse sem o facão?

- Apanhava um pedaço de pau.

- E se não tivesse nenhum pedaço de pau?

- Subiria na árvore mais próxima!

- E se não tivesse nenhuma árvore?

- Sairia correndo.

- E se você estivesse paralisado pelo medo?

Então, o outro, já irritado, retruca:

- Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?




O Amigo da Onça foi publicado durante mais de 20 anos ininterruptos em O Cruzeiro. Seu personagem teve um apelo muito forte em sua vida, marcando a sua solidão. Ele era sempre colocado após o personagem, era sempre apresentado como o criador do Amigo da onça e nunca como Péricles. De fato seu personagem foi o seu amigo da onça.

Com o tempo e com todas as possibilidades que seu sucesso lhe conferiu além de estar vivendo longe da família numa cidade como O Rio de Janeiro, logo desenvolveu uma personalidade instável e se tornou um boêmio inveterado. Péricles morreu de forma trágica. Na noite de 31 de dezembro de 1961, vestido como seu personagem, ele escreveu dois bilhetes, reclamando da solidão, fechou todas as portas do seu apartamento e ligou o gás. Antes, como último toque de humor, o Amigo da Onça desencarnou de seu corpo e foi colocar um aviso na porta, escrito à mão: "Não risquem fósforos".

20 setembro 2006

UM POUCO DE HUMOR - APPARÍCIO TORELLY


Conselho Médico (Como devemos tomar nossos remédios)

Por Barão de Itararé

Quando estamos doentes, afinal não temos outro remédio senão tomar remédio.

O remédio, aliás, sempre faz bem. Ou faz bem ao doente que o toma com muita fé; ou ao droguista que o fabrica com muito carinho; ou ao comerciante que o vende com um pequeno lucro de 300 por cento.

Mas apesar do bem que fazem, devemos convir que há remédios verdadeiramente repugnantes, que provocam engulhos e violentas reações de repulsa do estômago.

Como devemos tomar esses remédios repugnantes? Aí está o problema que procuraremos resolver para orientar os nossos dignos e anêmicos leitores.

O melhor meio de vencer as náuseas, quando temos que ingerir um remédio repelente, consiste em recorrer à lógica dos rodeios, adotando os métodos indiretos, até chegar à auto-sugestão, transformando assim o remédio repugnante numa coisa que seja agradável ao paladar. Numa palavra, devemos tomar o remédio com cerveja, por exemplo.

Como devemos proceder para chegarmos a esse magnífico resultado?

É indispensável comprar, antes do remédio, uma garrafa de cerveja. Depois, é necessário bebê-la devagar, saboreando-a, para sentir-lhe bem o gosto. Liquidada a primeira garrafa, pedimos outra cerveja. Esta vamos tomá-la de outra forma, também devagar, mas com a idéia posta no remédio, cuja lembrança naturalmente nos provocará asco. Para voltarmos ao normal, encomendamos uma terceira garrafa, com a qual, lembrando-nos sempre do remédio, iremos dominando e vencendo a repugnância. Na altura da quinta ou undécima garrafa, nós já estaremos convencidos de que o gosto do remédio deve ser muito semelhante ao da cerveja e, assim, já poderíamos beber calmamente o remédio como cerveja. Mas, como não temos o remédio no momento e já não temos muita força nas pernas para ir à farmácia, então continuamos a beber a infusão de lúpulo e cevada, até chegarmos a esta notável conclusão: se é possível chegar a se tomar um remédio tão repugnante como cerveja, muito mais lógico será que passemos a tomar cerveja como remédio, porque a ordem dos fatores não altera o produto, quando está convenientemente engarrafado.

Extraído de "Máximas e Mínimas do Barão de Itararé", Editora Record - Rio de Janeiro, 1986, pág. 33.

26 julho 2006

MALVADOS




MAIS UMA TIRINHA DOS MALVADOS

11 maio 2006

MALVADOS

Tirinha de MALVADOS criada por Andre Dahmer