<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416</id><updated>2012-01-23T18:00:32.384-02:00</updated><category term='Ponto de Encontro'/><category term='Sófocles'/><category term='Adauto Novaes'/><category term='Falecimento'/><category term='Lacan'/><category term='Moustaphá Safouan'/><category term='Literatura'/><category term='Crônica'/><category term='Ato de cidadania'/><category term='Resenha'/><category term='Felicidade'/><category term='Rodrigo'/><category term='Medicina'/><category term='Kandinsky'/><category term='Utilidade pública'/><category term='Poesia'/><category term='Derrida'/><category term='Violencia'/><category term='Malvados'/><category term='Piada'/><category term='Dia da mulher'/><category term='Nietzsche'/><category term='Preguiça'/><category term='Editorial'/><category term='Homosexualidade'/><category term='Religião'/><category term='Paulo Moura'/><category term='Humor'/><category term='Aviso'/><category term='Terapia da palavra'/><category term='Artigo'/><category term='Video'/><category term='Denuncia'/><category term='Niemeyer'/><category term='Alma'/><category term='Notícia'/><category term='Conceito'/><category term='Afetos'/><category term='Repasse'/><category term='Corpo'/><category term='Divulgação'/><category term='Cronologia'/><category term='Política'/><category term='Pablo Cúneo'/><category term='Entrevista'/><category term='Fragmento'/><category term='Psicanálise'/><category term='Lévi-Strauss'/><category term='Música'/><category term='Antropologia'/><category term='Ciadania'/><category term='Entusiasmo'/><category term='Mesa  redonda'/><category term='Teatro'/><category term='E. 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Não no posto nove em si, mas em frente à Farme de Amoedo ou a Vinicius de Moraes. Por décadas esse foi o meu point. Com a família ou sozinho, ou ainda, com amigos. De tanto freqüentar, nos fins de semana, ferias ou feriados eu já era conhecido e conhecia muita gente também. Não é que eu conversasse com qualquer pessoa, o que evidentemente também poderia acontecer, mas era porque as nossas caras se esbarravam sempre naquele pedaço. Essa convivência era, via de regra, anônima. As pessoas não sabiam o meu nome e nem eu o delas. Poderíamos nos encontrar em qualquer outro lugar que sabíamos “de onde a cara era conhecida.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez eu estava na agencia de uma concessionária de serviços públicos da cidade numa fila e atrás de mim estava um cidadão que até hoje não sei o nome. Com certeza nos reconhecemos da praia e papeamos sobre varias coisas até que fossemos atendidos e depois nos despedimos como velhos amigos. Eu sei que você vai perguntar, mas como você pode afirmar que ele lhe reconheceu da praia? Muito simples. A partir daquele momento, sempre que nos esbarrávamos na praia ou fora dela cumprimentávamos com mais efusividade, porém mantendo o anonimato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabia eu que estava diante de um instrumento que só viria a ser inventado muitos anos mais tarde no campo virtual. O Facebook. Claro que aquele era um Facebook bem tupiniquim com uma memória bastante reduzida. Bastava ficar uma ano sem ir à praia e a coisa começava a falhar. Os nossos arquivos não tinham pastas para armazenamento de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que os conhecimentos se davam por escolhas diretas, téte a téte. Cada um com os seus preconceitos, suas crenças ou suas censuras. Mesmo assim quem me acompanhava na praia ou no calçadão ficava espantado com a quantidade de acenos a mim ou por mim distribuídos. Espanto que acontece hoje comigo quando vejo alguém com muitos amigos em suas pastas no Facebook. Como pode alguém ter 3487 amigos? Na minha pagina contam-se, no máximo, oitenta pessoas. O detalhe é que conheço quase todos pessoalmente. A metade faz parte da família e na outra estão amigos mais recentes, poucos apresentados pelos novos amigos e nenhum daquela época de “Facepraia”. Considero o meu numero de contatos razoável para alguém que já freqüenta mais da metade da casa dos sessenta anos e que já teve muitos amigos que partiram da praia, do bairro, da cidade ou mesmo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Facepraia não deixou muita saudade até porque algumas fotos mudaram tanto ao longo dos anos, que quase não são mais reconhecidas ou temos dificuldade em reconhecer. Ou porque as pessoas ficaram mais gordas, ou mais magras. Alem de que todas envelheceram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Facebook? Mark Zuckerberg por gostar de "construir coisas", conseguiu aproximar o mundo numa proeza. Como seu criador, juntou 500 milhões de pessoas num único sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muito engraçado, mas eu não tenho Facebook." Ah! Não tem? Com certeza você conhece alguém que usa esta rede social: um irmão, filho, colega, amigo, namorado. Alguém bem próximo. Uma em cada 14 pessoas no mundo hoje acessa o site que um miúdo na altura e com 19 anos, criou em 2004 no quarto de uma residência de Harvard com a ajuda de colegas de faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer saber? Pegue o nome Mark Zuckerberg e coloque na linha de pesquisa do Fcebook e surpreenda-se. Se já fez isso, sabe quais são os principais interesses pessoais de Zuckerberg. Eles são visíveis a todos os utilizadores. Mesmo aos que não fazem parte da lista de amigos deste jovem multimilionário. Você deve estar a pensar: "Já tinha dito que não tenho Facebook" Tudo bem. "Minimalismo, construir coisas, partir coisas, fluxo de informação, revoluções". São estes alguns dos interesses que pode ler no perfil de "Zuck". É assim que é conhecido entre amigos o rapaz que invariavelmente usa T-shirts cinzentas, calças de ganga, é fiel aos seus chinelos Adidas e frequenta aulas de mandarim, segundo a Wikipédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso notar como cada um faz uso dessa ferramenta que agrega em redes mais de quinhentos milhões de pessoas em todo o mundo. Só ele tem em sua pasta mais de cinco milhões de contatos. Com isso podemos imaginar que o Facebook é capaz de albergar pessoas com os interesses diversos, nos mais diversos campos da vida social que vai da religião à guerra, da culinária à química ou do tráfico de drogas à prostituição, dentre outros. É saudável, é! Mas como em todo grupamento humano encontraremos problemas. Alguns até que extrapola a esfera social indo esbarrar na esfera policial ou jurídica. Pedofilia, xenofobia, aliciamentos e outras práticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos fenômenos de massa os interesses se misturam e criam lideranças que se manifestam diante de um fato e logo se dispersam findos os eventos motivacionais. O Rock in Rio foi uma prova contundente disso. Da compra de ingressos, que logo se esgotaram, até as músicas e letras que tinham que ser decoradas além da paramentaria. Tudo tinha de estar dentro dos conformes. E como não se pode exigir grau de instrução dos freqüentadores, é comum encontrar equívocos de ordem informativa e/ou conceitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos próximos seis anos o Brasil será palco de, pelo menos, dois eventos mundiais de grande magnitude. Daí podermos imaginar quantos cruzamentos de mensagens e informações veicularão pelas nossas paginas nos obrigando a esquecer os preconceitos e a velha censura que podíamos fazer nos tempos do Facepraia. Democratizar idéias faz do Facebook um valioso instrumento de manifestação política e intelectual promovendo a inclusão social e das diferenças, para aqueles que dele utilizam, mesmo quando não concordamos com as idéias postas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7523023104418970725?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7523023104418970725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7523023104418970725&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7523023104418970725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7523023104418970725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/10/da-praia-para-o-facebook.html' title='DA PRAIA PARA O FACEBOOK'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-5743929099946570300</id><published>2011-10-03T13:35:00.002-03:00</published><updated>2011-10-03T13:38:11.238-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frase'/><title type='text'>FRASE</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;“A diferença entre a vida e a morte é a mesma do excesso e da falta. Só quem está de fora pode ver.”&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-5743929099946570300?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/5743929099946570300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=5743929099946570300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5743929099946570300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5743929099946570300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/10/frase.html' title='FRASE'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7366866927658280700</id><published>2011-09-16T01:32:00.005-03:00</published><updated>2011-09-16T02:14:29.983-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aforismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frase'/><title type='text'>FRASE</title><content type='html'>&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"O caminho não é uma avenida, nem uma via e nem uma rota, mas é o único meio de se chegar a um objetivo, não importa a distancia nem o percurso. Só é preciso caminhar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se preferes a fé, procures a crença, se preferes o saber, procures a ciência, mas se preferes viver, não procures nada. Simplesmente vivas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Num dia acordei formiga, no outro acordei árvore, no outro rio e depois floresta. Só então eu percebi que fazia parte da natureza e passei a lamentar aqueles que acordam gente todo o dia!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O amor acorda cedo, na infancia, gasta energia na adolescencia, é comovente na fase adulta e se perde na velhice."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7366866927658280700?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7366866927658280700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7366866927658280700&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7366866927658280700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7366866927658280700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/09/o-caminho-nao-e-uma-avenida-nem-uma-via.html' title='FRASE'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-4034785023981385537</id><published>2011-09-08T01:11:00.019-03:00</published><updated>2011-09-16T02:12:07.034-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aforismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frase'/><title type='text'>FRASE</title><content type='html'>&lt;h6 style="font-style: italic;" class="uiStreamMessage" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}"&gt;&lt;span class="messageBody" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"  style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;blockquote  style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;h6 style="font-style: italic;" class="uiStreamMessage" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:1}"&gt;&lt;span class="messageBody" ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"  style="font-size:180%;"&gt;"Quando uma mulher arruma tão bem os seus livros e você gosta, ou você contrata ela, ou você se casa com ela!"&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;-----------&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt; 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Brilhante ao amanhecer quando desponta no horizonte, quente quando esta bem no alto e sombrio quando desaparece."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="font-style: italic; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-4034785023981385537?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/4034785023981385537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=4034785023981385537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/4034785023981385537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/4034785023981385537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/09/quando-uma-mulher-arruma-tao-os-seus.html' title='FRASE'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-8019435712920396247</id><published>2011-09-03T01:31:00.011-03:00</published><updated>2011-09-06T07:15:28.869-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alma'/><title type='text'>ENTRANHAS DA ALMA</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Roupas sujas, usadas, molhadas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;abandonadas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;no canto do banheiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;amontoam dores, odores e favores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As crianças aditam muita sujeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de terra, doces e traquinas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os adultos, o suor da lida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;preocupações e insucessos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mulheres, desamores adormecidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;choros calados e frustrações.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nos jovens, desencantos, hormônios,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;desejos incestuosos ou luxuriantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Elas guardam muitos segredos&lt;/span&gt;,&lt;span style="font-style: italic;"&gt; as vezes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paixões, equívocos e desapontamentos.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Sujas de uso, suor e poeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que Rita colhe, recolhe e acolhe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No tanque com água e sabão:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ensaboar, esfregar, lavar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na água suja&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;misturadas ao sabão&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Limpa &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;todas as dores enxaguadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escorrem como lagrimas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as mágoas e os ressentimentos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Penduradas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;à brisa leve do ar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;recebem bênçãos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;compaixões e esperanças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os lençóis guardam ainda segredos de alcova.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Toalhas de mesa, manchas de gordura,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de café e leite permanecem. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;De banho embebidas do corpo, a pureza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Rita, de olhos acanhados e gestos tímidos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;parece conhecer todos os gemidos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;gritos, sussurros e risos, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;contidos nas entranhas das almas!&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-8019435712920396247?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/8019435712920396247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=8019435712920396247&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8019435712920396247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8019435712920396247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/09/entranhas-da-alma.html' title='ENTRANHAS DA ALMA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7342520869046306309</id><published>2011-08-14T01:52:00.005-03:00</published><updated>2011-08-14T02:00:36.300-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Preguiça'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estadão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anúncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adauto Novaes'/><title type='text'>A POLÍTICA DA PREGUIÇA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-XELXhR-eSW4/TkdWMqiUNRI/AAAAAAAAAxM/HauvGTJZgJU/s1600/filosofo%2Badauto%2Bnovaes1.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 389px; height: 257px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-XELXhR-eSW4/TkdWMqiUNRI/AAAAAAAAAxM/HauvGTJZgJU/s400/filosofo%2Badauto%2Bnovaes1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5640571833881474322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A política da preguiça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seminário, Adauto Novaes debate a falta de tempo livre para o pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Zanin Oricchio - &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-politica-da-preguica,750747,0.htm"&gt;O Estado de S.Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o nosso Macunaíma murmurou "ai, que preguiça..." ao nascer, o filósofo Albert Camus comentou que "são os ociosos que transformam o mundo, porque os outros não têm tempo". Outras milhares de citações seriam possíveis porque a indolência frequentou a imaginação humana desde tempos imemoriais - e nem sempre com a conotação negativa que hoje a acompanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno desse tema, o filósofo Adauto Novaes organiza mais um dos seus famosos seminários, que atraem público grande nas cidades por onde passam e depois se transformam em livros de referência sobre o assunto. O ciclo de conferências Elogio à Preguiça será apresentado no Rio, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília, de 11 de agosto a 6 de outubro. As inscrições podem ser feitas no portal www.sescsp.org.br ou nas unidades do Sesc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O time de palestrantes reúne nomes que já participaram de seminários anteriores, como Marilena Chauí, José Miguel Wisnik, Maria Rita Kehl e Jorge Coli; traz também "estreantes", como os ensaístas Francisco Bosco e Guilherme Wisnik. "A gente mantém o núcleo inicial dos seminários, mas também trazemos os talentos mais jovens", disse Novaes em conversa com o Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue lendo no link acima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7342520869046306309?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7342520869046306309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7342520869046306309&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7342520869046306309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7342520869046306309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/08/politica-da-preguica.html' title='A POLÍTICA DA PREGUIÇA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XELXhR-eSW4/TkdWMqiUNRI/AAAAAAAAAxM/HauvGTJZgJU/s72-c/filosofo%2Badauto%2Bnovaes1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7293054497976681889</id><published>2011-07-21T21:50:00.010-03:00</published><updated>2011-07-22T02:32:10.072-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lucien Freud'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pintura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anúncio'/><title type='text'>MORRE O PINTOR LUCIAN FREUD</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-P5haCtzIiTI/TijKkk_XysI/AAAAAAAAAwU/9qVoFam5FY4/s1600/lucien-freud-photo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 397px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-P5haCtzIiTI/TijKkk_XysI/AAAAAAAAAwU/9qVoFam5FY4/s400/lucien-freud-photo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5631974063780383426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O artista estava com 88 anos e morreu em sua casa ontem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pintor era ligado ao surrealismo e expressionismo. Alemão naturalizado britânico Lucian Freud morreu nesta quarta-feira (20) em Londres, aos 88 anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Neto do psicanalista Sigmund Freud, Lucian ficou conhecido por suas pinturas figurativas, que incluem retratos de familiares e amigos e nus. Ao longo de sua carreira, ele foi identificado com movimentos artísticos como realismo, expressionismo e surrealismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como &lt;a href="http://freudexplicablog.blogspot.com/2008/04/lucien-freud.html"&gt;artista figurativo&lt;/a&gt;, ele inseria tanto em seus retratos quanto em suas paisagens um profundo olhar interior, drama e energia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucian Freud nasceu em Berlim, em dezembro de 1922. Escapando do nazismo, mudou-se para a Inglaterra com a família em 1933, onde iniciou os estudos na Central School of Art, em Londres. A cidadania britânica foi conquistada em 1939.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua primeira exposição individual ocorreu em 1944 e incluía o quadro "The painter's room". Nesse período, Freud também passou temporadas em Paris e na Grécia. Outras obras conhecidas do artista incluem "Girl with roses" (1948), "Interior at Paddington (Walker Art Gallery, Liverpool)" (1951), "Reflection with two children (self-portrait)" (1965), entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://freudexplicablog.blogspot.com/2006/06/freud-explica.html"&gt;Rainha Elizabeth&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de amigos e familiares, Freud também foi comissionado para pintar a Rainha Elizabeth. O quadro de 2001, um retrato pouco lisonjeiro de uma monarca de olhar severo, dividiu os críticos. À época, um fotógrafo do tabloide "The Sun" chegou a declarar publicamente que a pintura "deveria ser pendurada no banheiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, "Benefits supervisor sleeping", nu pintado por ele em 1995, foi vendido por US$ 33,6 milhões em um leilão da Christies, um recorde para a obra de um artista ainda vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud se casou por diversas vezes ao longo da vida, teve muitas amantes e filhos - embora nem todos eles reconhecidos oficialmente pelo pintor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7293054497976681889?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7293054497976681889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7293054497976681889&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7293054497976681889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7293054497976681889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/07/morre-o-pintor-lucian-freud.html' title='MORRE O PINTOR LUCIAN FREUD'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-P5haCtzIiTI/TijKkk_XysI/AAAAAAAAAwU/9qVoFam5FY4/s72-c/lucien-freud-photo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-166031062459467408</id><published>2011-06-10T19:54:00.004-03:00</published><updated>2011-06-10T20:37:02.137-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Niemeyer'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medicina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>POR DENTRO DO CÉREBRO - Entrevista com Paulo Niemeyer Filho, neurocirurgião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;O neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho conta os avanços nos tratamentos de doenças como o mal de Parkinson e como evitar aneurisma e perda de memória.&lt;br /&gt;E projeta, ainda, o futuro próximo, quando boa parte do sistema neurológico estará sob controle do homem.&lt;br /&gt;Chegar à casa do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, no alto d&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-Vq_NYhjAWtg/TfKoDJ0aZeI/AAAAAAAAAwM/QNhf43UsTXA/s1600/paulo%2BNiemeyer%2Bfilho2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Vq_NYhjAWtg/TfKoDJ0aZeI/AAAAAAAAAwM/QNhf43UsTXA/s400/paulo%2BNiemeyer%2Bfilho2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5616736457413256674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;a Gávea, no Rio de Janeiro, é uma emoção. A começar pela vista deslumbrante da cidade, passando pelos macacos que passeiam pelos galhos até avistar as orquídeas que caem em pencas das árvores, colorindo todo o jardim.&lt;br /&gt;Ou seja: a competência desse médico, com 33 anos de profissão, que dedica sua vida à medicina com a paixão de um garoto, pode ser contada em flores. E são muitas.&lt;br /&gt;Filho do lendário neurocirurgião Paulo Niemeyer, pioneiro da microneurocirurgia no Brasil, e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer, Paulo escolheu a medicina ainda adolescente.&lt;br /&gt;Aos 17 anos, entrou na Universidade Federal do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;Quinze dias depois de formado, com 23 anos, mudou-se para a Inglaterra, onde foi estudar neurologia na Universidade de Londres.&lt;br /&gt;De volta ao Brasil, fez doutorado na Escola Paulista de Medicina. Ao todo, sua formação levou 20 anos de empenho absoluto.&lt;br /&gt;Mas a recompensa foi à altura. Apaixonado por seu ofício, Paulo chefia hoje os serviços de neurocirurgia da Santa Casa do Rio de Janeiro e da Clínica São Vicente, onde atende e opera de segunda a sábado, quando não há uma emergência no domingo, e ainda encontra tempo para dar aulas no curso de pós-graduação em neurocirurgia na PUC-Rio.&lt;br /&gt;Por suas mãos já passaram o músico Herbert Vianna - de quem cuidou em 2001, depois do acidente de ultraleve em Mangaratiba, litoral do Rio -, o ator e diretor Paulo José, a atriz Malu Mader e, mais recentemente, o diretor de televisão Estevão Ciavatta - marido da atriz Regina Casé que, depois de um tombo do cavalo, recupera-se plenamente -, além de centenas de outros pacientes, muitos deles representados pelas belas flores que enchem de vida o seu jardim.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revista &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: Seu pai também era neurocirurgião. Ele o influenciou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PAULO NIEMEYER:&lt;/span&gt; Certamente. Acho que queria ser igual a ele, que era o meu ídolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Seu pai trabalhou até os 90 anos. A idade não é um complicador para um neurocirurgião? Ela não tira a destreza das mãos, numa área em que isso é crucial?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; A neurocirurgia é muito mais estratégia do que habilidade manual. Cada caso tem um planejamento específico e isso já é a metade do resultado. Você tem de ser um estrategista..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;O que é essa inovação tecnológica que as pessoas estão chamando de marcapasso do cérebro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; Tem uma área nova na neurocirurgia chamada neuromodulação, o que popularmente se chama de marcapasso, mas que nós chamamos de estimulação cerebral profunda. O estimulador fica embaixo da pele e são colocados eletrodos no cérebro, para estimular ou inibir o funcionamento de alguma área. Isso começou a ser utilizado para os pacientes de Parkinson. Quando a pessoa tem um tremor que não controla, você bota um eletrodo no ponto que o está provocando, inibe essa área e o tremor pára. Esse procedimento está sendo ampliado para outras doenças. Daqui a um ou dois anos, distúrbios alimentares como obesidade mórbida e anorexia nervosa vão ser tratados com um estimulador cerebral.Porque não são doenças do estômago, e sim da cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: O que se conhece do cérebro humano?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; Hoje você tem os exames de ressonância magnética, em que consegue ver a ativação das áreas cerebrais, e cada vez mais o cérebro vem sendo desvendado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há muito o que descobrir, mas com essas técnicas de estimulação você vai entendendo cada vez mais o funcionamento dessas áreas. O que ainda é um mistério é o psiquismo, que é muito mais complexo. Por que um clone jamais será igual ao original?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geneticamente será a mesma coisa, mas o comportamento depende muito da influência do meio e de outras causas que a gente nunca vai desvendar totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Existe uma discussão entre psicanalistas e psiquiatras, na qual os primeiros apostam na melhora por meio da investigação da subjetividade, e os últimos acreditam que boa parte dos problemas psíquicos se resolve com remédios.. Qual é sua opinião?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN: &lt;/span&gt;Há casos de depressão que são causados por tumores cerebrais: você opera e o doente fica bem. Há casos de depressão que são causados por deficiência química: você repõe a química que está faltando e a pessoa fica bem. Numa época em que se fazia psicocirurgia existiam doentes que ficavam trancados num quarto escuro e quando faziam a cirurgia se livravam da depressão e nunca mais tomavam remédio. E há os casos que são puramente psíquicos,emocionais, que não têm nenhuma indicação de tomar remédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;Já existe alguma evolução na neurologia por causa das células-tronco?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;:&lt;/span&gt; Muito pouco. O que acontece com as células-tronco é que você não sabe ainda como controlar. Por exemplo: o paciente tem um déficit motor, uma paralisia, então você injeta lá uma célula-tronco, mas não consegue ter certeza de que ela vai se transformar numa célula que faz o movimento. Ela pode se transformar em outra coisa, você não tem o controle, ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;: Existe alguma coisa que se possa fazer para o cérebro funcionar melhor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; Você tem de tratar do espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Cabeça tem a ver com alma?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN: &lt;/span&gt;Eu acho que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma... Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;POODER: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O  que se pode fazer para se prevenir de doenças neurológicas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; Todo adulto deve incluir no check-up uma investigação cerebral. Vou dar um exemplo: os aneurismas cerebrais têm uma mortalidade de 50% quando rompem, não importa o tratamento. Dos 50% que não morrem, 30% vão ter uma sequela grave: ficar sem falar ou ter uma paralisia. Só 20% ficam bem. Agora, se você encontra o aneurisma num checkup, antes dele sangrar, tem o risco do tratamento, que é de 2%, 3%. É uma doença muito grave, que pode ser prevenida com um check-up.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PODER: Você acha que a vida moderna atrapalha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PN: Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Existe algum inimigo do bom funcionamento do cérebro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN: &lt;/span&gt;O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Qual a evolução que você imagina para a neurocirurgia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; Até agora a gente trata das deformidades que a doença causa, mas acho que vamos entrar numa fase de reparação do funcionamento cerebral, cirurgia genética, que serão cirurgias com introdução de cateter, colocação de partículas de nanotecnologia, em que você vai entrar na célula, com partículas que carregam dentro delas um remédio que vai matar aquela célula doente. Daqui a 50 anos ninguém mais vai precisar abrir a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Você acha que nós somos a última geração que vai envelhecer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN: &lt;/span&gt;Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Você não vê contraindicações na manipulação dos processos naturais da vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; O que é perigoso nesse progresso todo é que, assim como vai criar novas soluções, ele também trará novos problemas. Com a genética, por exemplo, você vai fazer um exame de sangue e o resultado vai dizer que você tem 70% de chance de ter um câncer de mama. Mas 70% não querem dizer que você vai ter, até porque aquilo é uma tendência. Desenvolver depende do meio em que você vive, se fuma, de muitos outros fatores que interferem. Isso vai criar um certo pânico. E, além do mais, pode criar problemas, como a companhia de seguros exigir um exame genético para saber as suas tendências. Nós vamos ter problemas daqui para frente que serão éticos, morais, comportamentais, relacionados a esse conhecimento que vem por aí, e eu acho que vai ser um período muito rico de debates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Você acredita que na hora em que as pessoas puderem decidir geneticamente a sua hereditariedade e todo mundo tiver filhos fortes e lindos, os valores da sociedade vão se inverter e, em vez do belo, as qualidades serão se a pessoa é inteligente, se é culta, o que pensa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN: &lt;/span&gt;Mas aí você vai poder escolher isso também. Esse vai ser o problema: todo mundo vai ser inteligente. Isso vai tirar um pouco do romantismo e da graça da vida. Pelo menos diante do que a gente está acostumado. Acho que a vida vai ficar um pouco dura demais, sob certos aspectos. Mas, por outro lado, vai trazer curas e conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;Hoje a gente lida com o tempo de uma forma completamente diferente. Você acha que isso muda o funcionamento cerebral das pessoas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN: &lt;/span&gt;O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;PODER: Já aconteceu de você recomendar um procedimento e a pessoa não querer fazer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PN: A gente recomenda, mas nunca pode forçar. Uma coisa é a ciência, e outra é a medicina. A pessoa, para se sentir viva, tem de ter um mínimo de qualidade. Estar vivo não é só estar respirando. A vida é um conjunto. Há doentes que preferem abreviar a vida em função de ter uma qualidade melhor. De que adianta ficar ali, só para dizer que está vivo, se o sujeito perde todas as suas referências, suas riquezas emocionais, psíquicas. É muito difícil, a gente tem de respeitar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como é o seu dia a dia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN: &lt;/span&gt;Eu opero de segunda a sábado de manhã, e de tarde atendo no consultório. Na Santa Casa, que é o meu xodó, nós temos 50 leitos, só para pessoas pobres. Eu opero lá duas vezes por semana. E, nos outros dias, na Clínica São Vicente. O que a gente mais opera são os aneurismas cerebrais e os tumores. Então, é adrenalina todo dia. Sem ela a gente desanima e o cérebro funciona mal. (risos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Você é workaholic?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN: &lt;/span&gt;Não é que eu trabalhe muito, a minha vida é aquilo. Quando viajo, fico entediado. Depois de alguns dias, quero voltar. Você perde a sua referência, está acostumado com aquela pressão, aquele elástico esticado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como você lida com a impotência quando não consegue salvar um paciente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; É evidente que depois de alguns anos, a gente aprende a se defender. Mas perder um doente faz mal a um cirurgião. Se acontece, eu paro com o grupo para discutir o que se passou, o que poderia ter sido melhor, onde foi a dificuldade. Não é uma coisa pela qual a gente passe batido. Se o cirurgião acha banal perder um paciente é porque alguma coisa não está bem com ele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como você lida com as famílias dos seus pacientes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN: &lt;/span&gt;Essa relação é muito importante. As famílias vão dar tranquilidade e confiança para fazer o que deve ser feito. Não basta o doente confiar no médico. O médico também tem de confiar no doente. E na família. Se é uma família que cria caso, que é brigada entre si, dividida, o cirurgião já não tem a mesma segurança de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes o doente não tem como opinar, está anestesiado e no meio de uma cirurgia você encontra uma situação inesperada e tem de decidir por ele. Se tem certeza de que ele está fechado com você, a decisão é fácil. Mas se o doente é uma pessoa em quem você não confia, você fica inseguro de tomar certas decisões. É uma relação bilateral, como num casamento. Um doente que você opera é uma relação para o resto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Poder: &lt;/span&gt;Você acredita em Deus?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando você acaba de operar, vai até a família e diz: "Ele está salvo". Aí, a família olha pra você e diz: "Graças a Deus!". Então, a gente acredita que não fomos apenas nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;Como você relaxa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; Estudando. A coisa que mais gosto de fazer é ler. Sábado e domingo, depois do almoço, gosto de sentar e ler, ficar sozinho em silêncio absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PODER: &lt;/span&gt;E o que gosta de ler?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PN:&lt;/span&gt; Sobre medicina ou história. Agora estou lendo um livro antigo, chamado Bandeirantes e Pioneiros, do Vianna Moog, no qual ele compara a colonização dos Estados Unidos com a do Brasil. E discute por que os Estados Unidos, com 100 anos a menos que o Brasil, tiveram um enriquecimento e um progresso tão rápidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que um país se desenvolveu em progressão geométrica e o outro em progressão aritmética.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-166031062459467408?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/166031062459467408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=166031062459467408&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/166031062459467408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/166031062459467408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/06/por-dentro-do-cerebro-entrevista-com.html' title='POR DENTRO DO CÉREBRO - Entrevista com Paulo Niemeyer Filho, neurocirurgião'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Vq_NYhjAWtg/TfKoDJ0aZeI/AAAAAAAAAwM/QNhf43UsTXA/s72-c/paulo%2BNiemeyer%2Bfilho2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-2706696540391730924</id><published>2011-05-06T12:37:00.004-03:00</published><updated>2011-05-07T16:17:23.213-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-family: webdings;font-family:lucida grande;font-size:180%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;155 anos do nascimento de Freud.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-2706696540391730924?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/2706696540391730924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=2706696540391730924&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/2706696540391730924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/2706696540391730924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/05/154-amos-do-nascimento-de-freud.html' title=''/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-5638821772800562110</id><published>2011-05-02T03:21:00.004-03:00</published><updated>2011-05-05T15:13:20.950-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angela Villela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>UMA EXPERIENCIA ARTISTICA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-y518T6zLq4Q/Tb5Ob61wL3I/AAAAAAAAAwA/dkCU_HlYp8E/s1600/Cisne%2BNegro3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 462px; height: 346px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-y518T6zLq4Q/Tb5Ob61wL3I/AAAAAAAAAwA/dkCU_HlYp8E/s400/Cisne%2BNegro3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602001228053622642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A arte tem sido, ao longo dos tempos, um campo privilegiado de articulação, conexão e síntese. Um poderoso instrumento de mutação cultural e social, que invade a vida e transforma a realidade, na medida em que expande pensamentos, que, por sua vez, criam novas formas de existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinema, por exemplo, ao despertar no espectador um processo afetivo de participação, desencadeia uma série de emoções e sensações que lhe dão um caráter de credibilidade que outras formas de arte, muitas vezes, não suscitam de imediato. O homem comum, ao se ver iluminado em uma experiência projetiva, se sente excepcional em sua insignificância e mergulha num universo de sonho e magia, onde uma linguagem diferente o enuncia como um “outro”. Vista sob este viés, a arte é um testemunho do inconsciente e o domínio fílmico,em particular, é aquele que, ao criar uma impressão de realidade, automaticamente descentra o sujeito das imagens fixas que tem de si mesmo, viabilizando a construção de outras. Ele se desdobra, se duplica. Cada um vê o seu filme, a partir de vivências particulares,dado o caráter totalmente subjetivo da experiência.  Isso nos leva a pensar se essa não seria, também, uma das  principais características do processo analítico. Vemo-nos como um e descobrimos vários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão sobre os atravessamentos possíveis entre o sonho e o cinema, acima de tudo, possui o mérito de ressaltar aspectos importantes no tocante à discussão sobre o estatuto do imaginário como potência de criação,  dentre outros temas que concernem à teoria cinematográfica/prática psicanalítica - e não apenas como engodo resultante da captura produzida pela indústria  cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo, podemos citar um filme em cartaz, “O Cisne Negro", de Darren Aronofsky, que suscitou resenhas e reportagens. Várias delas resvalavam  na Psicanálise, ao ser mencionada a "busca de perfeição  e as experiências traumáticas" que a personagem de Natalie Portman interpreta.Exatamente por isso, gostaria de tentar expandir o trecho que diz que para "os artistas que batalham contra os limites do próprio corpo numa rotina espartana, é fundamental se manter no eixo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eixo? Existe eixo nos excessos, nos transbordamentos? Ao abordar tais temas -a anorexia e a bulimia, a esquizofrenia e a paranóia, além da questão crucial do real e seu duplo- o filme voa bem mais alto que os saltos e pliés do "Cisne Negro" e adentra o terreno da Psicanálise. Dizer que é um filme sobre balé, como fizeram alguns críticos, é fechar os olhos, os horizontes , o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma via oblíqua, Aronofsky expressa à necessidade asfixiante de duplicar o real por demais inquietante que aterroriza Nina, a personagem e também, a nós, passageiros da velocidade e das pressões contemporâneas. E como isso aparece? Através das alucinações, fantasias e sonhos projetados na "outra", que criam uma realidade aparente, uma mistura entre real e o ficcional concebida no estofo de um "eu menor",como diz Clèment Rosset, atormentado por acontecimentos do mundo que são meras réplicas dos acontecimentos internos reais, de intolerável vigor. Eles reduplicam, anormalmente, a percepção do atual, por conta de uma precariedade existencial, de "uma insustentável leveza dos ser" diante do carater indigesto das exigências que a vida lhe faz. Uma mãe que dela quer fazer um duplo que dê conta de suas frustrações, um coreógrafo-tirano que deseja que ela atravesse a fronteira que liga sexualidade e horror, por conta de suas questões narcísicas. O real não dá conta de si mesmo e das exigências internas de satisfazer as demandas externas. A doença se manifesta e atinge um umbral crítico.É preciso um outro, uma projeção mimética do mesmo, um estranho-familiar que Freud chamava de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Unheimlich"&lt;/span&gt;, para fazer a trajetória do cisne "branco" para o "negro". É necessário um jogo de projeções e identificações que tragam sustentação na criação de um outro lugar.A entrada em cena do duplo fantasmático, embora cruel, é necessária, porque sem ele o ser de Nina não é nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa do filme levanta, como um vento forte, o véu que encobre, em meio à suscetibilidade, a insuperável divisão estrutural de Nina, que leva à passagem ao ato. Entre aquilo que é da ordem das pulsões de autoconservação - a vida e o amor - e o que pertence à ordem dos rastros do silêncio - a pulsão de morte - o cineasta faz acontecer o terrível, o extraordinário, o sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando que o advento do cinema é contemporâneo ao surgimento da "Interpretação dos sonhos", como fato inaugural do saber psicanalítico, lembramo-nos que tal questão não escapou à observação de Bernardo Bertolucci que afirmou, por ocasião do seu filme "La Luna", que o cinema de Freud eram os sonhos dos seus pacientes, pouco importando, no caso, se Freud gostava ou não de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sabemos é que não dá para ver certos filmes, e não pensarmos em sua eterna genialidade, que nos leva, sempre, à possibilidade de expansão psíquica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Angela Villela e Luiz Felipe de Faria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Psicanalistas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-5638821772800562110?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/5638821772800562110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=5638821772800562110&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5638821772800562110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5638821772800562110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/05/uma-experiencia-artistica.html' title='UMA EXPERIENCIA ARTISTICA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-y518T6zLq4Q/Tb5Ob61wL3I/AAAAAAAAAwA/dkCU_HlYp8E/s72-c/Cisne%2BNegro3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-3104926894361855031</id><published>2011-02-13T02:51:00.004-02:00</published><updated>2011-02-13T02:58:05.760-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afetos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tirinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malvados'/><title type='text'>POR ONDE ANDAM OS AFETOS?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-8V_VWsEklO4/TVdjnzobo8I/AAAAAAAAAv4/pQe4CKy711o/s1600/malvados%2Begoista.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 399px; height: 453px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8V_VWsEklO4/TVdjnzobo8I/AAAAAAAAAv4/pQe4CKy711o/s400/malvados%2Begoista.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5573032599420117954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-3104926894361855031?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/3104926894361855031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=3104926894361855031&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3104926894361855031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3104926894361855031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/02/por-onde-andam-os-afetos.html' title='POR ONDE ANDAM OS AFETOS?'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-8V_VWsEklO4/TVdjnzobo8I/AAAAAAAAAv4/pQe4CKy711o/s72-c/malvados%2Begoista.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1903424123609301653</id><published>2011-02-08T23:38:00.006-02:00</published><updated>2011-02-08T23:57:20.549-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aula inaugural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Felicidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='E. Carneiro Leão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>FELICIDADE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Só a leve esperança, em toda a vida,&lt;br /&gt;Disfarça a pena de viver, mais nada:&lt;br /&gt;Nem é mais a existência, resumida,&lt;br /&gt;Que uma grande esperança malograda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eterno sonho da alma desterrada,&lt;br /&gt;Sonho que a traz ansiosa e embevecida,&lt;br /&gt;É uma hora feliz, sempre adiada&lt;br /&gt;E que não chega nunca em toda a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa felicidade que supomos,&lt;br /&gt;Árvore milagrosa, que sonhamos&lt;br /&gt;Toda arreada de dourados pomos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe, sim: mas nós não a alcançamos&lt;br /&gt;Porque está sempre apenas onde a pomos&lt;br /&gt;E nunca a pomos onde nós estamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade de Vicente de Carvalho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Rogério Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém me pediu para definir o que é felicidade. Respirei fundo, porque é preciso fôlego para uma tarefa tão árdua. É que a felicidade é sempre tomada de forma apressada como se fosse algo que estivesse num escaninho. Precisou, vai lá e busca. Ela está lá, sempre pronta e segura. Pode ser usada por qualquer um. Não tem contra indicação. Use e abuse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece é assim que a psiquiatria trata essa questão. Recebi por e-mail um texto de Richard A. Friedman, publicado no The New York Times. No artigo: “Autoconhecimento pode não trazer felicidade” ele sugere um pouco disso. Ao afirmar que, para muitos terapeutas, o autoconhecimento é um apanágio necessário para uma vida feliz, uma vez que a introspecção pode libertá-lo de suas manias psicológicas e promover o bem-estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele apresentou, dentre outro, um caso em que um sujeito “que tinha tudo para ser feliz”, era rico, mas fez da sua vida uma realização do desejo do pai, até que resolveu mudar o foco do desejo, militando no campo das artes que não o fazia rico, mas aí então encontrou A felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do texto Friedman se diz ser muito bom em tratar a tristeza clínica com remédios e terapia, mas admite que trazer felicidade é algo além. Talvez a felicidade seja um pouco como a auto estima. Acredita que tanto felicidade quanto auto estima requerem esforço. Pois, é impossível obter uma infusão de qualquer uma delas com um terapeuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a psiquiatria! Que bom que existe uma farmacopéia...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um texto, que volta e meia me reporto a ele, &lt;a href="http://freudexplicablog.blogspot.com/2007/12/alegria-e-felicidade-na-psicanlise.html"&gt;Alegria e felicidade na psicanálise&lt;/a&gt; de Emmanuel Carneiro Leão que proferiu uma aula inaugural na Formação Freudiana, ainda no século passado, em março de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse texto Emmanuel enfatiza a necessidade do homem em diferenciar-se, num projeto, um vir a ser. Algo que a meu ver, implica num autoconhecimento. Para ele: “É esse escamotear-se, esse esconder-se do obscuro, do profundo, na superficialidade e na clareza, que marca sempre de novo os esforços, as investigações, as discussões do conhecimento. Do conhecimento humano, do que é que é o seu esforço e seu empenho por ser feliz e alegrar-se.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Envelheci na miséria e no opróbrio, não tendo mais que a metade do traseiro, e sempre a lembrar-me de que era filha de um papa; cem vezes quis matar-me, mas ainda amava a vida. Essa ridícula fraqueza é talvez um dos nossos pendores mais funestos: pois haverá coisa mais tola do que carregar continuamente um fardo que sempre se quer lançar por terra? Ter horror à própria existência e apegar-se a ela. Acariciar, enfim, a serpente que nos devora, até que nos haja engolido o coração?” É assim que a filha de um papa tomada como escrava relata o seu infortúnio em Candido ou o otimismo de Voltaire.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A morte é talvez a pior tragédia que um ser humano pode suportar, porque ela fala do imponderável, do irreparável e do indizível. Todos nós sabemos que nascemos e morremos, mas que somente as nossas idéias podem permanecer, já que o corpo desaparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar da morte, não é necessariamente falar da tristeza, embora esses atributos sejam, quase sempre, encontrados juntos. Ela deixa no lugar da vida, a perda e o vazio. A perda muitas vezes está ligada a tristeza que seria tomada como o negativo em uma determinada vivência, o que muitas vezes pode ser entendido como o desamparo a que todos os humanos estão sujeitados, desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, muitas vezes nós sentimos uma tristeza, sem nos dar conta da origem do que nos faz triste. A alegria tomada aqui como simétrica da tristeza seria apenas o seu oposto. Contudo, no nosso dia a dia, deparamos com situações onde a interpretação do cotidiano nos leva a uma pluralidade de afetos que produz alegrias e tristezas ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa ambivalência pode ser entendida como resultado do estado de ânimo. Em última instância, refere-se a aquilo que atravessa o nosso corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariamente a esse estado de ânimo, que tem por característica a passividade, ser ou estar feliz, implica numa atividade do sujeito. A felicidade, para ser atingida depende de um encontro, que pode ser entendido como a nossa capacidade de "alegrar-se". Alegrar-se, toda via, deriva do sofrimento que nos diferencia na posta da vida. Sofrimento que, tomado como positividade na experiência do humano, pode ser transformado em felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aceitar o desamparo como fatalidade tem como conseqüência diminuir a busca da felicidade de viver, porque o desamparo é uma experiência que não deixa vigorar nada que tenha a possibilidade de dar satisfação e por isso mesmo, impede o processo de diferenciação. Entende-se aqui por processo de diferenciação a capacidade de alegrar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trabalho de análise, o analista não tem, a priori, nenhuma solução para o sofrimento. O que está recalcado e por isso mesmo irreconhecido, se expressa como sintoma e acha lugar para uma tolerância quanto ao estado da enfermidade. Mas, com Freud aprendemos que se esta nova atitude em relação à doença intensifica os conflitos e põe em evidência os sintomas que até então haviam permanecidos vagos, poderíamos facilmente consolar o paciente mostrando-lhe tratar-se apenas de agravamentos necessários, porém temporários. Todavia é preciso ter paciência para ouvir aquilo que se repete, se repete, se repete... e esperar que num tempo outro se faça a diferenciação capaz de produzir uma possibilidade de ser feliz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1903424123609301653?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1903424123609301653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1903424123609301653&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1903424123609301653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1903424123609301653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/02/felicidade.html' title='FELICIDADE'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1012722585609244736</id><published>2011-01-25T10:30:00.002-02:00</published><updated>2011-01-25T10:37:24.569-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tirinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malvados'/><title type='text'>MALVADOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT7Co8zZTMI/AAAAAAAAAvs/5mINIi86YMs/s1600/malvados%2Btirinha1439.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 503px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT7Co8zZTMI/AAAAAAAAAvs/5mINIi86YMs/s400/malvados%2Btirinha1439.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5566100198248762562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1012722585609244736?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1012722585609244736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1012722585609244736&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1012722585609244736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1012722585609244736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/01/malvados.html' title='MALVADOS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT7Co8zZTMI/AAAAAAAAAvs/5mINIi86YMs/s72-c/malvados%2Btirinha1439.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1893560828575501445</id><published>2011-01-02T00:52:00.018-02:00</published><updated>2011-01-04T23:27:54.930-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grafite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rodrigo'/><title type='text'>A FORÇA DA EXPRESSÃO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A palavra expressão possui diversos significados: expressão matemática é qualquer enunciado simbólico que representa uma igualdade ou desigualdade matemática. Expressão em notação musical é a indicação na partitura das nuances de interpretação de uma composição. Expressão idiomática é um enunciado cujo significado é metafórico ou diferente do literal. Expressão também é o ato de exprimir ou manifestar algo. A força da expressão é, por tanto, algo que grita, que surge a partir de um interior inquieto e que, portanto desorganiza. Disjunta. E é isso que vemos nas intervenções urbanas propostas por &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/ropereiras"&gt;Rodrigo Pereira&lt;/a&gt;. Um designer que une seus conhecimentos artísticos com aproveitamento de material reciclável, para dar uma vida aos mobiliários cariocas sem agredir os olhos dos munícipes e ou visitantes. Mas que interage simbolicamente com a cidade no seu mais profundo ato sublimatório.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;Sublimar é fazer arte? Ou fazer “arte” é sublimar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro devemos nos perguntar o que vem a ser sublimação e o que ela se propõe a partir da palavra arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Arte (Latim &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ars&lt;/span&gt;, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores. A arte está por todos os cantos, pois não se restringe apenas em uma escultura ou pintura, mas também em música, literatura, cinema e dança. O ser que faz arte é definido como o artista. O artista faz arte segundo seus sentimentos, suas vontades, seu conhecimento, suas idéias, sua criatividade e sua imaginação, o que deixa claro que cada obra de arte é uma forma de interpretação da vida.” (Fonte: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wikipedia&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud criou o conceito de sublimação a partir da ideia de que para existir a civilização houve a "necessidade" de sublimar os instintos. Isto é, trabalhar com os excessos pulsionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Joel Birman a sublimação na obra freudiana tem o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"estatuto de passagem"&lt;/span&gt;  funcionando sempre como argumento para demonstração de um outro conceito. Ou seja, Freud jamais construiu uma teoria da sublimação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas deixemos Freud em paz e nos inquietemos como &lt;a href="http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/01/interferencias-urbanas.html"&gt;Rodrigo&lt;/a&gt; o faz com suas intervenções urbanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TSE2q9_syYI/AAAAAAAAAus/wqAG8zUVdK4/s1600/Revista%2BO%2BGlobo%2Bcapa.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 250px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TSE2q9_syYI/AAAAAAAAAus/wqAG8zUVdK4/s320/Revista%2BO%2BGlobo%2Bcapa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557783526976047490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista &lt;/span&gt;do jornal&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; O Globo&lt;/span&gt; desse domingo deu um especial destaque a ele, publicando junto com outros artistas (grafiteiros) de rua, seus trabalhos. O principal destaque foi a própria capa da revista. Interiormente encontram-se reportagens de todos os artista entrevistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicanalista Joel Birman que gostou da idéia,  considera que quando um artista usa o obstáculo da calçada como uma metáfora para falar de outra interdição, que é a violência, está criando um novo canal de diálogo. É uma crítica positiva: em vez de o artista falar ao governador, ele está compartilhando sua crítica com todos os citadinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das sócias da galeria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Gentil Carioca&lt;/span&gt;, a artista Laura Lima faz coro, acrescentando que a arte é por si só um movimento de pensamento. Pra ela é fundamental que este pensamento ocupe as ruas, talvez seja a melhor forma de alcançar o público, provocar debate. Os artistas precisam ganhar as praias, onde o olhar está naturalmente mais expandido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista acrescenta que depois de conhecer estes artistas, fica o convite para atravessar as ruas com mais vagar e avaliar o que está no meio do caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TSE15iRpNQI/AAAAAAAAAuk/V22fnZIShl4/s1600/Revista%2BO%2BGlobo%2BRodrigo.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 250px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TSE15iRpNQI/AAAAAAAAAuk/V22fnZIShl4/s320/Revista%2BO%2BGlobo%2BRodrigo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5557782677721527554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Rodrigo nunca teve qualquer problema enquanto pintava os equipamentos da cidade. Nunca "tomou dura" ou foi proibido. Pelo contrário. Chegou a receber uma carta dos representantes da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Playmobil&lt;/span&gt; no Brasil elogiando o seu trabalho. Durante as fotos da reportagem, dois guardas municipais se animaram com a iniciativa, e um sem-número de crianças pediu aos pais que tirassem fotos com celular, diz a reportagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, a reoportagem acrescenta que talvez as balas e as bombas causem mais polêmica, principalmente por causa da localização. Afinal, são bombas no Leblon e balas perdidas em frente à Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, observa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a apena ler a reportagem na íntegra onde outros artistas expõem o seu potencial de criação e de expressão.  É força de expressão, ou seria força da expressão?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1893560828575501445?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1893560828575501445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1893560828575501445&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1893560828575501445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1893560828575501445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2011/01/palavra-expressao-possui-diversos.html' title='A FORÇA DA EXPRESSÃO'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TSE2q9_syYI/AAAAAAAAAus/wqAG8zUVdK4/s72-c/Revista%2BO%2BGlobo%2Bcapa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-5686017160778000117</id><published>2010-11-30T20:51:00.004-02:00</published><updated>2010-11-30T21:07:55.691-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Denuncia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Violencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luiz Eduardo Soares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>A CRISE NO RIO E O PASTICHE MIDIÁTICO</title><content type='html'>QUINTA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2010&lt;br /&gt;A crise no Rio e o pastiche midiático&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Eduardo Soares&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TPWBmYq63XI/AAAAAAAAAuA/24SW4pA1KME/s1600/luiz%2Beduardo%2Bsoares.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 254px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TPWBmYq63XI/AAAAAAAAAuA/24SW4pA1KME/s400/luiz%2Beduardo%2Bsoares.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545481012634115442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre mantive com jornalistas uma relação de respeito e cooperação. Em alguns casos, o contato profissional evoluiu para amizade. Quando as divergências são muitas e profundas, procuro compreender e buscar bases de um consenso mínimo, para que o diálogo não se inviabilize. Faço-o por ética –supondo que ninguém seja dono da verdade, muito menos eu--, na esperança de que o mesmo procedimento seja adotado pelo interlocutor. Além disso, me esforço por atender aos que me procuram, porque sei que atuam sob pressão, exaustivamente, premidos pelo tempo e por pautas urgentes. A pressa se intensifica nas crises, por motivos óbvios. Costumo dizer que só nós, da segurança pública (em meu caso, quando ocupava posições na área da gestão pública da segurança), os médicos e o pessoal da Defesa Civil, trabalhamos tanto –ou sob tanta pressão-- quanto os jornalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso para explicar por que, na crise atual, tenho recusado convites para falar e colaborar com a mídia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Recebi muitos telefonemas, recados e mensagens. As chamadas são contínuas, a tal ponto que não me restou alternativa a desligar o celular. Ao todo, nesses dias, foram mais de cem pedidos de entrevistas ou declarações. Nem que eu contasse com uma equipe de secretários, teria como responder a todos e muito menos como atendê-los. Por isso, aproveito a oportunidade para desculpar-me. Creiam, não se trata de descortesia ou desapreço pelos repórteres, produtores ou entrevistadores que me procuraram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) Além disso, não tenho informações de bastidor que mereçam divulgação. Por outro lado, não faria sentido jogar pelo ralo a credibilidade que construí ao longo da vida. E isso poderia acontecer se eu aceitasse aparecer na TV, no rádio ou nos jornais, glosando os discursos oficiais que estão sendo difundidos, declamando platitudes, reproduzindo o senso comum pleno de preconceitos, ou divagando em torno de especulações. A situação é muito grave e não admite leviandades. Portanto, só faria sentido falar se fosse para contribuir de modo eficaz para o entendimento mais amplo e profundo da realidade que vivemos. Como fazê-lo em alguns parcos minutos, entrecortados por intervenções de locutores e debatedores? Como fazê-lo no contexto em que todo pensamento analítico é editado, truncado, espremido –em uma palavra, banido--, para que reinem, incontrastáveis, a exaltação passional das emergências, as imagens espetaculares, os dramas individuais e a retórica paradoxalmente triunfalista do discurso oficial?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Por fim, não posso mais compactuar com o ciclo sempre repetido na mídia: atenção à segurança nas crises agudas e nenhum investimento reflexivo e informativo realmente denso e consistente, na entressafra, isto é, nos intervalos entre as crises. Na crise, as perguntas recorrentes são: (a) O que fazer, já, imediatamente, para sustar a explosão de violência? (b) O que a polícia deveria fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas? (c) Por que o governo não chama o Exército? (d) A imagem internacional do Rio foi maculada? (e) Conseguiremos realizar com êxito a Copa e as Olimpíadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos últimos 25 anos, pelo menos, me tornei “as aspas” que ajudaram a legitimar inúmeras reportagens. No tópico, “especialistas”, lá estava eu, tentando, com alguns colegas, furar o bloqueio à afirmação de uma perspectiva um pouquinho menos trivial e imediatista. Muitas dessas reportagens, por sua excelente qualidade, prescindiriam de minhas aspas –nesses casos, reduzi-me a recurso ocioso, mera formalidade das regras jornalísticas. Outras, nem com todas as aspas do mundo se sustentariam. Pois bem, acho que já fui ou proporcionei aspas o suficiente. Esse código jornalístico, com as exceções de praxe, não funciona, quando o tema tratado é complexo, pouco conhecido e, por sua natureza, rebelde ao modelo de explicação corrente. Modelo que não nasceu na mídia, mas que orienta as visões aí predominantes. Particularmente, não gostaria de continuar a ser cúmplice involuntário de sua contínua reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis por que as perguntas mencionadas são expressivas do pobre modelo explicativo corrente e por que devem ser consideradas obstáculos ao conhecimento e réplicas de hábitos mentais refratários às mudanças inadiáveis. Respondo sem a elegância que a presença de um entrevistador exigiria. Serei, por assim dizer, curto e grosso, aproveitando-me do expediente discursivo aqui adotado, em que sou eu mesmo o formulador das questões a desconstruir. Eis as respostas, na sequência das perguntas, que repito para facilitar a leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(a) O que fazer, já, imediatamente, para sustar a violência e resolver o desafio da insegurança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada que se possa fazer já, imediatamente, resolverá a insegurança. Quando se está na crise, usam-se os instrumentos disponíveis e os procedimentos conhecidos para conter os sintomas e salvar o paciente. Se desejamos, de fato, resolver algum problema grave, não é possível continuar a tratar o paciente apenas quando ele já está na UTI, tomado por uma enfermidade letal, apresentando um quadro agudo. Nessa hora, parte-se para medidas extremas, de desespero, mobilizando-se o canivete e o açougueiro, sem anestesia e assepsia. Nessa hora, o cardiologista abre o tórax do moribundo na maca, no corredor. Não há como construir um novo hospital, decente, eficiente, nem para formar especialistas, nem para prevenir epidemias, nem para adotar procedimentos que evitem o agravamento da patologia.  Por isso, o primeiro passo para evitar que a situação se repita é trocar a pergunta. O foco capaz de ajudar a mudar a realidade é aquele apontado por outra pergunta: o que fazer para aperfeiçoar a segurança pública, no Rio e no Brasil, evitando a violência de todos os dias, assim como sua intensificação, expressa nas sucessivas crises?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o entrevistador imaginário interpelar o respondente, afirmando que a sociedade exige uma resposta imediata, precisa de uma ação emergencial e não aceita nenhuma abordagem que não produza efeitos práticos imediatos, a melhor resposta seria: caro amigo, sua atitude representa, exatamente, a postura que tem impedido avanços consistentes na segurança pública. Se a sociedade, a mídia e os governos continuarem se recusando a pensar e abordar o problema em profundidade e extensão, como um fenômeno multidimensional a requerer enfrentamento sistêmico, ou seja, se prosseguirmos nos recusando, enquanto Nação, a tratar do problema na perspectiva do médio e do longo prazos, nos condenaremos às crises, cada vez mais dramáticas, para as quais não há soluções mágicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor resposta à emergência é começar a se movimentar na direção da reconstrução das condições geradoras da situação emergencial. Quanto ao imediato, não há espaço para nada senão o disponível, acessível, conhecido, que se aplica com maior ou menor destreza, reduzindo-se danos e prolongando-se a vida em risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta é obtusa e obscurantista, cúmplice da ignorância e da apatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(b) O que as polícias fluminenses deveriam fazer para vencer, definitivamente, o tráfico de drogas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, deveriam parar de traficar e de associar-se aos traficantes, nos “arregos” celebrados por suas bandas podres, à luz do dia, diante de todos. Deveriam parar de negociar armas com traficantes, o que as bandas podres fazem, sistematicamente. Deveriam também parar de reproduzir o pior do tráfico, dominando, sob a forma de máfias ou milícias, territórios e populações pela força das armas, visando rendimentos criminosos obtidos por meios cruéis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a polaridade referida na pergunta (polícias versus tráfico) esconde o verdadeiro problema: não existe a polaridade. Construí-la –isto é, separar bandido e polícia; distinguir crime e polícia-- teria de ser a meta mais importante e urgente de qualquer política de segurança digna desse nome. Não há nenhuma modalidade importante de ação criminal no Rio de que segmentos policiais corruptos estejam ausentes. E só por isso que ainda existe tráfico armado, assim como as milícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo isso para ofender os policiais ou as instituições. Não generalizo. Pelo contrário, sei que há dezenas de milhares de policiais honrados e honestos, que arriscam, estóica e heroicamente, suas vidas por salários indignos. Considero-os as primeiras vítimas da degradação institucional em curso, porque os envergonha, os humilha, os ameaça e acua o convívio inevitável com milhares de colegas corrompidos, envolvidos na criminalidade, sócios ou mesmo empreendedores do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos iludamos: o tráfico, no modelo que se firmou no Rio, é uma realidade em franco declínio e tende a se eclipsar, derrotado por sua irracionalidade econômica e sua incompatibilidade com as dinâmicas políticas e sociais predominantes, em nosso horizonte histórico. Incapaz, inclusive, de competir com as milícias, cuja competência está na disposição de não se prender, exclusivamente, a um único nicho de mercado, comercializando apenas drogas –mas as incluindo em sua carteira de negócios, quando conveniente. O modelo do tráfico armado, sustentado em domínio territorial, é atrasado, pesado, anti-econômico: custa muito caro manter um exército, recrutar neófitos, armá-los (nada disso é necessário às milícias, posto que seus membros são policiais), mantê-los unidos e disciplinados, enfrentando revezes de todo tipo e ataques por todos os lados, vendo-se forçados a dividir ganhos com a banda podre da polícia (que atua nas milícias) e, eventualmente, com os líderes e aliados da facção. É excessivamente custoso impor-se sobre um território e uma população, sobretudo na medida que os jovens mais vulneráveis ao recrutamento comecem a vislumbrar e encontrar alternativas. Não só o velho modelo é caro, como pode ser substituído com vantagens por outro muito mais rentável e menos arriscado, adotado nos países democráticos mais avançados: a venda por delivery ou em dinâmica varejista nômade, clandestina, discreta, desarmada e pacífica. Em outras palavras, é melhor, mais fácil e lucrativo praticar o negócio das drogas ilícitas como se fosse contrabando ou pirataria do que fazer a guerra. Convenhamos, também é muito menos danoso para a sociedade, por óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(c) O Exército deveria participar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazendo o trabalho policial, não, pois não existe para isso, não é treinado para isso, nem está equipado para isso. Mas deve, sim, participar. A começar cumprindo sua função de controlar os fluxos das armas no país. Isso resolveria o maior dos problemas: as armas ilegais passando, tranquilamente, de mão em mão, com as benções, a mediação e o estímulo da banda podre das polícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não só o Exército. Também a Marinha, formando uma Guarda Costeira com foco no controle de armas transportadas como cargas clandestinas ou despejadas na baía e nos portos. Assim como a Aeronáutica, identificando e destruindo pistas de pouso clandestinas, controlando o espaço aéreo e apoiando a PF na fiscalização das cargas nos aeroportos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(d) A imagem internacional do Rio foi maculada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro. Mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(e) Conseguiremos realizar com êxito a Copa e as Olimpíadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida. Somos ótimos em eventos. Nesses momentos, aparece dinheiro, surge o “espírito cooperativo”, ações racionais e planejadas impõem-se. Nosso calcanhar de Aquiles é a rotina. Copa e Olimpíadas serão um sucesso. O problema é o dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras Finais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traficantes se rebelam e a cidade vai à lona. Encena-se um drama sangrento, mas ultrapassado. O canto de cisne do tráfico era esperado. Haverá outros momentos análogos, no futuro, mas a tendência declinante é inarredável. E não porque existem as UPPs, mas porque correspondem a um modelo insustentável, economicamente, assim como social e politicamente. As UPPs, vale dizer mais uma vez, são um ótimo programa, que reedita com mais apoio político e fôlego administrativo o programa “Mutirões pela Paz”, que implantei com uma equipe em 1999, e que acabou soterrado pela política com “p” minúsculo, quando fui exonerado, em 2000, ainda que tenha sido ressuscitado, graças à liderança e à competência raras do ten.cel. Carballo Blanco, com o título GPAE, como reação à derrocada que se seguiu à minha saída do governo. A despeito de suas virtudes, valorizadas pela presença de Ricardo Henriques na secretaria estadual de assistência social --um dos melhores gestores do país--, elas não terão futuro se as polícias não forem profundamente transformadas. Afinal, para tornarem-se política pública terão de incluir duas qualidades indispensáveis: escala e sustentatibilidade, ou seja, terão de ser assumidas, na esfera da segurança, pela PM. Contudo, entregar as UPPs à condução da PM seria condená-las à liquidação, dada a degradação institucional já referida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tráfico que ora perde poder e capacidade de reprodução só se impôs, no Rio, no modelo territorializado e sedentário em que se estabeleceu, porque sempre contou com a sociedade da polícia, vale reiterar. Quando o tráfico de drogas no modelo territorializado atinge seu ponto histórico de inflexão e começa, gradualmente, a bater em retirada, seus sócios –as bandas podres das polícias-- prosseguem fortes, firmes, empreendedores, politicamente ambiciosos, economicamente vorazes, prontos a fixar as bandeiras milicianas de sua hegemonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discutindo a crise, a mídia reproduz o mito da polaridade polícia versus tráfico, perdendo o foco, ignorando o decisivo: como, quem, em que termos e por que meios se fará a reforma radical das polícias, no Rio, para que estas deixem de ser incubadoras de milícias, máfias, tráfico de armas e drogas, crime violento, brutalidade, corrupção? Como se refundarão as instituições policiais para que os bons profissionais sejam, afinal, valorizados e qualificados? Como serão transformadas as polícias, para que deixem de ser reativas, ingovernáveis, ineficientes na prevenção e na investigação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As polícias são instituições absolutamente fundamentais para o Estado democrático de direito. Cumpre-lhes garantir, na prática, os direitos e as liberdades estipulados na Constituição. Sobretudo, cumpre-lhes proteger a vida e a estabilidade das expectativas positivas relativamente à sociabilidade cooperativa e à vigência da legalidade e da justiça. A despeito de sua importância, essas instituições não foram alcançadas em profundidade pelo processo de transição democrática, nem se modernizaram, adaptando-se às exigências da complexa sociedade brasileira contemporânea. O modelo policial foi herdado da ditadura. Ele servia à defesa do Estado autoritário e era funcional ao contexto marcado pelo arbítrio. Não serve à defesa da cidadania. A estrutura organizacional de ambas as polícias impede a gestão racional e a integração, tornando o controle impraticável e a avaliação, seguida por um monitoramento corretivo, inviável. Ineptas para identificar erros, as polícias condenam-se a repeti-los. Elas são rígidas onde teriam de ser plásticas, flexíveis e descentralizadas; e são frouxas e anárquicas, onde deveriam ser rigorosas. Cada uma delas, a PM e a Polícia Civil, são duas instituições: oficiais e não-oficiais; delegados e não-delegados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse quadro, a PEC-300 é varrida do mapa no Congresso pelos governadores, que pagam aos policiais salários insuficientes, empurrando-os ao segundo emprego na segurança privada informal e ilegal.&lt;br /&gt;Uma das fontes da degradação institucional das polícias é o que denomino "gato orçamentário", esse casamento perverso entre o Estado e a ilegalidade: para evitar o colapso do orçamento público na área de segurança, as autoridades toleram o bico dos policiais em segurança privada. Ao fazê-lo, deixam de fiscalizar dinâmicas benignas (em termos, pois sempre há graves problemas daí decorrentes), nas quais policiais honestos apenas buscam sobreviver dignamente, apesar da ilegalidade de seu segundo emprego, mas também dinâmicas malignas: aquelas em que policiais corruptos provocam a insegurança para vender segurança; unem-se como pistoleiros a soldo em grupos de extermínio; e, no limite, organizam-se como máfias ou milícias, dominando pelo terror populações e territórios. Ou se resolve esse gargalo (pagando o suficiente e fiscalizando a segurança privada /banindo a informal e ilegal; ou legalizando e disciplinando, e fiscalizando o bico), ou não faz sentido buscar aprimorar as polícias.&lt;br /&gt;O Jornal Nacional, nesta quinta, 25 de novembro, definiu o caos no Rio de Janeiro, salpicado de cenas de guerra e morte, pânico e desespero, como um dia histórico de vitória: o dia em que as polícias ocuparam a Vila Cruzeiro. Ou eu sofri um súbito apagão mental e me tornei um idiota contumaz e incorrigível ou os editores do JN sentiram-se autorizados a tratar milhões de telespectadores como contumazes e incorrigíveis idiotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou se começa a falar sério e levar a sério a tragédia da insegurança pública no Brasil, ou será pelo menos mais digno furtar-se a fazer coro à farsa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-5686017160778000117?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/5686017160778000117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=5686017160778000117&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5686017160778000117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5686017160778000117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/11/crise-no-rio-e-o-pastiche-midiatico.html' title='A CRISE NO RIO E O PASTICHE MIDIÁTICO'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TPWBmYq63XI/AAAAAAAAAuA/24SW4pA1KME/s72-c/luiz%2Beduardo%2Bsoares.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1019457262941867761</id><published>2010-11-29T19:29:00.005-02:00</published><updated>2010-11-29T19:38:38.912-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='. Folha de S. Paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Marcelo Freixo'/><title type='text'>NÃO HAVERÁ VENCEDORES</title><content type='html'>MARCELO FREIXO&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública do Rio terá de passar pela garantia dos direitos dos cidadãos da favela&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dezenas de jovens pobres, negros, armados de fuzis, marcham em fuga, pelo meio do mato. Não se trata de uma marcha revolucionária, como a cena poderia sugerir em outro tempo e lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles estão com armas nas mãos e as cabeças vazias. Não defendem ideologia. Não disputam o Estado. Não há sequer expectativa de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só conhecem a barbárie. A maioria não concluiu o ensino fundamental e sabe que vai morrer ou ser presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As imagens aéreas na TV, em tempo real, são terríveis: exibem pessoas que tanto podem matar como se tornar cadáveres a qualquer hora. A cena ocorre após a chegada das forças policiais do Estado à Vila Cruzeiro e ao Complexo do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal seria uma rendição, mas isso é difícil de acontecer. O risco de um banho de sangue, sim, é real, porque prevalece na segurança pública a lógica da guerra. O Estado cumpre, assim, o seu papel tradicional. Mas, ao final, não costuma haver vencedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse modelo de enfrentamento não parece eficaz. Prova disso é que, não faz tanto tempo assim, nesta mesma gestão do governo estadual, em 2007, no próprio Complexo do Alemão, a polícia entrou e matou 19. E eis que, agora, a polícia vê a necessidade de entrar na mesma favela de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido assim no Brasil há tempos. Essa lógica da guerra prevalece no Brasil desde Canudos. E nunca proporcionou segurança de fato. Novas crises virão. E novas mortes. Até quando? Não vai ser um Dia D como esse agora anunciado que vai garantir a paz. Essa analogia à data histórica da 2ª Guerra Mundial não passa de fraude midiática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa crise se explica, em parte, por uma concepção do papel da polícia que envolve o confronto armado com os bandos do varejo das drogas. Isso nunca vai acabar com o tráfico. Este existe em todo lugar, no mundo inteiro. E quem leva drogas e armas às favelas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso patrulhar a baía de Guanabara, portos, fronteiras, aeroportos clandestinos. O lucrativo negócio das armas e drogas é máfia internacional. Ingenuidade acreditar que confrontos armados nas favelas podem acabar com o crime organizado. Ter a polícia que mais mata e que mais morre no mundo não resolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta vontade política para valorizar e preparar os policiais para enfrentar o crime onde o crime se organiza -onde há poder e dinheiro. E, na origem da crise, há ainda a desigualdade. É a miséria que se apresenta como pano de fundo no zoom das câmeras de TV. Mas são os homens armados em fuga e o aparato bélico do Estado os protagonistas do impressionante espetáculo, em narrativa estruturada pelo viés maniqueísta da eterna "guerra" entre o bem e o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o "inimigo" mora na favela, são seus moradores que sofrem os efeitos colaterais da "guerra", enquanto a crise parece não afetar tanto assim a vida na zona sul, onde a ação da polícia se traduziu no aumento do policiamento preventivo. A violência é desigual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso construir mais do que só a solução tópica de uma crise episódica. Nem nas UPPs se providenciou ainda algo além da ação policial. Falta saúde, creche, escola, assistência social, lazer.&lt;br /&gt;O poder público não recolhe o lixo nas áreas em que a polícia é instrumento de apartheid. Pode parecer repetitivo, mas é isso: uma solução para a segurança pública terá de passar pela garantia dos direitos básicos dos cidadãos da favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da população das favelas, 99% são pessoas honestas que saem todo dia para trabalhar na fábrica, na rua, na nossa casa, para produzir trabalho, arte e vida. E essa gente -com as suas comunidades tornadas em praças de "guerra"- não consegue exercer sequer o direito de dormir em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera houvesse, como nas favelas, só 1% de criminosos nos parlamentos e no Judiciário...&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;MARCELO FREIXO, professor de história, deputado estadual (PSOL-RJ), é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1019457262941867761?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1019457262941867761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1019457262941867761&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1019457262941867761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1019457262941867761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/11/nao-havera-vencedorre.html' title='NÃO HAVERÁ VENCEDORES'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-2192841711061439008</id><published>2010-11-21T22:53:00.011-02:00</published><updated>2010-11-22T00:39:17.199-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Por e-mail'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Denuncia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cidadania'/><title type='text'>HORTO  FLORESTAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TOnVZDlKqaI/AAAAAAAAAto/8tn8f9YKbss/s1600/marcos%2Bsa%2Bcorrea.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Orgulhosíssima do meu marido... Leiam txt dele abaixo sobre o Horto Florestal e, por favor, divulguem para todas as redes/listas sociais e mídias alternativas que puderem. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Globo&lt;/span&gt; não pode ficar com o monopólio da informação pautando os outros meios. Temos que criar/conectar canais de comunicação entre os que pensam com ideário diferente nas questões de nossa cidade/ polis, país, vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abs&lt;br /&gt;Laura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi o texto a seguir com revisão da Laura em resposta ao artigo ignóbil publicado naquele tablóide local. Não havendo objeções, gostaria de publicar no site da Amahor e divulgar em minha rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande abraço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Julio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TOnNPYJohAI/AAAAAAAAAtc/IK-cdHAGA2A/s1600/Jardim%2BBotanico%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 497px; height: 330px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TOnNPYJohAI/AAAAAAAAAtc/IK-cdHAGA2A/s400/Jardim%2BBotanico%2B1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542186480520692738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TOnM0qhE82I/AAAAAAAAAtU/iT2aGyIiKr4/s1600/Jardim%2Bbotanico%2Bpalmeiras%2Bcentenarias.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solução conciliada para o Horto esbarra no preconceito e na ignorância&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A matéria &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Que belo horto para plantar favela"&lt;/span&gt;, publicada no Globo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(19 de novembro de 2010)&lt;/span&gt; e assinada por Marcos Sá Corrêa, pretende desmontar o texto "Solução conciliada para o Horto"&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (O Globo, 16 de novembro de 2010) &lt;/span&gt;do deputado federal Edson Santos. Edson Santos apresenta conciso e eficiente resumo e proposta conciliatória para uma questão fundiária urbana que vem ganhando na mídia nativa desproporcional interesse, visto que se trata da regularização de aproximadamente 600 moradias no entorno do parque Jardim Botânico, em área historicamente conhecida como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Horto Florestal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Edson Santos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TOnVq5t_q1I/AAAAAAAAAtw/riXEDZ-BQEQ/s1600/Edson-Santos-1-18-.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 167px; height: 252px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TOnVq5t_q1I/AAAAAAAAAtw/riXEDZ-BQEQ/s400/Edson-Santos-1-18-.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542195749481065298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Marcos Sá despeja sobre o leitor uma série de ataques ao deputado e à comunidade centenária do Horto Florestal, embasados em obscura carga preconceituosa. A pretensão do autor, no entanto, se esvai logo no início de seu equivocado e desconexo texto. Ao afirmar já na primeira frase que o deputado é "veterano de lutas contra o patrimônio público no Rio de Janeiro", exige do leitor um salto digno de um recordista olímpico para transpor o abismo entre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"achismo"&lt;/span&gt;, travestido de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"opinião"&lt;/span&gt;, e a dialética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se espera do autor qualquer apreço à informação e muito menos o embasamento necessário para produção de uma opinião, como o conhecimento mínimo sobre a localidade e sua história, que remonta aos tempos coloniais. Marcos Sá discorre que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"moradores"&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Horto Florestal"&lt;/span&gt; constituem um oximoro, presume-se por que o nome &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Florestal&lt;/span&gt;" impingiria à região uma prerrogativa de uso que inviabilizaria a moradia, mesmo que histórica. Sendo assim, fico a procurar o "jardim" de "Jardim Botânico" em meio à poluída e caótica extensão de um bairro mal cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Marcos Sá Corrêa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TOnXJHSt7NI/AAAAAAAAAt4/3xNRpm7_Z3c/s1600/marcos%2Bsa%2Bcorrea.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 209px; height: 156px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TOnXJHSt7NI/AAAAAAAAAt4/3xNRpm7_Z3c/s400/marcos%2Bsa%2Bcorrea.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5542197368032455890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A partir daí, o texto envereda perigosamente para o reducionismo de uma questão complexa, palpites jurídicos sem conhecimento algum de causa e, pior, com a externalização do preconceito da imprensa nativa, cada vez mais desnudado. Sem pudor ou constrangimento, Marcos Sá reduz moradores a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"invasores"&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"espertos" &lt;/span&gt;que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"procriam"&lt;/span&gt;, como gado. Replica triste argumento de Carlos Prates da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RBS&lt;/span&gt;, filiada à Globo, no qual &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"denuncia"&lt;/span&gt; a multiplicação dos carros para os "miseráveis" que hoje se sentem no direito de serem cidadãos. Ignora relatos de moradores com mais de 80 anos que nasceram na localidade, cujos avós já trabalhavam e moravam ali, remontando a uma ancestralidade e pertença histórica de mais de 120 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal ignomínia vem subsidiando um movimento pela nova higienização social do Rio de Janeiro, pautada por ideário obscurantista que visa desconstruir os avanços institucionais alcançados desde a redemocratização. Esta nova higienização se da com ações arbitrárias e opacas de despejo em diversos pontos da cidade, que se aceleram na mesma medida da aproximação dos "grandes" eventos de 2014 e 2016. Exemplo contundente foi a demolição sumária pela prefeitura de centenas de casas a toque de caixa na Ladeira dos Tabajaras, ação posteriormente impedida por liminar que corretamente interpretou os preceitos constitucionais do direito à moradia digna. No episódio, a prefeitura deixou como legado um verdadeiro cenário de desolação, onde os "sobreviventes" e as crianças miseráveis compartilham espaço com entulho, cacos, ratos e outras pestes, criando uma situação de calamidade pública que o Globo não se dignou a denunciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobiça da especulação imobiliária se sobrepõe à própria história do Rio de Janeiro, da qual é peça integrante a comunidade do Horto Florestal. O poder do capital, no entanto, tem pouca afeição à preservação. Mais lucrativa é a proliferação de shoppings e prédios que se assemelham a banheiros públicos, revestidos de pastilhas e com arquitetura de gosto duvidoso e muito, muito blindex. Talvez seja esta a imagem que Marcos Sá vislumbre ser desejada por turistas que se multiplicarão nos próximos anos - uma cidade "limpa" de seus pobres com espaços artificiais e uma história enterrada bem no fundo do preconceito latente e agora externo do "feliz e cordial" povo carioca, para não se dizer o contrário. Esta é a verdadeira cidade partida onde diálogo, paz e a resolução democrática de conflitos são subjugados pela arbitrariedade, preconceito e pelo ódio como o proferido por Marcos Sá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornando à sua diatribe, o autor pretende associar a vitória de Edson Santos no pleito para a Câmara ao apoio das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"invasões". "Elege-se em parte com o apoio delas",&lt;/span&gt; afirma, ignorando o fato de que mais de cinquenta mil cidadãos votaram no deputado. A este ponto, o leitor, fatigado com malabarismos, rende-se à verdade: trata-se de um texto panfletário, mais adequado a uma conversa de botequim do que impresso em papel. Não é de se surpreender que o Globo vai muito "aquém" do papel de um jornal, não cobrindo sequer o custo de sua reciclagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a coroação do texto vem em seu último parágrafo onde o autor veste o manto de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"especialista"&lt;/span&gt; em botânica, misturando as funções e destinações do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico e do arboreto, equivocadamente classificado como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"laboratório a céu aberto"&lt;/span&gt;. Sua confusão pode ser perdoada como a ignorância de um leigo sobre o rigor exigido da pesquisa científica, onde não se pode misturar um ambiente de visitação destinado ao mostruário de respeitável acervo botânico com pesquisa botânica de base. O laboratório a que se refere, na verdade, é o conjunto de biomas que se estendem pelo território nacional em diversidade cujo instituto, isto sim, se propõe a estudar e catalogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao arboreto, aos poucos transfigurado em um parque temático, já tendo há muito ultrapassado sua capacidade de suporte a visitantes, perde progressivamente a sua fauna e flora pelo descaso de uma administração mais propensa a derrubar árvores do que encontrar soluções &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"botânicas"&lt;/span&gt; para salvaguardar suas estruturas. Um passeio dentro do arboreto ao largo do Rio dos Macacos revela um cenário assustador onde dezenas de árvores foram derrubadas, muitas das quais recentemente. Mais a diante, próximo à Escola Julia Kubitschek, cuja história a administração do parque tenta aniquilar, encontra-se agora um canteiro de obras com montes de cimento e areia, usados para nivelar as vias do parque numa potente e perigosa mistura, assentada através de máquinas ruidosas que expelem densa fumaça tóxica. Isto sem falar no total desrespeito e no risco à saúde das crianças que estudam ao lado deste canteiro perverso. Já próximo ao SERPRO, o Jardim Botânico ergue uma enorme construção que devastou mais de dois mil metros quadrados de mata secundária. Estes são apenas alguns exemplos do espírito preservacionista e botânico da administração do parque. Por sua vez, a comunidade do Horto sempre serviu como zona de amortecimento entre a floresta e o asfalto, e agora, entre a floresta e o parque expansionista e invasor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O real perigo que enfrentamos com a aproximação dos eventos é a desvirtuação por ditos especialistas instantâneos dos reais problemas da cidade quanto a questões como moradia, respeito aos cidadãos e preservação ambiental. Resta ao leitor constatar o verdadeiro oximoro, ao que Marcos Sá Corrêa subscreve-se&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "jornalista".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julio Feferman&lt;br /&gt;Biólogo&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-2192841711061439008?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/2192841711061439008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=2192841711061439008&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/2192841711061439008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/2192841711061439008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/11/hrto-florestal.html' title='HORTO  FLORESTAL'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TOnNPYJohAI/AAAAAAAAAtc/IK-cdHAGA2A/s72-c/Jardim%2BBotanico%2B1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-8174804793296438001</id><published>2010-11-12T21:43:00.006-02:00</published><updated>2010-11-13T10:18:28.200-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ferreira Goulart'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Plágio'/><title type='text'>UM SUPOSTO PLÁGIO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TN3RmsQU7ZI/AAAAAAAAAtM/SxSG-ngo5Mc/s1600/Ferreira%2Bgullar.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 266px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TN3RmsQU7ZI/AAAAAAAAAtM/SxSG-ngo5Mc/s400/Ferreira%2Bgullar.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538813579380452754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um e-mail de Marcio* dirigido a um certo amigo (eu recebi por e-mail).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que você vai gostar. O Ferreira Gullar anda dizendo cada coisa! A última foi essa acusação (pouco honesta, inclusive) de plágio. Andou atacando a reforma que humanizou a psiquiatria no Brasil e deu uns apoios "esquisitos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguma beleza no que aí vai e, se achar digno, passe adiante na sua rede. Não tenho muitos amigos capazes de apreciar o que aí vai. Com um abraço e lembranças a todos, Márcio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARTA ABERTA AO POETA F. GULLAR! (sobre uma polêmica em torno de um SUPOSTO plágio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem duvida, poeta, que você é o maior poeta vivo do Brasil. Temos grandes letristas (que não deixam de ser poetas), mas o herdeiro de nossa muito rica poesia do século XX todos reconhecem em você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso, entretando, não lhe confere o monopólio da inspiração poética nem o direto de acusar de plágio alguém que teve uma inspiração, digamos assim, parecida com a sua. O ataque que você tem desenvolvido contra o compositor O. Montenegro não me parece estar de acordo com a sua reconhecida generosidade. Além disso, convenhamos, as semelhanças entre seu poema e o do compositor compartilham apenas a inspiração poética:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Uma parte de mim/é todo mundo/outra parte é ninguém:/fundo sem fundo" &lt;/span&gt;(Traduzir-se F. Gullar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Porque metade de mim é o que eu grito/Mas a outra metade é silêncio..."&lt;/span&gt; (O. Montenegro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você sabe melhor do que ninguém, a poesia é, antes de tudo, a palavra (Mallarmée) e não o tema ou idéia em si. O ser/estar dividido é quase uma condição para a poesia, não é mesmo? Esse tema da divisão interior é muito recorrente na poesia e você não foi o primeira a tratar dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando em como M. Bandeira reagiria à letra do samba de M. da Vila, comparando-o ao seu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Sonhei ter sonhado/Que tinha sonhado/Em sonho lembrei-me/De um sonho passado/O de ter sonhado/Que estava sonhando/Sonhei ter sonhado/Ter sonhado o quê?/Que tinha sonhado/Estar com você..." &lt;/span&gt;(TEMAS E VOLTAS, Bandeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Sonhei/Que estava sonhando um sonho sonhado/O sonho de um sonho/ Magnetizado.../Sonho meu/Eu sonhava que sonhava..." &lt;/span&gt;(M. da Vila)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ver, há muito mais semelhanças, e não apenas de inspiração temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resisto a imaginar como reagiria o "bardo de Recife" ao ler estes versos. Certamente, perguntaria ao sambista (também grande poeta) se conhecia o seu poema. Haveria duas possibilidades: se a resposta fosse SIM, Bandeira ficaria muito feliz em ver como o seu poema teria inspirado tanta poesia e, mais ainda, pela beleza da música. Talvez até dissesse (ele que adorava ser musicado) "AH! Se eu tivesse essa inspiração musical...!!!" Ele, que considerava a música a mais suprema dentre todas as artes certamente reverenciaria esse artista do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a resposta fosse NÃO, talvez gostasse de ver como a inspiração pode atingir dois poetas com a sua mesma "espada de fogo", especialmente em relação ao sentimento de que esta vida é nada mais do que um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe ainda se não lembraria dos versos de A. de Musset: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"O solitude! O pauvreté! "&lt;/span&gt; que o inspiraram a escrever &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Ó pobreza! Ó solidão!"&lt;/span&gt; (Cantilena).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E da criptomnesia ou plágio inconsciente, você já ouviu falar disso, poeta F. Gullar?! Esquecemos datas, nomes...mas o sentimento que algum poema nos causou pode permanecer e até nos inspirar, quer dizer aos poetas, um novo poema, sem qualquer intenção de plágio. Não foi o caso, mas essa possiblidade sempre existe e deveria ser motivo de orgulho e não de acusação. Sempre há tempo para pedir desculpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*&lt;a href="http://www.guiamedicobrasileiro.com.br/dr_marcioamaral/index.htm"&gt;Márcio Amaral&lt;/a&gt;, vice-diretor do Instituto de psiquiatria da UFRJ&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-8174804793296438001?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/8174804793296438001/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=8174804793296438001&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8174804793296438001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8174804793296438001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/11/um-suposto-plagio.html' title='UM SUPOSTO PLÁGIO'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TN3RmsQU7ZI/AAAAAAAAAtM/SxSG-ngo5Mc/s72-c/Ferreira%2Bgullar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7863138727116850068</id><published>2010-10-24T17:23:00.019-02:00</published><updated>2010-10-27T11:31:52.780-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ética'/><title type='text'>O TERCEIRO INCLUÍDO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TMbSQeWpl2I/AAAAAAAAAtE/Apq3Q1ExJk8/s1600/rebocador1.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Rogério Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me irrita no processo eleitoral hoje, é quando alguém me pergunta se eu vou votar em fulano (não cito o nome de um candidato, porque temo que esse texto venha a valer para, pelo menos, para mais cinqüenta anos) e eu respondo que não. Então a pessoa acha que vou votar no outro candidato. Não lhe passa pela cabeça que eu não quero nem um, nem o outro candidato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a lógica do terceiro excluído conhecida como a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lei do terceiro excluído&lt;/span&gt; (em latim resumida na expressão tertium non datur), é um princípio cujo enunciado consiste no seguinte: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ou A é x ou é y e não há terceira possibilidade".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa lógica uma proposição só pode ser verdadeira se não for falsa e só pode ser falsa se não for verdadeira, porque o terceiro valor é sempre excluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como? Não tem um terceiro candidato? É verdade não tem um terceiro candidato, mas deveria haver uma terceira opção que fosse válida. O problema é que a Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 que instituiu o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Código Eleitoral&lt;/span&gt;, não previu a alternativa de escolha de uma terceira possibilidade. A Lei é clara, somente são votos validos os computados para um e para outro candidato. Faltar, errar, votar nulo ou em branco (que voto mais inútil!); não constituem votos válidos e, portanto não alteram o resultado final. O que é uma pena!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sistemas que vão além dessas duas distinções entre verdadeiro e falso, são conhecidos como lógicas não-aristotélicas, ou lógica de vários valores, ou então lógicas polivaluadas, ou ainda polivalentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TMbSQeWpl2I/AAAAAAAAAtE/Apq3Q1ExJk8/s1600/rebocador1.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 392px; height: 241px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TMbSQeWpl2I/AAAAAAAAAtE/Apq3Q1ExJk8/s400/rebocador1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532340372739037026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um couraçado brasileiro sedo puxado por dois rebocadores&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No início do século 20, Jan Łukasiewicz investigou a extensão dos tradicionais valores verdadeiro/falso para incluir um terceiro valor, "possível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que num país dito democrático, poder não aceitar os candidatos postos deveria ser um ato de cidadania. Se a soma dos votos inválidos ultrapassarem os cinqüenta por cento mais um dos eleitores cadastrados, isto por si só, já indica a não aceitação dos candidatos pelo eleitorado. O desinteresse é, para mim, uma prova inequívoca de que os candidatos não convencem o eleitorado e não merecem, portanto serem eleitos. Não importa o que o eleitor prefere fazer; ir à praia, ao boteco encher a cara, viajar ou simplesmente não fazer nada. Ele não quer é participar da farsa instituída. Está desinteressado. E eu prefiro pensar num desinteresse ativo, positivo e afirmativo. E portanto POSSÍVEL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não me interessa pensar numa lógica do tipo: “vou votar no menos ruim”, como se o menos ruim fosse algo que valesse a pena. Para mim a lógica do pior vem de um outro registro. Com Clement Rosset eu aprendi sobre a lógica do pior é que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A filosofia torna-se assim um ato destruidor e catastrófico: o pensamento aqui em ação tem por propósito desfazer, destruir, dissolver - de maneira geral, privar o homem de tudo aquilo de que este se muni intelectualmente a título de provisão e de remédio em caso de desgraça. Tal como o navio pelo qual Antonin Artaud, no início do Teatro e seu duplo, simboliza o teatro, ele traz aos homens não a cura, mas a peste. Assim apareceram sucessivamente no horizonte da cultura ocidental pensadores como os Sofistas, como Lucrécio, Montaigne, Pascal ou Nietzsche - e outros. Pensadores terroristas e lógicos do pior: sua preocupação comum paradoxal é a de conseguir pensar e afirmar o pior. A inquietude aqui mudou de rota: o cuidado não é mais de evitar ou superar um naufrágio filosófico, mas torná-lo certo e inelutável, eliminando, uma após outra, todas as possibilidades de escapatória. Se há uma angústia no filósofo terrorista, é a de passar sob silêncio tal aspecto absurdo do sentido admitido ou tal aspecto derrisório do sério vigente, de esquecer uma circunstância agravante, enfim de apresentar do trágico um caráter incompleto e superficial. Assim considerado, o ato da filosofia é por natureza destruidor e desastroso.”&lt;/span&gt; Mas não se pode pensar assim na política brasileira, pelo menos. Acredito que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001 eu votei, pela última vez, nas eleições presidenciais, por decisão pessoal e por não ter em quem votar. Votei na esperança de mudança e no fim da corrupção (eram essas as promessas). O que aconteceu? Fui traído e fiquei sem ter em quem acreditar. Pergunto-me se o que eu tenho vivido nos últimos anos pode ser denominado de política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Wikipédia, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;política&lt;/span&gt; é a arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa). Nos regimes democráticos, a ciência política é a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos com seu voto ou com sua militância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa palavra tem origem nos tempos em que os gregos estavam organizados em cidades-estado chamadas "polis", nome do qual se derivaram palavras como "politiké" (política em geral) e "politikós" (dos cidadãos, pertencente aos cidadãos), que estenderam-se ao latim "politicus" e chegaram às línguas européias modernas através do francês "politique" que, em 1265 já era definida nesse idioma como "ciência do governo dos Estados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O homem é um animal político.” É? Não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, eu reinvidico a presença do terceiro incluído no processo eleitoral, ou seja, mudar a rota desse processo, para que haja um mecanismo de validação para quem não aceita nenhum dos candidatos em qualquer que seja o escrutínio e com as devidas conseqüências que o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Código Eleitoral &lt;/span&gt;vier a prever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Votar é escolher e escolher é também poder renunciar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7863138727116850068?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7863138727116850068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7863138727116850068&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7863138727116850068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7863138727116850068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/10/o-terceiro-excluido.html' title='O TERCEIRO INCLUÍDO'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TMbSQeWpl2I/AAAAAAAAAtE/Apq3Q1ExJk8/s72-c/rebocador1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-5037083052616969905</id><published>2010-09-02T02:26:00.005-03:00</published><updated>2010-09-02T02:49:27.413-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nietzsche'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>DA DÍVIDA COMO CULPA AO CUIDADO COM O OUTRO: AS PERSPECTIVAS DE NIETZSCHE E DE WINNICOTT</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TH84zdsZyHI/AAAAAAAAAsk/MGz6PyeiDJM/s1600/nietzsche.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 263px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TH84zdsZyHI/AAAAAAAAAsk/MGz6PyeiDJM/s400/nietzsche.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512186925720127602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Jurandir Freire Costa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nietzsche[1] diz, em Genealogia da moral – Uma polêmica, que a “consciência de culpa” ou “má consciência” se originou do “conceito muito material de dívida”[2]. Sugiro que a idéia é inconsistente.  Nietzsche, em meu entender, não consegue mostrar, de forma convincente, a relação causal ou de sentido entre “dívida material” e “sentimento ou consciência de culpa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso, em contrapartida, que ele consegue oferecer uma descrição da gênese da culpa mais convincente em A gaia ciência[3]. Pretendo desenvolver o argumento, revendo, de início, o hipotético elo  lógico existente  entre dívida material e culpa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomo o trecho da Genealogia... no qual a questão é mencionada: “Esses genealogistas da moral teriam sequer sonhado, por exemplo, que o grande conceito moral de ‘culpa’ teve origem no conceito muito material de ‘dívida’? Ou que o castigo, sendo reparação, desenvolveu-se completamente à margem de qualquer suposição acerca da liberdade ou não-liberdade da vontade? – e isto a ponto de se requerer primeiramente um alto grau de humanização, para que o animal ‘homem’ comece a fazer aquelas distinções bem mais elementares, como ‘intencional’, ‘negligente’, ‘casual’, ‘responsável’ e seus opostos, e a levá-las em conta na atribuição do castigo. O pensamento agora tão óbvio, aparentemente tão natural e inevitável, que teve de servir de explicação para como surgiu na terra o sentimento de justiça, segundo o qual ‘o criminoso merece castigo porque podia ter agido de outro modo’, é na verdade uma forma bastante tardia e mesmo refinada do julgamento e do raciocínio humanos; quem a desloca para o início, engana-se grosseiramente quanto à psicologia da humanidade antiga”. [4]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue lendo &lt;a href="http://jfreirecosta.sites.uol.com.br/"&gt;aqui&lt;/a&gt;  (procurar pelo titulo do texto)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-5037083052616969905?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/5037083052616969905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=5037083052616969905&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5037083052616969905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5037083052616969905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/09/da-divida-como-culpa-ao-cuidado-com-o.html' title='DA DÍVIDA COMO CULPA AO CUIDADO COM O OUTRO: AS PERSPECTIVAS DE NIETZSCHE E DE WINNICOTT'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TH84zdsZyHI/AAAAAAAAAsk/MGz6PyeiDJM/s72-c/nietzsche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1943866454251875414</id><published>2010-08-23T00:55:00.002-03:00</published><updated>2010-08-23T01:01:54.560-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Derrida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apresentação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anúncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha'/><title type='text'>ESCRITURAS E DIFERENÇAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/THHyfpcje0I/AAAAAAAAAsU/5vlcTvIbeM4/s1600/derrida1.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 286px; height: 328px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/THHyfpcje0I/AAAAAAAAAsU/5vlcTvIbeM4/s400/derrida1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5508450444766313282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Globo – prosa &amp;amp; verso&lt;/span&gt; – Sábado 21 de agosto de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[FILOSOFIA]&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Escrituras e diferenças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obra clássica de Derrida ganha sua primeira edição integral em português&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A escritura e a diferença&lt;/span&gt;, de Jacques Derrida. Tradução de Perola de Carvalho, Maria Beatriz marques, Nizza da Silva e Pedro Leite Lopes. Editora perspectiva, 438 páginas. R$90,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafael Haddock-Lobo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1967, o filósofo francês Jacques Derrida lançava, ao mesmo tempo, três livros: "Gramatologia", "A escritura e a diferença" e "A voz e o fenômeno". Quando perguntado sobre qual seria sua primeira obra, ou como compreendermos a arquitetura de seus livros, o filósofo respondera que estes três livros remetem uns aos outros, numa espécie de labirinto que, mais tarde, caracterizaria o que hoje conhecemos sob o nome de "desconstrução" - termo cunhado para designar justamente o pensamento de Derrida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos então tentar compreender o impacto de uma obra inaugural como a de Derrida, que se apresenta, de uma só vez, com três grandes golpes na História da Filosofia. E um destes grandes golpes aparece agora pela primeira vez em português em versão integral: a editora Perspectiva reeditou a tradução de "A escritura e a diferença", numa edição revista e ampliada que inclui importantes artigos estranham ente excluídos das outras edições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a edição anterior trazia artigos de Derrida sobre Freud, Artaud, Edmond Jabes, Husserl e sobre o estruturalismo, ou seja, sobre grandes nomes que inspiraram a escrita derridiana, ainda assim pecava por deixar de lado três grandes textos: "Cogito e história da loucura" (um debate com Foucault), "Violência e metafísica" (o primeiro grande ensaio filosófico sobre Lévinas) e "Da economia restrita à economia geral" (sobre Bataille). Podemos entender, com isso, que essa nova edição, fiel à francesa, retrata de modo bem mais justo o que pode ter sido a dimensão desta obra no final da década de 1960, travando não apenas um diálogo com a psicanálise, com as artes e com o estruturalismo, mas também com seus contemporâneos como Foucault e Lévinas, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é incomum vermos associados à ideia de "desconstrução" uma atitude negativa, de crítica mal-intencionada, de esvaziamento dos discursos. Ou mesmo, como se faz também para a noção de pós-modernidade, a indicativa de um discurso pouco rigoroso em que tudo é permitido, sem o menor critério de avaliação. Nesse sentido, para perceber o quão infundadas e ignorantes são estas críticas, um livro como "A escritura e a diferença" parece exemplar. Exemplar no estrito sentido de servir como exemplo do que é isto que se convencionou chamar de desconstrução, um  pensamento que quer fazer justiça à singularidade de . cada pensamento, sem pretender reduzi-lo a fórmulas, sentenças ou sintagmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplar, também, é esse vasto conjunto de autores que são nomeados no corpo da obra derridiana. Com isso, Derrida pretende mostrar que não é apenas uma a sua herança, que passeia por Nietzsche, Heidegger e Husserl, e nem apenas filosófica, pois indica também os nomes de Artaud, Lévi-Strauss, Saussure e Freud, entre outros. Com isso, o primeiro aspecto a se sublinhar é a assunção de que não há originalidade no pensamento, no sentido de que um pensador parte do nada e cria seu próprio sistema Cabe a ele então a tarefa de nomear sua herança, de mostrar o quão devedor é de cada pensamento, inaugurando o que podemos chamar de uma certa "ética da citação".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não quer dizer que, então, cabe ao filósofo apenas repetir o que já foi dito, pois, como herdeiros, devemos sempre ir além de nossa herança. E isso justamente para sermos fiéis aos nossos mestres e não congelarmos seus pensamentos como algo já acabado - o que, para Derrida, seria matar nossos pais. Um exemplo maravilhoso disto é o artigo "Violência e metafísica" sobre o amigo e mestre Lévinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Derrida já dissera que Lévinas teria sido um dos grandes nomes da filosofia do século XX, e que, junto a Blanchot e a Heidegger, seria uma de suas principais fontes de inspiração, chegando a dizer que, "frente a um pensamento como este eu não tenho objeções". E este artigo publicado em "A escritura e a diferença", mas que data de 1964 marca uma recepção filosófica que pode ser vista como um marco nas leituras sobre Lévinas, que passa a adquirir uma dignidade filosófica que nenhum de seus contemporâneos, como Foucault e Deleuze, pareceu atribuir ao filósofo lituano. É, portanto, um texto de extrema homenagem, como atesta "Adeus a Emmanuel Lévinas", o discurso lido por Derrida no enterro do amigo e publicado décadas mais tarde - uma das mais belas obras da literatura filosófica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas essa homenagem não deve se furtar à tarefa crítica que cabe à filosofia. E um dos traços de "Violência e metafísica" é a tentativa de mostrar o quanto Lévinas é devedor de Heidegger, de quem Lévinas declarava-se rival. E podemos perceber nesse movimento derridiano o que de fato é a atitude típica da desconstrução: se, por um lado, Derrida parece concordar com a crítica que Lévinas dirige a Heidegger, que é a base da fundamentação da ética levinasiana, por outro, ele pretende mostrar como estes argumentos de Lévinas estão sempre em uma certa dívida com Heidegger, pois têm sempre o filósofo alemão como ponto de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, enxergar Heidegger por detrás de Lévinas não é criticar Lévinas, mas sim deixar ver a herança que se encontra nas entrelinhas de seus textos. E esse tipo de argumento, que pode parecer antipático a alguns, mas que é uma certa tentativa de alargar a experiência democrática no pensamento, aparece em "A escritura e a diferença" também direcionada a Artaud, a Foucault, a Bataille e a tantos outros, tentando assumir não apenas as suas heranças, mas a de fazer marcar a diferença em cada escritura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;RAFAEL HADDOCK-LOBO&lt;/span&gt; é professor de filosofia da UFRJ, autor de ''Derrida e o labirinto de inscrições"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1943866454251875414?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1943866454251875414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1943866454251875414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1943866454251875414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1943866454251875414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/08/escrituras-e-diferencas.html' title='ESCRITURAS E DIFERENÇAS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/THHyfpcje0I/AAAAAAAAAsU/5vlcTvIbeM4/s72-c/derrida1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-2213206411305843432</id><published>2010-08-10T21:30:00.005-03:00</published><updated>2010-08-10T23:28:22.315-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helio Pellegrino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Complexo de Édipo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim Folha de S. Paulo'/><title type='text'>PSICANÁLISE DA CRIMINALIDADE BRASILEIRA: RICOS E POBRES</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FOLHETIM&lt;/span&gt; Suplemento do Jornal "Folha de São Paulo", 07 de outubro de 1984)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélio Pellegrino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Observação: este texto é de 1984. Por isto está defasado em relação a alguns fatos. Tendo em vista que se pretende usá-lo para as aulas de filosofia optou-se por enxugá-lo.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O velho presidente Washington Luiz, derrubado pela Revolução de 30, costumava dizer, do alto de sua prosápia conservadora, que a questão social é um caso de política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da década de 20 até hoje, passaram-se cerca de 60 anos. Neste longo prazo, um número crescente de brasileiros adquiriu ferramentas intelectuais e críticas para desmoralizar tão insólito, retrógrado - e tosco - aforismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre, não obstante, que há brasileiros que, ainda hoje, acreditam nele. E, o que é mais grave: a polícia de nossos dias parece crer que a questão social é um caso de polícia. Basta ver a violência policial contra o direito de greve, considerado, não como prerrogativa democrática da classe trabalhadora, mas como manifestação de delinqüência, a ser reprimida a ferro e fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição do falecido presidente me vem à memória na medida que começo a pensar o problema da criminalidade e sua articulação com o aparelho repressivo do Estado. A criminalidade, fora de qualquer dúvida, é uma questão social, ou melhor: faz parte íntima e constitutiva da questão social. Dizer-se que ela é apenas um caso de polícia é tão obtuso, estúpido e retrógrado quanto afirmar que a questão social é um caso de polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bem da clareza, é necessário distinguir entre os conceitos de crime e criminalidade. O crime está para a criminalidade assim como a doença isolada está para a endemia - ou a epidemia. Por melhores - e mais avançados - que sejam os recursos da medicina, haverá sempre doenças e doentes, embora isto não signifique a sobrevivência, para sempre, das endemias e epidemias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Expulsos do paraíso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O crime é uma possibilidade constitutiva e inarredável do ser da existência humana. Sempre haverá crime no mundo, porque o homem é, em seu centro, indeterminação e liberdade. Por termos dado o salto da natureza para a cultura, fomos expulsos do Paraíso, perdemos o mapa da mina, rompemos com a Lei Cósmica e com a formidável relojoaria que ela preside - e põe em marcha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O animal, que nasce feito e perfeito, e ainda está no Paraíso, tem a seu serviço a memória imemorial dos instintos, que o costuram ao Cosmo e o transformam num servidor infalível da Lei. Nós, humanos, por termos nascido livres e indeterminados, conquistamos o amargo privilégio da errância, do erro, e de sua crispação exacerbada e desesperada: o crime. O animal, por nascer feito, não procura - acha -, ao passo que o ser humano tem que buscar-se, para achar-se e inventar-se. E porque temos que inventar-nos, na medida que somos livres, é que corremos o risco do extravio, da transgressão - e do crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que a organização social, por mais perfeita e fraterna que venha a tornar-se, por mais que chegue a encarnar as utopias mais altas, traga consigo a possibilidade de erradicar totalmente o crime do coração do homem. Já a criminalidade constitui outro problema. Ela é expressão e conseqüência de uma patologia social, isto é, constitui sintoma desta patologia. E, através de sua intensidade, nos será permitido, com sensível e infalível certeza, aferirmos do grau de perturbação, dilaceração e desordem da vida social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sintoma é sempre conseqüência - e não causa - de doença, embora possa vir a tornar-se causa de novos efeitos, ou de novos sintomas. Nesta medida, o combate ao sintoma não garante, de forma alguma, a remoção ou erradicação das causas da doença. Muito ao contrário: o encobrimento ou o abafamento de um sintoma pode gerar a perigosa ilusão de que a moléstia tenha sido erradicada. Ou ainda; a luta exclusiva contra o sintoma pode criar a enganosa - e também perigosa - convicção de que se está a combater a doença, quando, em verdade, estamos a favorecê-la e a permitir o seu agravamento e expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, lembro-me de uma história exemplar, ocorrida na cidade mineira de Nova Lima, por volta dos anos 30. Em Nova Lima, existe uma importante mina de ouro - a mina de Morro Velho - que, àquela época, vivia o seu fastígio, e era propriedade de uma companhia inglesa. Os operários, nas entranhas da terra, perfuravam a rocha com suas brocas e picaretas e, desta forma, respiravam nas galerias fundas a poeira de pedra que o trabalho levantava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem nenhuma proteção, ao fim de algum tempo, os mineiros, na sua quase totalidade, contraíam a silicose, causada pelo depósito do pó de pedra em seus pulmões. A silicose, além de encurtar a vida e a capacidade de trabalho, provoca também uma tosse crônica, oca e ressoante, capaz de denunciar - à distância - a moléstia que lhe dá origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas noites de Nova Lima, a cidade, quando buscava repouso, era sacudida e inquietada por uma trovoada surda e cava que, nascendo dos casebres operários, rolava em ondas recorrentes até às fraldas das montanhas em torno. Era a grande tosse dos pobres, sintoma e denúncia eloqüente da silicose que os roía. Os ingleses, perturbados em seu sono e em sua boa consciência, ao invés de adotarem medidas hábeis para que a silicose cessasse, resolveram enfrentar o problema pelo exclusivo ataque ao sintoma. Montaram em Nova Lima uma fábrica de xarope contra a tosse que, ao mesmo tempo, produzia para consumo dos colonizadores matéria-prima para refrigerantes não encontrados em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fábrica andou de vento em popa, produzindo tonéis e tonéis de xarope, vendido a preço módico, mas não tão modesto que impedisse uma pequena margem de lucro, por unidade vendida. Os ingleses, dessa forma, uniram o útil ao agradável. O abrandamento da grande trovoada brônquica foi transformada em fonte de renda, ao mesmo tempo que devolvia, aos súditos de sua Majestade Britânica, a boa consciência e a possibilidade de um sono reparador. A silicose, intocada, trabalhava em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse modelo tragicômico pode ser aplicado, com estrita literalidade, a qualquer pretensão de combater a criminalidade desatendida de sua condição de sintoma e, portanto, desenraizada das causas sociais que a produzem e alimentam. Criminalidade é efeito, é forma perversa de protesto, gerada por uma patologia social que a antecede e que é, também ela, perversa. A criminalidade está para a patologia social assim como a tosse convulsiva está para a silicose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cegueira perigosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que a criminalidade, enquanto sintoma, tem que ser adequadamente atendida por medidas policiais cabíveis, tanto quanto há que minorar, através de remédio próprio, a tosse do silicótico. Mas que não se fique nisto, já que o combate ao efeito não remove - nem resolve - a causa que o produz. Ao contrário, a luta pura e simples contra o efeito pode tornar-se danosa e perversa, uma vez que, destruindo a sua função alertadora e denunciadora, provoca uma cegueira perigosa, a serviço do mal. A erradicação da criminalidade, através de medidas puramente sintomáticas, é um procedimento ideológico destinado a encobrir a responsabilidade social na produção dessa mesma criminalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvia, do ponto-de-vista intuitivo, a correlação entre criminalidade e crise social. Em nosso País, a onda de crimes, nas grandes cidades, é solarmente proporcional ao aprofundamento da crise. Este paralelo pode ser matematicamente desenhado, através de curvas estatísticas que lhe definam o perfil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, cumpre considerar que nem toda crise social gera criminalidade. Veja-se, a propósito, o exemplo da guerra do Vietnã, ainda viva na memória de todos. O Vietnã do Norte e o Vietcong suportaram, da parte dos invasores americanos, uma pressão militar arrasadora, cujos efeitos na vida social do país foram, igualmente, arrazadores. Não obstante, o Vietnã do Norte manteve altíssimo os eu moral guerreiro e patriótico, a ponto de levar à derrota o invasor imperialista. Não houve lá nem criminalidade, nem desordem, nem desespero. O povo, unido pela causa da libertação nacional, soube preservar, contra todos os sofrimentos, a solidariedade, a fraternidade, o espírito de luta - e a certeza na vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no Vietnã do Sul, dirigido por um Governo títere e mercenário, as coisas se passaram ao revés. O povo, maciçamente, aderiu à guerra de guerrilha, contra os exércitos invasores. Restaram, a favor destes, os corruptos, os traidores, os especuladores, os proxenetas, os rufiões e vendilhões de todo tipo. A criminalidade atingiu níveis espantosos: o tráfico de drogas, o mercado negro, a prostituição, o assalto, o estupro, o homicídio passaram a cancerizar a vida social até à derrota militar - e ao desastre final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criminalidade, portanto, cresce a partir de um certo tipo de crise social, ou melhor: ela é expressão e conseqüência de uma patologia social suficientemente grave para gerá-la. Uma crise social se torna apta a fomentar a criminalidade quando chega a lesar, por apodrecimento grave, os valores sociais capazes de promover uma identificação agregadora entre os membros de uma comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida social, para ser respeitável e suportável, precisa estar irrigada e vivificada por princípios mínimos de justiça, de equidade, de legitimidade do poder político, de respeito pelo trabalho e pela pessoa humana. Esse elenco de valores, acolhido por todos e cada um, irá constituir o Ideal de Eu de um cultura determinada. O Ideal de eu, referência identificatória comum aos membros de um processo civilizatório, constituirá o cimento capaz de promover a integração - e a coesão - do tecido social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falta esse cimento; quando apodrece o elenco de valores que constitui o Ideal do Eu de uma sociedade; quando a injustiça impera e a iniquidade governa; quando a corrupção pulula e a impunidade se instala; quando a miséria de milhões se defronta com a aviltante ostentação de pouquíssimos; quando ocorre tudo isto que - no presente momento - define e estigmatiza a sociedade brasileira, então a criminalidade desfralda a sua bandeira perversa, e se torna a denúncia de uma estrutura social também perversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A articulação entre criminalidade e o tipo de crise social que acabamos de descrever, é passível de elucidação científica rigorosa, a partir do pensamento psicanalítico. Para tanto, é necessário fixar alguns dos conceitos essenciais à ciência inventada por Freud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos com o Complexo de Édipo, talvez a mais importante - e fecunda - das descobertas freudianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Complexo de Édipo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Complexo de Édipo é, para o criador da psicanálise, a principal articulação estruturante do psiquismo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, é fonte e origem das relações elementares de parentesco e das instituições sociais, de caráter leigo ou religioso. É na constelação dos conflitos edípicos que a criança se defronta, de maneira crucial e inaugural, com as figuras da Lei, da interdição, da transgressão, da culpa e do temor ao castigo, advindo do poder de polícia e do papel de juiz atribuídos ao Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos relatar, de um ponto de vista descritivo, o Complexo de Édipo, segundo o pensamento de Freud. A exposição que faremos se refere exclusivamente ao Édipo masculino, na sua forma direta, ou positiva. Este caminho implica, sem dúvida, uma simplificação. Através dela, entretanto, ganharemos uma simplicidade e uma clareza elucidativa capazes de favorecer a eficácia da tese que iremos expor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Par Freud, entre os três e os cinco anos, o menino se encontra na fase genital infantil - ou fálica - de seu desenvolvimento psicossexual. Nessa idade, tendo já o pênis como seu principal órgão de prazer, apaixona-se pela mãe, desejando-a sexualmente, ao mesmo tempo que odeia o pai e imagina a sua destruição, já que este é, segundos sua fantasia, o rival que lhe barra o caminho do incesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vicissitude edípica, cheia de som e fúria, é extraordinariamente penosa, pelas culpas que suscita e pelos temores que desperta. A relação do menino com o pai, nessa época, é marcada por forte ambivalência. O menino odeia o pai e quer matá-lo, mas, ao mesmo tempo, o ama, admira e respeita. Concomitantemente, teme, com todo o seu corpo, a retaliação paterna, por ele imaginada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Édipo, representando a gramática pela qual o desejo se estrutura, de modo a integrar-se no circuito de intercâmbio social, significa também uma etapa decisiva no processo de separação entre a criança e a mãe. Esta separação é absolutamente indispensável, caso contrário a criança jamais chegará a superar sua dependência infantil. A construção desse afastamento se inicia com o corte do cordão umbilical. Depois, chega a época traumática do desmame. A seguir, são impostas as regras de controle esfincteriano e de higiene, ligadas à excreção. Por fim, vem o Édipo e a interdição do incesto. A partir daí, o menino perde profundamente a mãe, enquanto objeto sexual, e se credencia, ao grave preço desta perda, a ganhar os caminhos do mundo e o amor futuro das outras mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O medo da castração&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que maneira, segundo Freud, se encaminha, resolutivamente, a paixão edípico-incestuosa do menino pela mãe? Ele tem que, sem apelo, abrir mão de seu amor interditado e, por todos os motivos, votado ao fracasso. E o faz, originalmente, movido pelo temor. Em sua fantasia inconsciente, o menino passa a imaginar que o pai possa vir a castrá-lo, como punição pelos seus desejos incestuosos e parricidas. Ao complexo de Édipo se articula, agora, o complexo de castração, decisivo para o encaminhamento resolutivo do conflito edípico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino, na fase genital infantil - ou fálica - de sua evolução libidinosa, confere ao pênis um extraordinário valor narcísico, uma vez que este já se constitui como órgão capaz de proporcionar-lhe o maior prazer. A ameaça de perdê-lo, joga-o no temor - e no tremor. É pelo medo da castração que o menino começa a desistir de sua paixão incestuosa, iniciando o processo pelo qual acabará por identificar-se com a Lei do Pai, ou Lei da Cultura. Esta identificação constitui um passo crucial na evolução psíquica e social da criança. Em torno dela se constelarão as regras, ditames, comportamentos e valores que integram os ideários e os ideais de uma cultura determinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução do Édipo é condição indispensável para a boa inserção da criança no circuito de intercâmbio social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que caminhos, segundo Freud, constrói o menino, em sua mente, o temor de que o pai possa vir a castrá-lo? À época do conflito edípico, o menino, em plena fase fálica, descobre a diferença entre os sexos. Verifica, com assombro, que a menina - e a mulher - não possuem o precioso e valorizado órgão. Elabora, então, a teoria de que a menina é um menino castrado, e o é por punição do pai. Passa a temer - com grande angústia - que a mesma sorte lhe esteja reservada. E, para fugir dela, começa a abrir mão de sua paixão incestuosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O temor é, pois, a mola mestra originária que induz o menino a aceitar a Lei do Pai. Aqui, como na teologia cristã, o temor é o fundamento de toda virtude. Mas, se o temor da castração é necessário para a resolução do Édipo, não o é, contudo, em grau suficiente. A Lei do Pai, inscrita na espessura do desejo por obra exclusiva do temor, deixa de ser a Lei do Pai e passa a ser a lei do cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma lei funda sua legitimidade a partir do temor puro e simples. Ao temor de Deus, na teologia, segue-se o amor a Deus, que define a essência da relação entre o homem e a divindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da Lei da Cultura, ocorre a mesma coisa. O temor arranca o menino de sua paixão incestuosa, mas é o amor do pai que irá curar essa ferida, de modo a torná-la metabolizável - e ultrapassável. O menino, no Édipo, esbarra com a potência de interdição da lei e, nesta medida, tem que renunciar á onipotência do seu desejo, o que corresponde a uma terrível injúria narcísica. Ele tem que abandonar o princípio do prazer e aceitar o princípio da realidade, pelo qual vai inserir-se no circuito de intercâmbio social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa grave renúncia, entretanto, não se faz em pura perda. A Lei do Pai, fora de dúvida, exige do menino um sacrifício portentoso. Mas, uma vez integrada, abre para o seu desenvolvimento perspectivas cruciais e fundadoras. A Lei do Pai implica uma ação de troca e de intercâmbio amoroso. Ela pede - mas doa. Constringe, mas liberta. Impõe ao desejo uma gramática mas cria a possibilidade do livre discurso amoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Deveres e direitos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei da Cultura é, em sua essência, um pacto, um toma-lá, dá-cá, um acordo pelo qual a criança é introduzida como aspirante a sócia da sociedade humana. Ela adquire, pelo Édipo, um lugar na estrutura de parentesco, ganha nome e sobrenome, tem acesso à ordem do simbólico e, portanto, à linguagem, liberta-se da excessiva dependência à mãe e se torna capaz de iniciar sua aventura humana, como inventora dos caminhos do seu desejo. O Édipo é um crivo crucial. Através de sua estrutura se constitui o modelo básico de intercâmbio entre o ser humano e a sociedade, pela definição de deveres e direitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resolução do Édipo hominiza - e humaniza. A renúncia ao incesto implica, também, a renúncia aos impulsos criminais e anti-sociais. Aceito as regras do jogo da sociedade em que vivo. E passo a jogá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transposto o complexo de Édipo, a criança entra na fase de latência sexual, e novas tarefas - e exigências - a esperam. Por ditame da sociedade, através da família, começa a adquirir, por meio do aprendizado, uma competência que lhe permitirá, no futuro, por mediação do trabalho, tornar-se sócia plena da sociedade humana. A aquisição dessa competência é tarefa longa e árdua. Ela exige da criança sacrifícios e renúncias importantes. Aprender a trabalhar não significa apenas a aquisição de uma técnica. Este aprendizado define toda uma postura existencial, um ato de esperança e de confiança no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de trabalhar, em qualquer nível, é uma exigência feita pela sociedade a todos os seus membros. Para atendê-la, a criança, mais uma vez, tem que renunciar ao princípio do prazer, acatando - e praticando - o princípio da realidade. Repete-se aqui, ao nível das tarefas, obrigações e deveres sociais, a mesma exigência feita à criança com relação aos seus impulsos edípicos. Para renunciar ao incesto e ao parricídio, a criança teve que abrir mão da onipotência de seu desejo. Este foi o batismo de fogo que a fez ingressar como aspirante a sócia da sociedade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do aprendizado escolar, profissional e humano, a criança também tem que abrir mão dessa onipotência. Os dois processos - o Édipo e as subsequentes tarefas de socialização - representam situações estruturalmente análogas. Se o Édipo é o batismo, o trabalho é a crisma pela qual o ser humano se torna sócio da sociedade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambas as situações, as renúncias exigidas são muito graves. Trabalhar é desistir da onipotência do desejo. É adequar-se ao princípio da realidade. É aceitar os princípios de autoridade, hierarquia e disciplina. É poder conviver, cooperativamente, com os outros. É, afinal, cumprir uma exigência imperativa da sociedade, cujo atendimento deve gerar, por justiça, direitos inalienáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do trabalho, exigido pela sociedade, estabelece-se um pacto social que, à semelhança do pacto edípico, tem que ter mão dupla. A competência para o trabalho exige um longo e doloroso aprendizado. Em troca deste sacrifício, quem trabalha adquire os agrado direito de receber, como paga, o mínimo necessário à preservação de sua subsistência e dignidade - e à de sua família. O pacto social se legitima - e se cumpre - através desse intercâmbio. Sem ele, o pacto se torna viciado e se corrompe, com graves conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que pacto social não seja cumprido, por parte da sociedade. O trabalhador, de qualquer categoria, não é recompensado pelo longo esforço que fez. Apesar de sua competência, tem as mãos vazias. Não tem emprego ou, se o tem, ganha um salário que não lhe permite viver com dignidade. O aviltamento do seu trabalho é a mais grave ofensa social que possa ser feita a um homem. Ela o atinge na essência mesma de sua condição de pessoa. Ela ofende o seu senso de equidade e de justiça. Ela o frauda na sua esperança - e na sua fé no mundo. Ela semeia em seu coração a descrença e a revolta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desrespeito da sociedade pelo trabalho - e pelos direitos elementares do trabalhador - pode levá-lo a uma ruptura com o pacto social. Desprezado, aviltado, degradado, o trabalhador se nega ao pacto. Rompe com ele, questiona-lhe a estrutura, repudia a validade e a justiça dos sacrifícios que, em seu nome, lhe foram exigidos. O rompimento do pacto social pelo trabalhador, em resposta a uma prévia ruptura da sociedade, pode vir a ter conseqüências catastróficas. Não nos esqueçamos que o pacto social - e o pacto edípico - se articulam íntima e indissoluvelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo civilizatório, em seu conjunto, obedece a uma mesma linha estratégica. Ela exige progressivas e dolorosas renúncias, mas, em troca, fica obrigado, para legitimar-se a criar direitos e vantagens correspondentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponhamos que haja um rompimento grave da relação de mutualidade que sustenta - e legitima - o pacto social. Essa ruptura, fraudadora e conspurcadora da dignidade humana, pode levar ao desespero, à cólera, à revolta. O trabalhador tenderá a repelir o pacto social e os sacrifícios que exige. Tal repulsa, por outro lado, em virtude da solidariedade que existe entre o pacto social e o pacto edípico, pode vir, por retração, a provocar uma ruptura do pacto edípico, ao nível da realidade intrapsíquica. Esse efeito se tornará tanto mais provável quanto mais existir, numa sociedade determinada, além do desrespeito ao trabalho, um clima de apodrecimento dos valores que poderiam cimentar a coesão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rompimento com a Lei do Pai - ou Lei da Cultura -, através da rejeição do pacto edípico, produz efeitos catastróficos na mente e na conduta do indivíduo, e corresponde a um ato de parricídio. O Édipo é uma gramática pela qual o desejo e a agressão se tornam metabolizáveis e entram no circuito de intercâmbio social. O Édipo implica, necessariamente, renúncia e recalque de pulsões anti-sociais e criminais, não utilizáveis pelo processo civilizatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ruptura do pacto edípico, ocorre o retorno do recalcado, para usarmos a expressão freudiana. A barreira do recalque, rompida, liberta o enxurro dos impulsos antes contidos: predação, homicídio, incesto, estupro, roubo e violência de todo tipo passam a ter livre curso na conduta. Estão implantadas as condições extra e intrapsíquicas para uma epidemia de criminalidade, como sintoma de patologia social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capitalismo selvagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o modelo teórico. Falemos dele na prática social brasileira. Para tanto, falemos de política, sem a qual essa prática não se torna inteligível. Pelo golpe de 64, os militares brasileiros ocuparam o poder político e, a pretexto de modernizar o capitalismo nacional, fizeram sem consulta à nação uma opção multinacionalista e imperialista, contra os interesses populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo econômico imposto ao país tornou-se conhecido pelo nome de capitalismo selvagem. Tal modelo, excludente e concentrador da renda, criou uma estrutura social em que o desnível entre os que tudo têm e os que nada possuem é dos mais altos do mundo. Para chegar a esse resultado, o poder militar decretou, no país, um arrocho salarial inédito na história brasileira. Este arrocho, para tornar-se exeqüível, exigiu um grau de repressão também inédito em nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As torturas e os crimes contra a humanidade, praticados pelos organismos repressivos militares, não exprimem - obviamente - uma amor gratuito ao sadismo e à violência. Tais recursos constituíram um desapiedado instrumento da luta de classes para impor aos trabalhadores condições desumanas de vida e de trabalho. Os sindicatos e as Ligas Camponesas tiveram quebrados os seus ossos, em nome da luta anticomunista e da Lei de Segurança Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que espocavam as vistosas cifras oficiais com que se adornava o milagre brasileiro, cresciam os índices de mortalidade infantil e de fome do povo. O capitalismo selvagem brasileiro foi - e é - um regime genocida e infanticida, e o pacto social que impõe ao país clama aos céus por justiça. A paranóia do Brasil grande, vicejando em clima de absoluto arbítrio e impunidade, foi o artefato ideológico que levou aos empréstimos faraônicos, aplicados em obras de prioridade duvidosa e também faraônicas, acompanhadas, por sua vez, de um grau de corrupção também faraônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitalismo selvagem contraiu uma dívida externa insolúvel e arruinou o povo, espoliando-o até à pobreza absoluta. Entregou nossa soberania ao FMI. Criou no país a recessão e o desemprego, gerando desespero e revolta nas grandes massas deserdadas. O arrocho salarial, por sua vez, continua. O Brasil é hoje, no mundo, um espaço privilegiado de miséria, de fome, de injustiça social e de iniquidade. O Nordeste é das regiões mais pobres e desamparadas do Planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;................ Dinheiro gera dinheiro, para os que o possuem, ao passo que o trabalho cria a pobreza para os que trabalham - quando conseguem trabalhar. E, para coroar tudo, o poder arbitrário, .......... a impunidade triunfante, a cupidez sem limite, o consumismo sem freio, tudo isto, de um só lado - o dos donos da vida. Do outro lado, o rosto anônimo da miséria: .... milhões de brasileiros condenados à penúria absoluta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Guerra Civil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crise brasileira, tal como agora a descrevemos, corresponde minuciosa e cuidadosamente ao tipo de crise capaz de produzir o sintoma da criminalidade. Assistimos, em nossa terra, provocada pelo capitalismo selvagem, a uma guerra civil crônica, cuja assustadora violência nos enche de pasmo - e pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criminalidade dos miseráveis, dos famintos, dos desesperados, dos revoltados, exprime uma forma perversa de protesto social, que não conduz a nada e, sem dúvida, piora tudo. O delinqüente, ao cometer o seu crime, não pretende nenhuma transformação da sociedade. Ao contrário, busca identificar-se imaginariamente com o seu inimigo de classe, copiando-lhe caricatamente os defeitos e deformidades. Quando um ladrão assalta um apartamento na Vieira souto, não comete ato de desapropriação socialista. Na verdade, ele quer ocupar o lugar do milionário, usurpando-lhe o status e os privilégios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se a delinqüência e a criminalidade são formas perversas de protesto social, as estruturas de dominação do capitalismo selvagem também são formas criminosas de relacionamento social. "Mais grave do que assaltar um banco é fundar um banco" - costumava dizer Lenin, com o seu evidente exagero bolchevique. A piada do velho revolucionário pode, contudo, induzir-nos a pensar. O assalto a um banco é, obviamente, um ato delinqüente, e quem o pratica se coloca fora da lei, exposto aos seus rigores. Já o dono do banco, quando pratica a usura, cobrando juros escorchantes, capazes de paralisar a produção, também comete ato criminoso, sem contudo pagar o mesmo preço do assaltante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delinqüência do pobre o coloca fora da lei e o expõe à punição, tantas vezes vingativa e desumana. Com o rico, ocorre quase sempre o contrário. Ele começa por corromper a lei, pondo-a do seu lado. Com isto, comprar a impunidade e conquista, com a pecúnia, o poder e a glória. Ao mesmo tempo, usa a lei pervertida para combate o protesto criminoso do pobre. É nesse nível, duplamente perverso, que decorre a repressão policial pura e simples à criminalidade, considerada apenas como sintoma e não como efeito de uma grave patologia social. A serem assim avaliadas as coisas, a violência da criminalidade passará a exigir, para seu combate, a violência policial pura e simples. Chegaremos à aprovação da pena capital e à condecoração, por merecimento, do Esquadrão da Morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida de que a criminalidade, embora corretamente avaliada como sintoma, nem por isto pode dispensar o tratamento policial conveniente. Há que reprimir, com severidade, os atos anti-sociais de delinqüência, de pobres e ricos. Há que aumentar a eficiência material e moral do aparelho de polícia. Há que amar e praticar a verdadeira justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, temos estudado o protesto social dos oprimidos sob a forma da criminalidade e da delinqüência. Isto ocorre, como vimos, quando a ruptura com o pacto social provoca, por retroação, a ruptura com o pacto edípico, havendo o retorno do recalcado. Esta, entretanto, não é - felizmente! - a única forma possível de protesto dos oprimidos, na medida que o pacto social venha a tornar-se intolerável. É viável romper-se com o pacto social sem que isto implique a ruptura com a Lei do Pai - o ou Lei da Cultura. Mais ainda: esse rompimento pode fazer-se exatamente em nome do elenco de valores que constituem o Ideal de Eu, cimento identificatório integrador, intimamente ligado à função paterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tal caso, a ruptura com o pacto social perverso, ao invés de provocar a ruptura do pacto edípico, vai reforçá-lo e confirmá-lo. A luta contra a sociedade se fará, não através da criminalidade, mas em nome de altos valores reverenciados pela cultura: a liberdade, a igualdade, a fraternidade, a dignidade do trabalho, o pleno respeito à pessoa humana e aos seus direitos fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;......... É por aí, é por esse leito, é no rumo da luta que se propõe a construir o futuro do povo, é por aí que se poderá enfrentar, radicalmente, o problema da criminalidade, na medida que suas origens sejam expostas, questionadas e atacadas - de maneira construtiva. A criminalidade é uma forma enlouquecida de protesto. É preciso que a indignação e a inconformidade do povo possam formular-se em termos políticos, de modo a torná-la desnecessária e, portanto, verdadeiramente ultrapassável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém duvida que a criminalidade, no momento, pelo caráter que adquiriu, de guerra civil não declarada, está a exigir um tratamento sintomático, criterioso e enérgico. É preciso mobilizar a máquina da polícia, equipando-a, moralizando-a e humanizando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;............. É preciso derrotar o arbítrio, a corrupção, a indignidade, a incompetência. É preciso acabar com a recessão, o desemprego e ao arrocho salarial que matam o povo de fome. É preciso matar a fome do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por fim, embora não em último lugar, é preciso ter vergonha e amor à Pátria. Quando isto ocorrer, a patologia social e seu efeito - a criminalidade - estarão debelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;(Este trabalho foi apresentado no simpósio &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"o Rio conta o Crime",&lt;/span&gt; promovido pelas Organizações Globo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia&lt;a href="http://www.releituras.com/helpellegri_bio.asp"&gt; também&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-2213206411305843432?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/2213206411305843432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=2213206411305843432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/2213206411305843432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/2213206411305843432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/08/psicanalise-da-criminalidade-brasileira.html' title='PSICANÁLISE DA CRIMINALIDADE BRASILEIRA: RICOS E POBRES'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-3540855714649599421</id><published>2010-08-09T23:54:00.011-03:00</published><updated>2010-08-10T21:52:49.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helio Pellegrino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Complexo de Édipo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Folhetim Folha de S. Paulo'/><title type='text'>PACTO EDÍPICO E PACTO SOCIAL (da gramática do desejo à sem-vergonhice brasílica)</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Folhetim&lt;/span&gt; – Suplemento da Folha de São Paulo nº 347 de 11/set/1983&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélio Pellegrino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TGFfSJEk_EI/AAAAAAAAAsM/6AKpLbVUMes/s1600/HELIO-PELLEGRINO.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 296px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TGFfSJEk_EI/AAAAAAAAAsM/6AKpLbVUMes/s400/HELIO-PELLEGRINO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5503784984900860994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ruptura com o pacto social, em virtude de sociopatia grave – como é o caso brasileiro -- pode implicar a ruptura, ao nível do inconsciente, com o pacto edípico. Não nos esqueçamos que o pai é o primeiro e fundamental representante, junto à criança, da Lei da Cultura. Se ocorre, por retroação uma tal ruptura, fica destruído, no mundo interno, o significante paterno, o Nome do Pai, e em conseqüência o lugar da lei. Um tal desastre psíquico vai implicar o rompimento da barreira que impedia – em nome da Lei – a emergência dos impulsos delinquenciais pré-edipicos. Assistimos uma verdadeira volta ao recalcado. Tudo aquilo que ficou reprimido – ou suprimido – em nome do pacto com o pai, vem à tona, sob forma de conduta delinqüente e anti-social.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou falar sobre o Édipo de um ponto de vista psicanalítico. Sobre Édipo, personagem de Sófocles, e sobre Édipo, herói de uma velha lenda tebana na qual se apoiou Sófocles para escrever sua obra. De um ponto de vista psicanalítico, há logo um curiosíssimo problema: Édipo personagem herói legendário, dentro de uma ética estritamente freudiana, não sucumbiu ao seu complexo de Édipo. Ele foi vítima - e achou-se tràgicamente preso - de vicissitudes pre-edipicas. Não nos esqueçamos dos dois marcos fundamentais da vida de Édipo: Tebas, e Corinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Édipo conseguiu sair de Corinto, conseguiu desligar-se dos pais que o haviam criado e amado e que, portanto, o haviam preparado para a aventura da liberdade. No entanto ficou atado aos pais de Tebas, que o haviam votado a morte, e foi com relação a eles que se consumou a tragédia. Recapitulemos a história de Édipo: filho de Laio e Jocasta filhos reis de Tebas. Antes de seu nascimento ouviu Laio do oráculo a predição de que teria um filho•que o mataria e se casaria com a mãe.•Ao nascer Édipo não recebeu dos pais nenhum nome – o inominado, portanto - foi condenado a morte por Laio e Jocasta. Esta entregou-o a um pastor, para que o matasse. O pastor levou o recém•nascido ao monte Citerão e, apiedando-se dele, ao invés de matá-lo furou-lhe os pés e o atou, com uma corda, a uma arvore. Fica, aqui, simbolicamente, prefigurada uma das vertentes capitais do destino de Édipo. A árvore é um clássico símbolo materno. Édipo por um lado, jamais conseguiu desamarrar-se da mãe. Ele ficou atado a ela, agarrado à mãe, como um náufrago se agarra à sua tábua de salvação. O desamor da mãe ao recém nascido corresponde ao naufrago deste. Se sobrevive, embora odiando-a por um lado, jamais se arrancará da mãe que o rejeitou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Prosseguindo a história: um pastor de Corinto, de passagem pelo bosque, viu o pequeno Édipo, dependurado a arvore, e o resgatou, cortando, a corda que o amarrava. Esse pastor desempenhou, em termos psicanalíticos, a função maiêutica do pai. Ele cortou o cordão umbilical que o ligava a arvore-mãe. O pai ajuda, de maneira decisiva, a partejar a subjetividade do filho, permitindo-lhe desfusionar-se – diferenciar-se - da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Corinto, Édipo (oiden pous: o que tem os pés inchados) foi acolhido por Mérope e Políbio, que não tinham filhos, e foi criado como filho legítimo, ignorando a verdade sobre sua origem. Já adulto, ouviu num banquete, de um conviva bêbado a notícia de que não era filho legitimo de Mércope e Políbio. Profundamente torturado, consultou o oráculo e ouviu dele a predição terrível: seria assassino do pai, casar-se-ia com a mãe e geraria uma prole nefanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;INVENTANDO OS PRÓPRIOS CAMINHOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fugir ao destino, Édipo abandonou Corinto. Ele conseguiu fazê-lo já que não estava atado aos pais que respeitaram e amaram: o amor é condição necessária - e suficiente – da liberdade. Em viagem, na tentativa de ser o inventor de seus próprios caminhos, Édipo numa encruzilhada, tem violenta altercação com um velho, acompanhado de escolta. Enfrenta-os e mata o ancião e alguns do seu grupo, sem saber que consumara o parricídio. Seguindo estrada, nas proximidades de Tebas tem noticias de que a Esfinge desafiava, com enigmas, os que por ela passassem devorando os que os que não o decifravam. Édipo aceita o desafio, enfrenta a esfinge e decifra o enigma que lhe havia sido proposto: “Qual é o animal que, pela manhã, anda com quatro pés, ao meio dia dom dois e, à tarde, com três pés?” “É o homem” – respondeu Édipo -  “que na infância gatinha idade adulta anda erguido e, na velhice se apóia num bastão.” A Esfinge roída de despeito, precipitou-se despedaçada, no abismo. Édipo, por tê-la destruído, recebeu, como premio, a mão de Jocasta, viúva de Laio, passando a reinar sobre Tebas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É curioso notar que Édipo recebeu Jocasta como troféu, sem sequer conhecê-la. Com isso fica caracterizado o vinculo arcaico que o liga a mãe, anterior a uma verdadeira escolha de objeto. A destruição da Esfinge, por sua vez, corresponde à derrota da imago da mãe má – rejeitadora, devoradora e filicida. Temos aí uma cisão da figura materna – de Jocasta, portanto -, e a derrotada imago da mãe aterradora e perseguidora. Foi graças a esse mecanismo de defesa que Édipo conseguiu casar-se com Jocasta depois de ter matado Laio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No casamento foram gerados quatro filhos: Eteócles, Polinice, Ismênia e a doce Antígona.  Édipo reinou sobre Tebas até que, pressionado pelos flagelos com que as Furias – ou Eríneas – castigavam a cidade, em virtude do assassinato de Laio, ordenou sua rigorosa apuração. As investigações se fizeram e, ao fim delas, Édipo foi descoberto como parricida e incestuoso. Esta, também devorada de culpa, enforcou-se, reproduzindo a figura da pequena criança votada à morte, e dependurada numa corda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* * * * * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora, a concepção freudiana do complexo de Édipo. Diz Freud: entre os 3 e os 5 anos, a criança chega à organização fálica – ou genital infantil – de sua libido. No menino- vamos falar do Édipo masculino, em sua forma direta – a excitação sexual se organiza, predominantemente, em torno do pênis. Este órgão recebe, por isso, uma extraordinária valorização narcísica. Nessa etapa – fálica - de sua evolução libidinal, o menino deseja sexualmente a mãe, a partir de uma posição genital infantil, e odeia o pai, rival que lhe impede a satisfação de sua paixão incestuosa. O menino quer possuir a mãe, sexualmente, e quer matar o pai. Ele luta contra a interdição do incesto que o separa da mãe. Quer matar o pai, seja como rival, seja como representante da Lei da Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Édipo representa a derradeira etapa de um progressivo – e doloroso – processo de separação: corte do cordão umbilical, desmame e, por fim proibição do incesto, ao nível da genitalidade infantil. O Édipo obriga o ser humano a superar a infância, isto é, sua dependência a mãe e ao desejo dela e, nessa medida corresponde a um segundo nascimento – segunda expulsão do paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que maneira o menino transcende, segundo Freud, o seu complexo de Édipo? Ele o transcende, inicialmente, pelo medo que passa a ter da castração. E aqui se articula com o complexo de Édipo, o complexo de castração, de importância central no pensamento psicanalítico. O menino descobre, na época do seu Édipo, isto é, na fase fálica, a diferença anatômica dos sexos, Ele verifica, aterrorizado, que a menina não tem pênis – e que, a mãe também não possui. Ele passa a ter medo de que o mesmo lhe possa acontecer, como castigo imposto pelo pai, em virtude de seus impulsos incestuosos e parricidas. A fantasia de castração corresponde também um dos fantasmas originários, aos quais Freud atribui dimensão filogenética, arquetípica. O menino, como vimos, valoriza extraordinariamente o seu pênis, e atribui altíssimo significado narcísico. O medo à perda do pênis – filogeneticamente condicionado – obriga-o a um recuo. O menino acaba, na hipótese mais favorável, por abrir mão do seu projeto incestuoso. Ele internaliza a proibição do incesto e se identifica com os valores paternos. Dessa forma, cumpre uma etapa fundamental, que o prepara no sentido de tornar-se sócio da sociedade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui se levanta o problema crucial da relação do ser humano com a lei. É claro que nos referimos à Lei primordial, que marca a passagem – o salto – da natureza para a cultura. O modelo, contudo, tem validade geral, e pode ser aplicado aos vários níveis institucionais em que transcorre a aventura humana. Não há duvida de que a Lei, para ser respeitada, precisa ser temida. Nesse sentido, para resolução do Édipo, é necessário o temor à castração, segundo a concepção freudiana. Uma lei que não seja temida - que não tenha potencia de interdição e de punição – é uma lei fajuta, de fancaria, impotente. No entanto, o temor à lei, sendo necessário, é absolutamente insuficiente para fundar a relação do ser humano com a lei. Uma lei que se imponha apenas pelo temor é uma lei perversa, espúria – lei do cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o amor e a liberdade, subordinando e transfigurando o temor, vão permitir uma verdadeira, positiva – e produtiva – relação com a lei. A autentica aceitação de interdito do incesto, de modo a torná-lo nódulo crucial capaz de estruturar uma identificação posterior com os ideais da cultura, só é possível na medida em que a criança seja amada e respeitada como pessoa, na sua peculiaridade, pelo pai e, antes dele, pela mãe. É o amor materno que funda a personalidade, para a criança, de vencer a angustia de separação, tornando-se um ser outro com respeito à mãe.  O amor da mãe, já modelado pela cultura, prepara o advento do terceiro, do  pai, cuja entrada em cena através da estrutura triádica, ajuda a criança a construir sua própria liberdade e autonomia.&lt;br /&gt;Há um momento, no Édipo, em que a criança tem que assumir  sua condição de terceiro termo excluído. Ela tem que aceitar-se excluída da relação de amor dos pais. O menino, no Édipo, tem barrado o seu acesso sexual a mãe. Esta perda, no entanto, representando o fechamento de uma porta, deve abrir, no futuro, inúmeras outras portas. O Édipo proíbe o incesto, sem duvida, mas permite todas as outras escolhas que não sejam incestuosas. A Lei existe, não para humilhar e degradar o desejo, mas para estruturá-lo, integrando-o no circuito do intercâmbio cultural. A estrutura edípica representa a gramática elementar do desejo, a partir: de sujas regras vai ser possível a articulação do discurso desejante. Assim como, na língua as contraintes lógico-sintáticas são a condição da invenção dos discursos - a langue, a partir do cuja estrutura emerge a parole -, assim também o Édipo deve representar a constrição essencial que vai permitir ao desejo desferir o seu vôo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Édipo é a Lei do desejo. A Lei do desejo pode - e deve - corresponder um desejo da Lei. A Lei existe sob a égide de Eros - para. servir a Eros. Ela é, por tanto um produto erótico, está na base do processo civilizatório, desde sua origem, na raiz do esforço individual e coletivo no sentido da hominização - e da humanização - do ser humano. Existe uma plena possibilidade de desejar-se a Lei e o terceiro termo paterno - a metáfora paterna - que o representa. A propósito, relato-lhes o primeiro sonho de um paciente, muito• expressivo. O sonhante está fechado numa cabine de navio em naufrágio. A água sobe, ele vai afogar-se. Olha para cima e percebe uma vigia de vidro, por onde poderia sair, se conseguisse rompê-la. Desesperado, lança mão de uma longa barra de ferro, que está a um canto da cabina e, com ela quebra a vigia. O sonho é belíssimo. A barra de ferro representa o• falo paterno e a força do Pai de cuja ajuda o sonhante necessita para escapar ao mortífero desejo de retorno ao útero materno. - ou ao engolfante e tojo-poderoso desejo da mãe. Esse significante paterno, resgatado. durante o processo analítico; veio a constituir o eixo do esforço do paciente na construção de si próprio, enquanto sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* * * * * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora o que diz a• antropologia psicanalítica,- na interpretação que faz do processo civilizatório. Para Freud, este processo implica, necessariamente, uma renúncia pulsional tanto erótica quanto agressiva. Civilizar é, portanto - e por um lado -, reprimir ou suprimir. Tal conceito fica expresso, com clareza, no livro O Mal-estar da Civilização e, através dele ê possível compreender a presença, em cada ser humano, de um •certo - e inevitável - rancor contra a cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, a intensidade e a violência da repressão - ou da supressão – irão depender, não apenas das necessidades intrínsecas ao próprio processo civilizatório, mas da intensidade da luta de classes que nele se desenvolve. Freud não foi bastante lúcido, nesse sentido. Ao analisar a sociedade capitalista, que tomou como modelo, não se deu conta de que, nela, a intensidade da repressão existe, não apenas em função das exigências do processo civilizatório, mas da injustiça social, que é preciso garantir _ e manter – pela força. Na sociedade capitalista existe – inevitavelmente – aquilo que Marcuse denunciou como sobre-repressão, em virtude da exploração do homem pelo homem. Onde há injustiça e luta de classes, há sobre-repressão. Temos, nessa medida, o direito de supor que, numa sociedade sem classes dispensada da violência repressiva necessária à manutenção da injustiça, restará a exigência de uma mínima renúncia pulsional, para que o tecido social se estruture e articule.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltemos ao Édipo, pedra angular, segundo Freud, dá estrutura intrapsíquica e do processo civilizatório. A criança, na vicissitude edípica, tem que renunciar às suas pulsões incestuosas e parricidas. Tem que renunciar, portanto, à onipotência do seu desejo e ao principio do prazer, adequando-se ao principio de realidade. Essa renúncia se faz em nome do temor, subordinado ao amor. A solução do complexo de Édipo implica um pacto – uma aliança - com o pai e com a função paterna. Ora, num pacto, sob a égide da concórdia, ganham os dois lados: No Édipo, com o acordo, ganha a sociedade, representada pelo pai e pela família, e tem que ganhar a criança. O pacto edipiano implica mão dupla, um toma lá, dá cá. A criança perde, mas ganha. Em troca da renúncia que lhe é exigida, tem o direito de receber nome, filiação, lugar na estrutura de parentesco, acesso à ordem do simbólico, além de tudo o mais que lhe permita desenvolver-se e sobreviver - vivendo. A criança tem que receber do Édipo, as ferramentas essenciais que lhe permitam construir-se como sujeito humano. Com isto, ela ama e respeita o pacto que fez e, nesta medida, fica preparada para identificar-se com os ideais e valores da cultura à qual pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Lei da cultura e o pacto social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pacto com a Lei da Cultura – ou Lei do pai – é a tarefa primordial da criança, na primeira etapa do seu desenvolvimento psicossexual. Transposto o Édipo e suas vicissitudes, cheias de som e fúria, a criança entra no período de latência e nele inicia o processo de aquisição de uma competência, pela qual, no futuro, através do trabalho, irá contribuir para a construção - e a transformação - da vida social. A Lei da cultura representa, por assim dizer, o batismo do ser humano, a marca da passagem que o faz ingressar, como postulante ou neófito; no circulo de intercâmbio social. O Édipo e a linguagem, que são estruturalmente articulados, representam os grandes veículos de socialização da criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na idade adulta, ao pacto com a Lei da Cultura, centrado em torno da renúncia, aos impulsos sexuais, vai acrescentar-se um pacto social, estruturado eu torno da questão do trabalho. O trabalho é o elemento mediador fundamental, por cujo intermédio, como adultos, nos inserimos no circuito e intercâmbio social, e nos tornamos de fato e de direito-sócios plenos da sociedade humana. O pacto social sucede - e se articula – com o pacto sexual. Ele confirma - e amplia – a aliança com a Lei primordial. Ele está para a Lei assim como a crisma está para o batismo, na religião cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pacto social, através do trabalho, pede-se ao ser humano que confirme a sua renúncia pulsional primígena, através da aceitação do principio de realidade. Trabalhar é inserir-se no tecido social por mediação de uma práxis aceitando a ordem simbólica que o constitui. Trabalhar é disciplinar-se, é abrir mão da onipotência e da arrogância primitivas, é poder assumir os valores da cultura com a qual, pelo trabalho, nos articulamos organicamente. O pacto com a Lei do pai prepara – e torna possível – o pacto social. Este exige renuncias, e uma função simbolizadora, que só serão viáveis na medida em que uma interdição originária – a proibição do incesto – lhes prepara o aposento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Lei da Cultura é um pacto e, portanto, implica deveres e direitos, tendo mão dupla - toma lá, da cá -, sem o que o pacto fica invalidado em sua estrutura, também o pacto social implica direitos e deveres e tem, necessariamente, mão dupla, sem o que não conseguirá sustentar-se. O pacto primordial - repitamo-Io - prepara e torna possível um segundo pacto, em torno da questão do trabalho. O primeiro pacto garante e sustenta o segundo, mas este, por•retroação, confirma - ou infirma - o primeiro. O pai é o representante da sociedade, junto à criança. A má integração da Lei da Cultura, por conflitos familiares não resolvidos, pode gerar conduta anti social, mas uma patologia social pode também ameaçar - ou mesmo quebrar - o pacto com a Lei do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a aceitação da Lei da Cultura tem que abrir, para a criança, a possibilidade de ganhos fundamentais, assim também o pacto. social não pode deixar de criar, para o trabalhador, direitos inalienáveis. Ofereço à sociedade minha competência e minha renúncia ao princípio do prazer, sob forma do meu trabalho. Esta oferta me foi exigida pela própria sociedade, para que eu fosse aceito como sócio dela. Em nome do exercício do meu trabalho, tenho o direito sagrado de receber o mínimo indispensável à preservação de minha integridade física e psíquica. A dolorosa - e laboriosa aquisição da competência, enquanto trabalhador, é a parte que me cabe, no pacto com a sociedade. O retorno - o dá cá, resposta ao toma lá - compete à sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o pacto social tem mão única, se os direitos do trabalho são desrespeitados e aviltados, ele pode romper-se, implicando essa ruptura gravíssimas conseqüências. A sociedade só pode ser preservada - e respeitada - pelo trabalhador na medida em que o respeite e o preserve. Se o trabalhador for desprezado e agredido pela sociedade, tenderá a desprezá-Ia e agredi-la, até a um ponto de ruptura. Na melhor das hipóteses, essa ruptura poderá levar o trabalhador a tornar-se um revolucionário. Ele rompe com a sociedade não para atacá-la cegamente, mas para transformá-la revolucionariamente, através da ação de massas. Em tal caso; a ruptura com o pacto social não chega a provocar a ruptura com a Lei da Cultura - ou Lei do Pai. Apesar da injustiça social, ou melhor, por causa dela, o revolucionário se apóia nas melhores e mais altas tradições e •virtudes libertárias do seu povo. Nessa medida, mantém-se fiel ao seu Ideal de Eu e preserva, com isto, a aliança com o Pai simbólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal hipótese é a melhor das hipóteses. Examinemos a pior delas – com freqüência a mais freqüente. O pacto com a sociedade, como ficou visto, é preparado - e caucionado - pelo pacto primordial.• A renúncia edípica prefigura e torna possível a renuncia posterior, exigida pelo trabalho. Se o pacto social é iníquo, e avilta o trabalho, ele vai aviltar e• tornar iníqua a renúncia pulsional por ele próprio exigida. O amor ao trabalho só é possível na medida em que os direitos do trabalhador sejam minimamente respeitados. Se isto não ocorre, há uma ruptura do pacto social. O trabalho torna-se sem sentido, aviltante e humilhante, tanto quanto o sacrifício e a renúncia que, em seu nome, me disponho a fazer. Rompo, aí, com a sociedade, e esta ruptura terá, inevitavelmente, profundas repercussões intrapsiquicas, que irão sacudir, sob a forma de um abalo sísmico, os fundamentos do pacto primordial com o Pai simbólico – e com a Lei da Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ruptura com o pacto social, em virtude de sociopatia grave – como é o caso brasileiro -, pode implicar a ruptura, ao nível do inconsciente com o pacto edípico. Não nos esqueçamos que o pai é o primeiro, e fundamental representante, junto à criança, da Lei da Cultura. Se ocorre, por retroação, uma tal ruptura, fica destruído, no mundo interno, o significante paterno, o Nome-do-Pai e, em  conseqüência, o lugar da Lei. Um tal desastre psíquico vai implicar o rompimento da barreira que impedia, em nome da Lei – a emergência• dos impulsos delinquenciais pré-edípicos, predatórios, parricidas, homicidas e incestuosos. Assistimos a uma verdadeira volta do recalcado. Tudo aquilo que ficou reprimido ou suprimido - em nome do pacto com o pai, vem à tona, sob forma de conduta delinqüente e anti-social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa a chave psicanalítica para compreensão do surto crescente de violência e delinqüência que dilacera o tecido social brasileiro, nas grandes cidades. Existe, em nosso país, uma guerra civil crônica, sob a forma de assaltos, roubos, assassinatos, estupros - e outras gentilezas do gênero. Esta guerra foi declarada - e é mantida - pelo capitalismo selvagem brasileiro, pela cupidez e brutal egoísmo das classes dominantes, nacionais e multinacionais que o sustentaram e expandiram, a custa da miséria do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A favor do grande capital&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em verdade, o golpe militar de 64 - contra-revolução preventiva, controlada pelos interesses americanos - foi desfechado primordialmente, contra a classe trabalhadora que constituía maioria da população brasileira. O golpe de 64 se fez, contra o trabalho, a favor do grande capital, nacional e multinacional. Os militares, em nome da Doutrina de Segurança Nacional, fizeram, contra o povo, uma opção imperialista. Esta opção implantou em nosso país, um modelo econômico de capitalismo selvagem, excludente e concentrador de riqueza, que arrastou à •miséria e ao desespero a imensa maioria do  povo. O trabalho em nossa pátria, é degradado e aviltado. Chega-se, agora ao luxo extremo - e sinistro - da recessão e do desemprego, comandado da Doutrina de Segurança Nacional, pelo Conselho de Segurança Nacional. Voltamos às origens!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os migrantes, os pau-de-arara, os boias-frias, os 40 milhões de brasileiros reduzidos à pobreza absoluta, esses não têm nada - absolutamente nada - que os leve a respeitar e prezar a sociedade brasileira. Eles são cuspidos e enxovalhados, enquanto seres humanos e força de trabalho. Ao mesmo tempo espocam os escândalos impunes: Riocentro, Proconsult, Baumgarten, Capemi, Delfin. O pobre absoluto não tem por que manter o pacto social com uma sociedade que o reduz à condição de detrito, ao mesmo tempo que, em seus estratos dirigentes, se entrega à corrupção e ao deboche impune. Ele tem toda razão de odiar – e repelir - essa sociedade. Ao romper com o pacto social, na medida em que não tenha uma alternativa político-transformadora - e libertadora – rompe, ao mesmo tempo, e por retroação, com a Lei da Cultura. Comete, no mundo inconsciente, parricídio puro e simples e, tendo destruído as barreiras antepostas os seus impulsos primitivos, entrega-se a eles e parte para a delinqüência: roubo, homicídio, estupro, seqüestro – e tudo o mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surto de delinqüência que, no momento, cresce nas grandes cidades, de maneira assustadora, é uma resposta perversa à delinqüência mais do que perversa - porque institucionalizada - do capitalismo selvagem brasileiro. A criminalidade do povo pobre é - pelo menos - una resposta desesperada, e se faz fora da lei - contra a lei. Pior que ela é a delinqüência institucionalizada dos ricos, dos banqueiros, dos que lucram 500 por cento ao ano, dos que se locupletam com a especulação desenfreada, dos que entregam a soberania nacional à voracidade•predadora da finança internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais honrado - e menos perverso - ser delinqüente fora da lei, do que sê-lo em nome da lei, acobertado e protegido por ela. O acanalhamento da lei, a corrosão dos ideais que justificam a vida, o aviltamento do trabalho humano, centro do processo civilizatório a idolatria à segurança nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delinqüência das massas não é, obviamente, resposta adequada para a delinqüência do capitalismo selvagem brasileiro o que é preciso é que as massas se politizem e se organizem, pois só elas serão capazes de transformar radicalmente a sociedade brasileira, de modo a por um fim ao FMI, ao autoritarismo militar e noutras manifestações que perturbem a marcha do povo no sentido da liberdade, da igualdade e da fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sociopatia e delinqüência são faces de uma só rnoeda. A ruptura com o pacto social precipita, com grave freqüência, a ruptura com a Lei da Cultura. É preciso mudar o modelo econômico e social brasileiro por uma questão de higiene mental, moral - e política. Por uma questão de vergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digitado por Rogério Silva&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-3540855714649599421?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/3540855714649599421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=3540855714649599421&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3540855714649599421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3540855714649599421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/08/pacto-edipico-e-pacto-social-da.html' title='PACTO EDÍPICO E PACTO SOCIAL (da gramática do desejo à sem-vergonhice brasílica)'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TGFfSJEk_EI/AAAAAAAAAsM/6AKpLbVUMes/s72-c/HELIO-PELLEGRINO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1056159439969298014</id><published>2010-08-05T20:59:00.007-03:00</published><updated>2010-08-05T22:22:35.657-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dominio publico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sófocles'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Complexo de Édipo'/><title type='text'>REI ÉDIPO - Sófocles</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TFtVX_OIUQI/AAAAAAAAAr8/-VpUK5LaD7Y/s1600/Edipo+rei+sofocles.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 440px; height: 577px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TFtVX_OIUQI/AAAAAAAAAr8/-VpUK5LaD7Y/s400/Edipo+rei+sofocles.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5502085240359244034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rei Édipo&lt;br /&gt;Sófocles (c. 496 AC-406 AC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução&lt;br /&gt;J. B. de Mello e Souza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Versão para eBook eBooksBrasil.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte Digital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digitalização do livro em papel&lt;br /&gt;Clássicos Jackson, VoI. XXII&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diagramação adaptada aos formatos de eBook disponíveis&lt;br /&gt;© 2005 - Sófocles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERSONAGENS&lt;br /&gt;O REI ÉDIPO&lt;br /&gt;O SACERDOTE&lt;br /&gt;CREONTE&lt;br /&gt;CORIFEU&lt;br /&gt;TIRÉSIAS&lt;br /&gt;JOCASTA&lt;br /&gt;UM MENSAGEIRO&lt;br /&gt;UM SERVO&lt;br /&gt;UM EMISSÁRIO&lt;br /&gt;CORO DOS ANCIÃOS DE TEBAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A ação passa-se em Tebas (Cadméia), diante do palácio do rei &lt;/span&gt;ÉDIPO&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Junto a cada porta há um altar, a que se sobe por três degraus. O povo está ajoelhado em tomo dos altares) trazendo ramos de louros ou de oliveira. Entre os anciãos está um sacerdote de Júpiter. Abre-se a porta central; &lt;/span&gt;ÉDIPO&lt;span style="font-style: italic;"&gt; aparece, contempla o povo,  e fala em tom paternal. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉDIPO&lt;br /&gt;Ó meus filhos, gente nova desta velha cidade de Cadmo, por que vos prosternais assim, junto a estes altares, tendo nas mãos os ramos dos suplicantes? Sente-se, por toda a cidade, o incenso dos sacrifícios; ouvem-se gemidos, e cânticos fúnebres. Não quis que outros me informassem da causa de vosso desgosto; eu próprio aqui venho, eu, o rei Edipo, a quem todos vós conheceis. Eia! Responde tu, ó velho; por tua idade veneranda convém que fales em nome do povo. Dize-me, pois, que motivo aqui vos trouxe? Que terror, ou que desejo vos reuniu? Careceis de amparo? Quero prestar-vos todo o meu socorro, pois eu seria insensível à dor, se não me condoesse de vossa angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SACERDOTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Édipo, tu que reinas em minha pátria, bem vês esta multidão prosternada diante dos altares de teu palácio; aqui há gente de toda a condição: crianças que mal podem caminhar, jovens na força da vida, e velhos curvados pela idade, como eu, sacerdote de Júpiter. E todo o restante do povo, conduzindo ramos de oliveira, se espalha pelas praças públicas, diante dos templos de Minerva, em torno das cinzas proféticas de Apolo Ismênio! Tu bem vês que Tebas se debate numa crise de calamidades, e que nem sequer pode erguer a cabeça do abismo de sangue em que se submergiu; ela perece nos germens fecundos da terra, nos rebanhos que definham nos pastos, nos insucessos das mulheres cujos filhos não sobrevivem ao parto. Brandindo seu archote, o deus maléfico da peste devasta a cidade e dizima a raça de Cadmo; e o sombrio Hades se enche com os nossos gemidos e gritos de dor. Certamente, nós não te igualamos aos deuses imortais; mas, todos nós, eu e estes jovens, que nos acercamos de teu lar, vemos em ti o primeiro dos homens, quando a desgraça nos abala a vida, ou quando se faz preciso obter o apoio da divindade. Porque tu livraste a cidade de Cadmo do tributo que nós pagávamos à cruel Esfinge; sem que tivesses recebido de nós qualquer aviso, mas com o auxílio de algum deus, salvaste nossas vidas. Hoje, de novo aqui estamos, Edipo; a ti, cujas virtudes admiramos, nós vimos suplicar que, valendo-te dos conselhos humanos, ou do patrocínio dos deuses, dês remédios aos nossos males; certamente os que possuem mais longa experiência é que podem dar os conselhos mais eficazes! Eia, Édipo! Tu, que és o mais sábio dos homens, reanima esta infeliz cidade, e confirma tua glória! Esta nação, grata pelo serviço que já lhe prestaste, considera - te seu salvador; que teu reinado não nos faça pensar que só fomos salvos por ti, para recair no infortúnio, novamente! Salva de novo a cidade; restitui-nos a tranqüilidade, ó Edipo! Se o concurso dos deuses te valeu, outrora, para nos redimir do perigo, mostra, pela segunda vez, que és o mesmo! Visto que desejas continuar no trono, bem melhor será que reines sobre homens, do que numa terra deserta. De que vale uma cidade, de que serve um navio, se no seu interior não existe uma só criatura humana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉDIPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó meus filhos, tão dignos de piedade! Eu sei, sei muito bem o que viestes pedir-me. Não desconheço vossos sofrimentos; mas na verdade, de todos nós, quem mais se aflige sou eu. Cada um de vós tem a sua queixa; mas eu padeço as dores de toda a cidade, e as minhas próprias. Vossa súplica não me encontra descuidado; sabei que tenho já derramado abundantes lágrimas, e que meu espírito inquieto já tem procurado remédio que nos salve. E a única providência que consegui encontrar, ao cabo de longo esforço, eu a executei imediatamente. Creonte, meu cunhado, filho de Meneceu, foi por mim enviado ao templo de ApoIo, para consultar o oráculo sobre o que nos cumpre fazer para salvar a cidade. E, calculando os dias decorridos de sua partida, e o de hoje sinto-me deveras inquieto; que lhe terá acontecido em viagem? Sua ausência já excede o tempo fixado, e sua demora não me parece natural. Logo que ele volte, considerai-me um criminoso se eu não executar com presteza tudo o que o deus houver ordenado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SACERDOTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, tu falas no momento oportuno, pois acabo de ouvir que Creonte está de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉDIPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o rei Apolo! Tomara que ele nos traga um oráculo tão propício, quanto alegre se mostra sua fisionomia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SACERDOTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a resposta deve ser favorável; do contrário, ele não viria assim, com a cabeça coroada de louros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉDIPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos já saber; ei-lo que se aproxima, e já nos pode falar. O príncipe, meu cunhado, filho de Meneceu, que resposta do deus Apolo tu nos trazes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entra&lt;/span&gt; CREONTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CREONTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma resposta favorável, pois acredito que mesmo as coisas desagradáveis, se delas nos resulta algum bem, tornam-se uma felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉDIPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, em que consiste essa resposta? O que acabas de dizer não nos causa confiança, nem apreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CREONTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Indicando o povo ajoelhado) Se queres ouvir-me na presença destes homens, eu falarei; mas estou pronto a entrar no palácio, se assim preferires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉDIPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fala perante todos eles; o seu sofrimento me causa maior desgosto do que se fosse meu, somente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CREONTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dizer, pois, o que ouvi da boca do deus. O rei Apolo ordena, expressamente, que purifiquemos esta terra da mancha que ela mantém; que não a deixemos agravar-se até tomar-se incurável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÉDIPO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por que meios devemos realizar essa purificação? De que mancha se trata?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue lendo&lt;a href="http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/edipo.pdf"&gt; aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1056159439969298014?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1056159439969298014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1056159439969298014&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1056159439969298014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1056159439969298014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/08/rei-edipo-sofocles.html' title='REI ÉDIPO - Sófocles'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TFtVX_OIUQI/AAAAAAAAAr8/-VpUK5LaD7Y/s72-c/Edipo+rei+sofocles.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-6242515089242297591</id><published>2010-07-19T10:14:00.002-03:00</published><updated>2010-07-19T10:17:54.035-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Moura'/><title type='text'>ULTIMO CHORINHO DE PAULO MOURA</title><content type='html'>Registro em vídeo do último chorinho de Paulo Moura, no hospital, sábado passado, dois dias antes de morrer, quando recebeu a visita de vários músicos amigos que fizeram um sarau de despedida para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique &lt;a href="http://vimeo.com/13307593"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-6242515089242297591?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/6242515089242297591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=6242515089242297591&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6242515089242297591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6242515089242297591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/07/ultimo-chorinho-de-paulo-moura.html' title='ULTIMO CHORINHO DE PAULO MOURA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-330089799795540758</id><published>2010-07-13T21:20:00.012-03:00</published><updated>2010-07-19T10:32:19.847-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Paulo Moura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>OBRIGADO PAULO MOURA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TD0F0RcE0ZI/AAAAAAAAAr0/LHXbVNiiRi0/s1600/Paulo_Moura_01_hq.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 444px; height: 444px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TD0F0RcE0ZI/AAAAAAAAAr0/LHXbVNiiRi0/s400/Paulo_Moura_01_hq.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493553516054368658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi a gostar de Paulo Moura ouvindo o som de seu clarinete na minha juventude. Nos bailes, nas apresentações aquele som me encantava. Boocker Petman, Vitor Assis Brasil, Moacyr Silva e muitos outros também encantaram o meu imaginário, retirando desse instrumento um som meloso e agradável..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clarinete é um descendente do chalumeau, instrumento bastante popular na Europa pelo menos desde a Idade Média. Em 1690, Johann Christoph Denner, charamelista alemão, acrescentou à sua charamela uma chave para o polegar da mão esquerda, para que assim pudesse tocar numa abertura, o que lhe trouxe mais possibilidades sonoras. Surgiu, assim, o clarinete contemporâneo. Introduzido nas orquestras em1750, foi um dos últimos instrumentos de sopro incorporados à formação orquestral moderna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Moura destacava-se pela sua simplicidade e generosidade. Tocava musicas nacionais  internacinais, clássicas e principalmente o chorinho e o jazz. Em 1982, compôs a trilha sonora do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Bom burguês, &lt;/span&gt;dirigido por Oswaldo Caldeira. Participou em 2005 de uma turnê nacional e internacional do espetáculo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Homenagem a Tom Jobim&lt;/span&gt;, ao lado de Armandinho, Yamandú Costa e Marcos Suzano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moura ganhou o primeiro Grammy Latino para Música de Raiz com o trabalho &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas"&lt;/span&gt;, em 2000. E foi indicado novamente ao Grammy em 2008, na categoria Melhor CD Instrumental, como disco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Para cá e Pra Lá".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O músico estava internado na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, desde o dia 4 de julho com um linfoma (câncer do sistema linfático), falecendo 8 dias depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa brilhante carreira, o meu muito obrigado por poder estarmos próximos ao longo de tantos anos, desfrutando de suas belas composições e execuções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre &lt;a href="http://www.paulomoura.com/sec_news_list.php?page=13&amp;amp;id=51"&gt;Paulo Moura&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-330089799795540758?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=f45bc4069b915aca&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/330089799795540758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=330089799795540758&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/330089799795540758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/330089799795540758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/07/obrigado-paulo-moura.html' title='OBRIGADO PAULO MOURA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TD0F0RcE0ZI/AAAAAAAAAr0/LHXbVNiiRi0/s72-c/Paulo_Moura_01_hq.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-3201209796429007877</id><published>2010-06-18T10:11:00.006-03:00</published><updated>2010-08-12T09:59:47.176-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Saramago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anúncio'/><title type='text'>MORRE O ESCRITOR PORTUGUES JOSÉ SARAMAGO</title><content type='html'>Morre aos 87 anos o escritor português José Saramago, Nobel de Literatura em 1998&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do UOL Notícias&lt;br /&gt;Em São Paulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TBtx36gKTuI/AAAAAAAAArk/UZL-C3ngQxM/s1600/Jos%C3%A9+saramago.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 494px; height: 241px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TBtx36gKTuI/AAAAAAAAArk/UZL-C3ngQxM/s400/Jos%C3%A9+saramago.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5484102176664604386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O escritor português José Saramago venceu do Prêmio Nobel da Literatura em 1998&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu nesta sexta-feira (18) em Lanzarote (Ilhas Canárias, na Espanha), o escritor português José Saramago, aos 87 anos. Em 1998, Saramago ganhou o único Prêmio Nobel da Literatura em língua portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continue lendo &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/06/18/morre-o-escritor-portugues-jose-saramago.jhtm"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comentário que se segue foi recebido por email alguns dias após a sua morte.&lt;br /&gt;A opinião apresentada não reflete a minha opinião.&lt;br /&gt;Rogério Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Morte de um homem mau&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornara sua Pátria amarga, como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Saramago, era de facto um homem mau. Provava-o a sua cara vincada  incapaz de exprimir um sorriso, prova-o a sua escrita prenhe de ódio e crítica aos valores mais normais e caros à civilização que o viu nascer, valores esses que ele, com as suas ideias, suas declarações e sua obra, renegou em Lanzarote. Será que no fundo, Saramago, para além do seu marcado azedume e soberba, tinha valores? Nunca o saberemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito, José Saramago era um homem mau. Que o digam os seus colegas, que em pleno período revolucionário foram vítimas de saneamentos selvagens. O homem, nessa época, tinha o "estribo nos dentes", e era imparável algoz como sub-director do Diário de Notícias. Tinha por desporto arruinar a vida de quem não era comunista como ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram 87 anos de infecundidade, travestida de um aparente sucesso, revelado pelos livros que vendeu, e pela matreira estratégia de marketing que o conduziu ao Prêmio Nobel, em detrimento de outros escritores Lusos, genuinamente com mais categoria e menos maldade crônica do que ele. Penso, por exemplo, no insuspeito Torga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei ler dois livros dessa personagem, para com honestidade poder dizer que, para além de não gostar dele como pessoa, o não considerava como um bom escritor, e que ofendia na sua essência a cultura Cristã da nossa Grei. Consegui apenas ler um, e o início de outro. A sua escrita, para além de ser incorreta, era amarga como as cascas dos limões mais amargos. A sua originalidade era, afinal, o sinistro das suas idéias; o que, convenhamos, é pouco original. É mais fácil ser sinistro, provocador e mau, do que ter categoria, e valor. Saramago optou pelo mau caminho, como sempre, o mais fácil. E teve aparentemente sorte, na Terra, que a eternidade pouco lhe reservará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei contente quando ameaçou (apenas ameaçou, porque na realidade a sua vaidade não lho permitia praticar), nunca mais pisar solo Pátrio. Uma figura como ele, é melhor estar longe da Pátria que em má hora o viu nascer. Afinal de que serve a este Portugal destroçado, um Iberistra convicto, ainda para mais, estalinista? Teria ficado bem por essas ilhas perdidas de Espanha, não fosse uma série de lacaios da cultura dominante "chorarem" por ele, por aqui por terras lusas, alimentando-lhe a sua profunda soberba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para além da sua obra escrita, de qualidade duvidosa e brilhantemente catapultada por apuradas técnicas comerciais  que lhe conseguiram um Prêmio  Nobel da Literatura, (prêmio com cada vez menos prestígio devido à carga política que contém), nada deixou em herança, para além de certamente muito dinheiro, o que é um contrasenso para um qualquer estalinista como ele. Mas a sua existência foi um perfeito logro. Foi uma existência desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saramago afastou-se da Pátria, e estou certo de que a Pátria, no seu todo mais puro, que não no folclore da "inteligentzia", não teve saudades dele. Foi uma bandeira da esquerda ortodoxa, e também da esquerda ambígua, essa do Primeiro-Ministro que nos desgoverna. Dessa mesma esquerda que decidiu usar&lt;br /&gt;o nosso dinheiro, para trazer em avião da Força Aérea Portuguesa, os seus restos inanimados para Portugal, a expensas de todos nós, e infamemente coberto com a Bandeira Nacional. Um Iberista, coberto com a Bandeira Nacional, que Saramago ofendeu vezes incontáveis, na essência da sua obra, e no veneno das suas declarações públicas. Era um relapso. Um indesejável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem que voluntariamente se afastou da sua Pátria, comentando-a de uma&lt;br /&gt;forma negativa no Estrangeiro, não é digno de nela entrar cadáver, coberto com a sua Bandeira. A bandeira de Saramago, era a do ódio, da arrogância, e da maldade praticada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os símbolos Nacionais estão hoje nas mãos de quem estão, e a representação das "vontades" Nacionais, está subordinada a quem está: à esquerda, tão sinistra como foi Saramago. Assim sendo, as homenagens que lhe fazem, incluindo os exagerados e ilegítimos dois dias de Luto Nacional, valem o que valem, e são apenas um ato de pura "camaradagem", na verdadeira acepção da palavra. Quem nos desgoverna, pode cometer as maiores atrocidades, que ao povo profundo só resta pagar, e calar. Até ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, Sarmago mergulhará pela terceira vez nas chamas. A primeira, terá sido quando nasceu, e ao longo de toda a sua vida, retrato que foi de ódio e maldade pela sua imagem espelhados e espalhados; a segunda, terá sido quando o seu corpo ficou irremediavelmente inanimado, e estou certo de que entrou no Inferno, a confraternizar com o seu amigo Satanás; a terceira, amanhã, será quando o seu corpo inerte e sem alma, entrar para ser definitivamente destruído, no Crematório do Alto de S. João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será um maravilhoso e completo Auto de Fé. O Homem e a sua obra venenosa, serão queimados definitivamente nas chamas da terra, que nas da eternidade já o foram no dia em que morreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Saramago recordaremos um homem que não sabia rir, que gostava certamente muito de dinheiro, e que o terá ganho, que era mau e vaidoso, e que o provou ao longo da sua vida, que quis viver longe da sua Pátria por a ela não saber ter amor, e que foi homenageado por meia dúzia de palhaços esquerdistas,&lt;br /&gt;"compagnons de route" coniventes com um dos últimos fósseis estalinistas, que ilustrava uma forma de estar na vida e na política sem alma, amoral, e que globalmente contribuiu para a destruição de toda uma Pátria, e suas  tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorreu ontem, quando soube que este cavalheiro de triste figura tinha morrido, que estaria por certo no inferno, sentado com Rosa Coutinho, também lá entrado há poucos dias, à espera de Mário Soares e Almeida Santos, para os quatro juntos jogarem uma animada e bem "quente" partida de sueca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O País está mais limpo. Um dos maiores expoentes do ódio e da maldade, desapareceu da superfície da Terra. Espero que a Casa dos Bicos, um dia possa ter melhor função, do que albergar a memória de tão pérfida personagem. As suas letras, estou certo de que cairão no esquecimento, ao contrário das de Camões, Torga ou Pessoa, entre muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, e porque sou Católico (e porque a raiva não é pecado), que Deus tenha compaixão de tão grande pobreza, mas que se lembre fundamentalmente de nós , de todos os Portugueses íntegros que tentamos sobreviver com dificulade, neste Portugal governado pelos amigalhaços do extinto, que apesar do luto em que fingem estar, mas que na verdade não  sabem viver, continuam a todo o custo a viver o enorme bacanal que arruína Portugal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, no fundo, e porque as palavras as leva o vento, que Deus tenha piedade de tão grande pobreza! Cabe-nos perdoar. Mas não temos que esqucer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;António de Oliveira Martins - Lisboa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-3201209796429007877?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/3201209796429007877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=3201209796429007877&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3201209796429007877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3201209796429007877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/06/morre-o-escritor-portugues-jose.html' title='MORRE O ESCRITOR PORTUGUES JOSÉ SARAMAGO'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TBtx36gKTuI/AAAAAAAAArk/UZL-C3ngQxM/s72-c/Jos%C3%A9+saramago.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-352612659767176636</id><published>2010-06-09T20:51:00.010-03:00</published><updated>2010-06-09T21:42:49.170-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moustaphá Safouan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Complexo de Édipo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><title type='text'>PAI É PRESO NO MARANHÃO POR MANTER EM CARCERE A FILHA E SETE FILHOS/NETOS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Pai ideal é proveniente, ou, se quisermos, é um filho da metáfora paterna, enquanto podemos descrevê-la como uma inversão que se opera, desde a idade das primeiras simbolizações, do ser do pai no Pai do ser. Esta inversão constitui um caso particular, mas certamente o mais decisivo, da indução do imaginário pelo simbólico. E esta indução faz com que, na fase fálica, o pai apareça como sendo duplamente possuidor: da mãe e do que é necessário para possuir a mãe. Esse efeito imaginário equivale, pois, a uma crença ou julgamento de atribuição. Atribuição de quê? De um objeto do desejo que não é este o objeto, isto é, um objeto singular localizável ou numericamente um, e um objeto comum, múltiplo ou multiplicável (como é o caso para todo objeto real); mas um objeto que basta para suscitar o desejo, pra não dizer comandá-lo, um objeto, em suma, que tem a singularidade de que ninguém o porta; vale dizer que a atribuição é do significante falo ao pai simbólico como tal, e é  precisamente a partir daí que se prossegue a interrogação sobre a existência de um  pai que seja dessa índole.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estudos sobre o Édipo de Moustapha Safouan, pag. 134, Zahar Ed.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;09/06/2010-14h20&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pai é preso por manter filha em cárcere e ter sete filhos com ela no MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;ROBERTA GOMES&lt;br /&gt;COLABORAÇÃO PARA A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FOLHA de S. Paulo&lt;/span&gt;, DE SÃO LUÍS&lt;br /&gt;Publicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O lavrador José Agostinho Bispo Pereira, 54, foi preso em flagrante no município de Pinheiro --a 340 km de São Luís (MA)-- sob acusação de abusar, por cerca de 15 anos, da filha --hoje com 28 anos. Pereira teve com ela sete filhos, e os mantinha em cárcere privado no povoado Experimento, a uma hora do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pereira confessou o crime e responderá por cárcere privado e estupro de vulnerável, além de abandono material, abandono intelectual, maus-tratos, pelas condições em que se encontravam a jovem e as crianças. Ele está detido na Delegacia Regional de Pinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filha e as sete crianças estão em um abrigo, onde recebem acompanhamento psicológico e médico. A prisão do lavrador foi feita na noite de terça-feira (8), após 15 dias de investigação da Polícia Civil. O caso chegou à polícia por meio de uma denúncia anônima durante uma ação de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os delegados responsáveis pela investigação, o acusado começou a abusar da filha quando ela tinha 12 anos e, desde então, vivia maritalmente, escondido no povoado. Com a filha, Pereira tem filhos de 12, 8, 6, 5, 4 e 2 anos, além de um bebê com pouco mais de dois meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem a moça de 28 anos nem os filhos sabem ler. Segundo a delegada Adriana Meireles, há uma grande dificuldade de se comunicar com eles. Ainda segundo a polícia, Pereira já estava aliciando as duas meninas de 8 e 6 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Encontramos uma situação bem delicada nesse caso. Foi difícil convencer essas crianças e a moça a entrarem no carro, por exemplo. Eles nunca tinham saído do povoado. Quase não falam, são muito traumatizadas", comentou a delegada. Ao chegar na casa escondida no povoado, foi constatada a falta de comida e de roupas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a polícia, a mulher de Pereira e mãe da jovem abandonou a família quando a filha era pequena. O inquérito da Polícia Civil deverá ficar pronto em 10 dias e será encaminhado para a Promotoria do município de Pinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há dois anos um caso semelhante teve repercussão em todo mundo. Em março de 2009, o engenheiro aposentado Josef Fritzl, 73, foi condenado a prisão perpétua por estuprar e prender a filha no porão de sua casa, em Amstetten, no leste da Áustria, por 24 anos. Eles tiveram sete filhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-352612659767176636?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/352612659767176636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=352612659767176636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/352612659767176636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/352612659767176636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/06/pai-e-preso-no-maranhao-por-manter-em.html' title='PAI É PRESO NO MARANHÃO POR MANTER EM CARCERE A FILHA E SETE FILHOS/NETOS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7802591984706567370</id><published>2010-05-20T18:51:00.004-03:00</published><updated>2010-05-20T18:59:28.495-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angela Villela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceito'/><title type='text'>FEMINILIDADE: UMA QUESTÃO DE PODER OU DE POTÊNCIA?</title><content type='html'>Por Angela Villela*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Para Dóris, amiga eterna,&lt;br /&gt;pura inspiração de potência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num ano eleitoral em que temos duas mulheres candidatas ao posto máximo de poder, parece oportuna uma reflexão sobre essa tão vital relação. Até porque, por outro lado, a força do voto feminino terá uma representação de cerca de 30,3% do eleitorado brasileiro, segundo pesquisas recentes. Entretanto, o que pode ser interpretado como uma grande vitória, após o longo processo feminista de dissolução de hierarquias que sempre caracterizou a construção das sociedades, paradoxalmente, pode vir a ser, também, um retrocesso desastroso. Se não refletirmos, de antemão, sobre as condições e possibilidades do que representa essa eleição e essa relação, estaremos condenados a abrir mão das transformações e práticas políticas significativas, advindas de tantas lutas. Serão desperdiçadas inúmeras conquistas que aconteceram nas últimas décadas, graças aos deslocamentos de posições e movimentos produzidos pelo feminismo. Pois a política, que sempre teve seus conflitos e antagonismos performatizados por sujeitos com classe, raça, sexualidade e gênero diferenciados, na verdade, paralelamente, foi regida em sua maior parte por um único signo, o da masculinidade. Agora, uma rara oportunidade surge, não no que diz respeito especificamente ao gênero, um homem ou uma mulher, mas sim no que se refere à criação de uma outra mentalidade. E o que se quer dizer com isso? É claro que não há, aqui, a possibilidade de uma análise histórica profunda de como foram demarcadas outras territorialidades, assim como é evidente que, para que isso acontecesse, ocorreram radicalizações, exageros e equívocos, partes inevitáveis das tentativas de superação de um lugar de menos-valia e de inferioridade, que nunca deixaram de fazer parte da longa jornada feminista. Na ânsia de igualdade de direitos, muitas mulheres se perderam de sua feminilidade e da sua real potência, na medida em que estabeleceram semelhanças com o discurso masculino em relação ao poder, tornando-se extremamente fálicas. Se por vários aspectos tivemos evoluções, por outros temos sido espectadores de degradações. Ao invés de virarem sujeitos de seu próprio discurso, certas mulheres caíram no engodo de permanecerem, apenas, nos velhos lugares de objetos de consumo. Silicones e peitos turbinados viraram sinônimos de “segurança”, o que diga -se de passagem, não só empobreceu as relações afetivas, como, também, produziu essa distorção entre poder e potência, o que acabou causando um distanciamento incomensurável, um abismo, entre mulheres e homens. Nessas tentativas, elas se perderam de características fundamentais que deixaram um vazio, não somente em suas identidades, assim como em suas trocas afetivas, sócio- políticas e existenciais. Sem falar no desejo impossível de igualdade, já que este seria uma injustiça para com os diferentes. Isso fez com que ganhos relativos à equivalência realmente se concretizassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa a questão que está posta em jogo, através das candidaturas de Dilma Roussef e Marina Silva. A velha pergunta que Freud não conseguiu responder - “Afinal, o que quer uma mulher?- pode ser aqui atualizada: “Afinal, o que querem Dilma e Marina com o poder?”Repetirão o mesmo ou vem para assumir a diferença? Conseguirão escapar das artimanhas e seduções tão fortemente demarcadas pelas características masculinas nos lugares de poder? Serão elas capazes de capitalizar a seu favor isso que é a principal característica da feminilidade, ou seja, a criação de um novo lugar, onde o sensível prevaleça? A presença feminina na presidência trará um outro olhar sobre a nossa realidade sócio-política? Que ética prevalecerá? Conseguirão elas serem artistas no mais puro sentido da Arte, da criação, ou continuaremos apenas a ver a prevalência do capital sobre os valores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refletir sobre essas questões é fundamental, inclusive, por vivermos em tempos de um certo autoritarismo, onde um presidente sustentado por alto índice de aprovação, se apropria do imaginário popular para criar um culto de que sua candidata “é o cara”, o que nos leva a supor um tipo de unidade que caracteriza Dilma Roussef como uma extensão (que ela endossa). Podemos nos arriscar a dizer que o presidente Lula, em sua ânsia de continuísmo, ignora e apaga a diferença sexual, pois estaria referido a um modelo que nos oferece um sujeito ou agente pronto e acabado, enquanto que o significante “mulher” nos remete a uma multiplicidade de lugares, a uma construção, a uma singularidade que se apresenta, não se representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, parece decisivo questionar as garantias dadas a priori, face à tarefa tão significativa de democratização radical que essa eleição representa. Derrida dizia que a grande vitória política será quando houver uma desconstrução dos registros vigentes. E isso não diz respeito somente ao gênero, masculino e feminino, mas sim a uma mudança de parâmetros, uma verdadeira revolução do pensamento na construção de outra ordem de conhecimento. Ao invés de uma posição confrontativa, a negociação de território, a flexibilidade, a delicadeza, uma diferença sutil que estabeleça um novo interesse para o mercado, através da percepção e da sensibilidade. Um outro tipo de força como instrumento de poder, uma outra estética. É isso que significa “o exercício da potência”, radicalmente oposto ao “exercício de poder”. Potência nos sentido de forças que são inseparáveis de uma espontaneidade e de uma produtividade, forças que são elementos, inclusive, de socialização.No sentido spinozista, “forças que se definem por relação a uma infinidade de partes que compõem cada corpo e que já o caracterizam como um multitudo .O ser que se constrói em Spinoza é uma realidade explosiva”(**)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de nomearmos essa possibilidade como um tipo de política pós feminista, o que traz a idéia de algo resolvido, podemos caracterizar essa oportunidade como um “momento do feminismo”, como bem diz Heloísa Buarque de Hollanda. Ao longo da história, inúmeras mulheres foram líderes políticas. Elizabeth I, por exemplo, defendeu arduamente a Inglaterra contra a Armada Espanhola e transformou Londres numa metrópole cultural, enquanto que Catarina, a Grande, influenciada pelos pensadores do Iluminismo, revelou-se uma grande reformadora, ao modernizar a administração pública e o código penal da Rússia. Uma frase célebre, porém, de Elizabeth I: “Eu sei que tenho um corpo frágil de mulher, mas tenho o coração e a coragem de um rei” demonstra, que a ambição que caracterizou a ocupação dos lugares de poder por essas e outras mulheres, foi atravessada, quase sempre, pelas referências masculinas, com raras exceções. Margaret Thatcher, já na década de 70, reforça essa lógica ao enaltecer as vantagens da liderança feminina, afirmando que: “Se precisarem de alguém que profira discursos, peguem um homem. Se houver um problema para ser resolvido, é melhor que perguntem a uma mulher.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não interessa a incisão histórica que essas mulheres tiveram. O paradoxal é que, em positivo ou em negativo, elas demonstraram uma força política incomum, num universo eminentemente regido pelos homens, por manifestarem as contradições e expressarem em corpo e obra o luminoso e o obscuro, a fragilidade e a coragem, ou seja, as incógnitas profundas que habitam o humano, independente do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se trouxermos isso para a atualidade, temos um bom exemplo das características da feminilidade que apontávamos anteriormente e que tem a ver com a abertura do pensamento e não de sua radicalização. Há poucos dias atrás, uma artista franco-marroquina, Majida Khattari, questionou com muito humor a questão da burca que invade a cena cultural francesa e os clichês de um lado e de outro. Num desfile- performance , ela colocou na passarela uma mulher totalmente envolta num véu, enquanto que na contramão, caminhava uma outra modelo praticamente nua, tentando equilibrar-se num salto altíssimo. Para ela não há diferença entre uma e outra, já que a primeira é prisioneira de uma tradição, enquanto que a outra é prisioneira do modelo ocidental de beleza. “Para a esperta Majida, a questão é como integrar e não como excluir, diz ela.” Já estamos num país laico, proibir é um absurdo, não vai resolver o problema. Ao contrário, vai radicalizar a situação e criar um conflito maior, em vez de um diálogo.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que essa ousada artista denuncia e nos deixa como provocação, é exatamente pensar que lugares são esses que podem ser ocupados pelas mulheres nas políticas contemporâneas. Estarão elas em pleno exercício de sua liberdade e potência, ou continuarão sendo uma mera costela de Adão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem dera seguissem a escrita de Ana Cristina Cesar:&lt;br /&gt;“O céu, quando entra em mim, o vento não faz voar, esses papéis.”(***)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    *Psicanalista - Membro Titular da Formação Freudiana&lt;br /&gt;  **Negri, Antonio- A Anomalia Selvagem- Poder e Potência em Spinoza- Ed 34, 1993&lt;br /&gt;***Cesar, Ana Cristina- Inéditos e Dispersos, Ed. Brasiliense, 1985.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7802591984706567370?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7802591984706567370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7802591984706567370&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7802591984706567370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7802591984706567370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/05/feminilidade-uma-questao-de-poder-ou-de.html' title='FEMINILIDADE: UMA QUESTÃO DE PODER OU DE POTÊNCIA?'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-9114476114417591329</id><published>2010-05-05T20:36:00.020-03:00</published><updated>2010-05-10T10:27:48.230-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sexualidade'/><title type='text'>AMIGO, QUE PAPO É ESSE?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Indagado sobre quais seriam os limites do amor e do sexo, ponderei: será que eu sei? A pessoa que indaga se diz carente, está descasada há anos, não consegue um namorado firme e quer saber se é possível ir para a cama com um amigo que quer “comê-la” a todo custo e ainda assim continuar amigo. Investiga se isso é possível, ou se só é possível fazer isso com um colega, que considera uma categoria menor, mais distante, ou com um amante/namorado, cuja implicação é óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que sabemos nós sobre amizade, coleguismo e amor quando o interesse pelo sexo entra justamente para dar conta de uma carência? Parece que essa distinção nos impede de ver o que é comestível ou não. Todos são comestíveis e se comidos não há porque mudar a categoria, o que até pode acontecer. É que quando o comer confunde a cabeça do comedor e/ou do comido, este corre perigo de naufragar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só para lembrar o grande poeta português Fernando Pessoa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“navegar é preciso, viver não é preciso”. &lt;/span&gt;Isso define a precisão de métodos e instrumentos para navegar, enquanto que para viver basta viver. Ainda com esse mesmo autor, no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poema do amigo aprendiz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem tão longe e nem tão perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na medida mais precisa que eu puder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Da maneira mais discreta que eu souber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem forçar tua vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sem falar, quando for hora de calar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E sem calar, quando for hora de falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem ausente, nem presente por demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Simplesmente, calmamente, ser-te paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;E por isso eu te suplico paciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vou encher este teu rosto de lembranças,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sou obrigado a me render a Roberto Carlos, embora não o aprecie a miúde, e assentar o poema de Erasmo Carlos&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, Amada amante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(…) faz da vida um instante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser demais para nós dois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;esse amor sem preconceito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sem saber o que é direito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;faz a suas próprias leis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que flutua no meu leito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que explode no meu peito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e supera o que já fez (…)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por tudo isso fique tão confuso ser amigo, colega ou amante e depois de uma relação sexual reconhecer-se como tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que somos humanos para compreender o amor como forma de aproximação entre pessoas e a sua capacidade lúdica de trocas e prazeres. Uma atividade pulsional que ultrapassa uma simples união para procriação e perpetuação da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A Linguagem Interminável dos Amores”&lt;/span&gt;,  da  psicanalista Olivia Bittencourt Valdivia  apresenta uma indicação da relação entre o amor  e a sexualidade, numa visão psicanalítica e também que "...&lt;span style="font-style: italic;"&gt;um&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Freud humano e apaixonado nos deixa os mapas de sua exploração." &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Este em seu percurso amoroso e sensual e autorizado por uma longa experiência clínica, há muito se interrogava sobre a vida amorosa dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fins do século XIX tentando entender a histérica percebeu que talvez ela quisesse dizer alguma coisa com o seu corpo. Alguma coisa que não conseguia dizer com palavras. E a histérica falou do sexo, do amor, do ódio e da culpa. Freud, inaugurou o lugar da Psicanálise, que é na verdade o lugar de uma relação de amor. Nesta relação a libido refaz seus caminhos até a possibilidade de uma relação de amor com o analista, que abre esta possibilidade para a vida do analisando. Freud revolucionou a compreensão da noção de sexualidade colocando o sexual no registro do pulsional, estabelecendo a ideia de uma impossibilidade de satisfação, só encontrada através da fantasia.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o filosofo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Só sei que nada sei”&lt;/span&gt; não é a divisa da filosofia e muito menos um apelo à ignorância, mas uma provocação àqueles que se apresentam como sábios e detentores das verdades. Na boca de Sócrates, “só sei que nada sei” é a expressão da ironia, essa arma filosófica apontada ao ridículo dos sábios fechados em si mesmos, prepotentes, pomposos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem como hoje, são muitos esses sábios que se tomam a sério e  querem que os tomemos também, mas que são incapazes de partilhar conosco os segredos desses saberes que dizem possuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto amigo, que papo é esse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-9114476114417591329?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/9114476114417591329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=9114476114417591329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/9114476114417591329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/9114476114417591329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/05/amigo-que-papo-e-esse.html' title='AMIGO, QUE PAPO É ESSE?'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-97462615726292688</id><published>2010-05-02T01:45:00.002-03:00</published><updated>2010-05-02T09:36:10.041-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>SOBRE O TEMPO</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;reflexão sobre o tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e se perguntar ao tempo&lt;br /&gt;quanto tempo que o tempo tem?&lt;br /&gt;o tempo te dirá&lt;br /&gt;que o tempo tem, o tempo&lt;br /&gt;que o tempo tem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;isso todo mundo sabe,&lt;br /&gt;mas desde quando?&lt;br /&gt;há muito tempo,&lt;br /&gt;diria o tempo.&lt;br /&gt;buscando o tempo que ainda não havia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas pelo tempo que percorria&lt;br /&gt;deveria ir mais de pressa!&lt;br /&gt;mas por que correr&lt;br /&gt;com o tempo?&lt;br /&gt;o tempo que espere!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ele tem mais tempo que eu!&lt;br /&gt;afinal ele está aí o tempo todo.&lt;br /&gt;eu é que ia seguindo devagar&lt;br /&gt;no passo do meu tempo&lt;br /&gt;percorrendo as minhas distancias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de ontem, de agora, ainda...&lt;br /&gt;mas não saberia como percorrer o amanhã&lt;br /&gt;e o tempo me dizia: calma!&lt;br /&gt;amanhã a gente vê!&lt;br /&gt;na minha calma esperei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o amanhã,&lt;br /&gt;a vinda,&lt;br /&gt;a busca,&lt;br /&gt;e nada havia.&lt;br /&gt;não havia o havia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não parei e engoli&lt;br /&gt;em seco o hoje.&lt;br /&gt;vou dormir.&lt;br /&gt;o amanhã,&lt;br /&gt;amanhã a gente vê!&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-97462615726292688?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/97462615726292688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=97462615726292688&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/97462615726292688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/97462615726292688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/05/reflexao-sobre-o-tempo.html' title='SOBRE O TEMPO'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-5201310671359612969</id><published>2010-04-03T03:01:00.000-03:00</published><updated>2010-04-03T03:04:18.492-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>MARAVILHA EM M</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;maravilha em m&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minhas mãos  mandam muito.&lt;br /&gt;mandam morder o mundo&lt;br /&gt;mudando o mistério&lt;br /&gt;dos monstros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mascarados miram mandatos,&lt;br /&gt;maltratam maridos e mulheres,&lt;br /&gt;mulatos e matutos mamelucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;maltrapilhos maldizem&lt;br /&gt;a malandragem malvada&lt;br /&gt;dos muitos miseráveis metidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mães marias, moças marlenes  e&lt;br /&gt;meninas marílias mentem menos.&lt;br /&gt;marcam musas musicais,&lt;br /&gt;melodias e missas menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas minhas mãos mandaram&lt;br /&gt;mexer, misturar e molhar&lt;br /&gt;moldar medidas mínimas&lt;br /&gt;das maravilhas mutantes.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-5201310671359612969?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/5201310671359612969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=5201310671359612969&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5201310671359612969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5201310671359612969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/04/maravilha-em-m.html' title='MARAVILHA EM M'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-2255182193358477677</id><published>2010-03-28T01:46:00.004-03:00</published><updated>2010-03-29T06:41:52.068-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>VERGONHA</title><content type='html'>&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;sobre a vergonha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;essa vergonha guardada no peito,&lt;br /&gt;corta  a carne de forma letal.&lt;br /&gt;se isso em si é um defeito,&lt;br /&gt;exclui da vida o real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é preciso ser livre e incógnito,&lt;br /&gt;no mundo em que a massa encobre.&lt;br /&gt;pois a vergonha não é um grito do cógito,&lt;br /&gt;nem a máscara de uma vida nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é talvez uma possibilidade imovente&lt;br /&gt;de profunda tristeza calma&lt;br /&gt;grudada num peito ardente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;seria covardia pois, calar a mente&lt;br /&gt;escondendo no fundo da alma&lt;br /&gt;o que de mais pungente se sente?&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-2255182193358477677?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/2255182193358477677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=2255182193358477677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/2255182193358477677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/2255182193358477677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/03/vergonha.html' title='VERGONHA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-6691952939824598010</id><published>2010-03-08T09:51:00.005-03:00</published><updated>2010-03-08T21:45:53.586-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia da mulher'/><title type='text'>ÀS  MULHERES DA MINHA VIDA</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o dia internacional da mulher&lt;br /&gt;é uma data importante. historicamente sabemos.&lt;br /&gt;mas afetivamente esquecemos&lt;br /&gt;no dia a dia.&lt;br /&gt;neste ano resolvi refletir&lt;br /&gt;sobre todas as mulheres que, de algum modo,&lt;br /&gt;me trouxeram até aqui&lt;br /&gt;e prestar a minha singela e justa homenagem.&lt;br /&gt;à minha mãe, minhas irmãs, tias e primas.&lt;br /&gt;professoras, coleguinhas da escola&lt;br /&gt;infantil, na juventude e na fase adulta.&lt;br /&gt;primeiras mulheres da minha vida.&lt;br /&gt;à minha esposa, minha filha, sobrinhas,&lt;br /&gt;cunhadas e amigas,&lt;br /&gt;Audrey Hepburn minha “bonequinha de luxo”,&lt;br /&gt;de Elizete Cardoso a sua voz me encantou,&lt;br /&gt;de Lou Andreas Salomé a sua imagem e ousadia,&lt;br /&gt;com Marta Medeiros aos domingos na revista,&lt;br /&gt;Mariá, minha primeira analista,&lt;br /&gt;Nazareth que servia o cafezinho&lt;br /&gt;e muitas outras mulheres povoaram&lt;br /&gt;a minha vida e o meu imaginário&lt;br /&gt;como minhas namoradas reais ou virtuais.&lt;br /&gt;devo a vocês a minha vida afetiva,&lt;br /&gt;profissional e intelectual, a minha existência,&lt;br /&gt;a formação da minha subjetividade.&lt;br /&gt;todas vocês merecem meu respeito e devoção,&lt;br /&gt;pelos seus valores individuais e pessoais.&lt;br /&gt;e exemplos de coragem e virtude.&lt;br /&gt;no seu dia, meus parabéns!&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-6691952939824598010?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/6691952939824598010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=6691952939824598010&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6691952939824598010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6691952939824598010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/03/as-mulheres-da-minha-vida-o-dia.html' title='ÀS  MULHERES DA MINHA VIDA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7402816754289555357</id><published>2010-02-28T22:47:00.008-03:00</published><updated>2010-03-01T01:49:20.093-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>AQUELE</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;aquele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem todos os que te amam,&lt;br /&gt;te querem. nem todos que&lt;br /&gt;te querem, te amam. nem todos&lt;br /&gt;que te dizem sim, concordam contigo.&lt;br /&gt;ou todos os que te olham, te vêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aqueles que te marcaram,&lt;br /&gt;que te buscaram,&lt;br /&gt;te maltrataram,&lt;br /&gt;ou te xingaram....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ou aqueles...&lt;br /&gt;ou apenas aquele...&lt;br /&gt;não importa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merece ser visto de outro modo.&lt;br /&gt;talvez do modo como te vê.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7402816754289555357?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7402816754289555357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7402816754289555357&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7402816754289555357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7402816754289555357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/02/aquele.html' title='AQUELE'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-6355418386883857960</id><published>2010-02-20T00:37:00.002-02:00</published><updated>2010-02-20T00:50:50.785-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terapia da palavra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anúncio'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S39MR7dac5I/AAAAAAAAArQ/zpoKXFZ2SC8/s1600-h/terapia+da+palavra+fev_2010.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 417px; height: 373px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S39MR7dac5I/AAAAAAAAArQ/zpoKXFZ2SC8/s400/terapia+da+palavra+fev_2010.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440150745789395858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Informações  no site do &lt;a href="http://terapiadapalavra.com/about/"&gt;terapia da palavra&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-6355418386883857960?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/6355418386883857960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=6355418386883857960&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6355418386883857960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6355418386883857960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/02/blog-post.html' title=''/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S39MR7dac5I/AAAAAAAAArQ/zpoKXFZ2SC8/s72-c/terapia+da+palavra+fev_2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-6817153637059780005</id><published>2010-02-16T23:49:00.015-02:00</published><updated>2010-03-29T06:50:29.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>QUERER  VIVER...</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;querer viver...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;traído pelo seu corpo, quer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;chorar sem tem lágrimas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;correr como? se não tem pernas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;comer, sem dentes... tem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e ler, não tem olhos para isso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(onde estão seus óculos?).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ah, aquela música!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não a ouve!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;seus pensamentos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;escrever..., mas não tem palavras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquilo que... aconteceu... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não se lembra... como foi...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;sua memória.... onde está? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ah, aquela música!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não ouve mais!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o rosto...&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pelo menos isso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;seu coração não o  vê mais!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;já não bate mais descompassado!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o rosto é uma bolinha azul&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;como no perfil do MSN.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquela música!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;musica deles, nunca mais ouviu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ali, deitado olha o teto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;branco e não azul,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;as vezes rostos de pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;não as reconhece. ou conhece? sbe-se lá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ao longe um ruído surdo, como se &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma gota entrasse em si. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ping-ping-pong-pong-pon...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a música!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquela..., nunca mais....&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-6817153637059780005?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/6817153637059780005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=6817153637059780005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6817153637059780005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6817153637059780005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/02/querer-viver.html' title='QUERER  VIVER...'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-5034073548331511321</id><published>2010-01-26T20:20:00.009-02:00</published><updated>2011-01-15T01:29:04.341-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pintura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grafite'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><title type='text'>PLAYMOBIL - INTERFERÊNCIAS URBANAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Cidade do Rio de Janeiro tem a fama de ser a “cidade maravilhosa”, cantada em verso e prosa, pelas suas características físicas e belezas naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos modernos as pichações e os grafites surgiram como formas de rebeldia, interferência ou puro e simples vandalismo, copiando as interferências mostradas nos filmes e fotos do mundo inteiro, principalmente na Europa e nos Estados Unidos. Com isso o status de cidade maravilhosa se sente sempre ameaçado pelas influências desses artistas, jovens, na sua maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S194aXlMACI/AAAAAAAAAp4/zvvT3tis-pQ/s1600-h/play+mobil+da+volunt%C3%A1rios.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S194aXlMACI/AAAAAAAAAp4/zvvT3tis-pQ/s400/play+mobil+da+volunt%C3%A1rios.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5431192070034030626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grafite ou grafito (do italiano graffiti, plural de graffito) é o nome dado às inscrições feitas em paredes, desde o Império Romano. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para esta finalidade. Por muito tempo visto como um assunto irrelevante ou mera contravenção, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos, criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda há quem não concorde, equiparando o valor artístico do grafite ao da pichação, que é bem mais controverso. O pichador tem, em geral, uma linguagem mais fechada que busca entendimento entre os grupos, enquanto o grafiteiro busca um entendimento na comunidade que intervém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artista pode utilizar um estêncil (do inglês stencil) que é um desenho ou ilustração representativa de um número, letra, símbolo tipográfico ou qualquer outra forma ou imagem figurativa ou abstrata, que possa ser delineada por corte ou perfuração em papel, papelão, metal ou outros materiais. O estêncil obtido é usado para imprimir imagens sobre inúmeras superfícies, do cimento ao tecido de uma roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem passa pelas ruas de Botafogo tem a oportunidade de ver alguns grafites como os de Playmobil feitos na rua Voluntários da Pátria, por exemplo. Algumas dessas interferências estão em&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/ropereiras/"&gt; Galeria de Ropereiras&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-5034073548331511321?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/5034073548331511321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=5034073548331511321&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5034073548331511321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5034073548331511321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/01/interferencias-urbanas.html' title='PLAYMOBIL - INTERFERÊNCIAS URBANAS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S194aXlMACI/AAAAAAAAAp4/zvvT3tis-pQ/s72-c/play+mobil+da+volunt%C3%A1rios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-5070668927024533976</id><published>2010-01-15T22:06:00.003-02:00</published><updated>2010-01-15T22:20:13.540-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tirinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malvados'/><title type='text'>A VOLTA DOS MALVADOS</title><content type='html'>&lt;img style="width: 453px; height: 144px;" src="http://www.malvados.com.br/tirinha1366.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais Malvados&lt;a href="http://www.malvados.com"&gt; aqui&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-5070668927024533976?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/5070668927024533976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=5070668927024533976&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5070668927024533976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5070668927024533976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2010/01/volta-dos-malvados.html' title='A VOLTA DOS MALVADOS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-8182235446574224424</id><published>2009-12-30T01:41:00.007-02:00</published><updated>2010-01-14T07:26:00.824-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>A TEIA</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim como a aranha,&lt;br /&gt;tece a vida.&lt;br /&gt;suporte de uma odisséia&lt;br /&gt;que varre o pensamento&lt;br /&gt;para longe, numa quimera!&lt;br /&gt;tece devagar&lt;br /&gt;como quem tece&lt;br /&gt;uma renda, trançada,&lt;br /&gt;ou uma prenda ousada.&lt;br /&gt;só espera que um coração&lt;br /&gt;caia nela como um mosquito.&lt;br /&gt;então o captura e o ama&lt;br /&gt;até a última gota!&lt;br /&gt;assim como quem tece a teia,&lt;br /&gt;tece o amor!&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-8182235446574224424?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/8182235446574224424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=8182235446574224424&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8182235446574224424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8182235446574224424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/12/teia-do-amor.html' title='A TEIA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-3504873820399450938</id><published>2009-12-15T09:36:00.006-02:00</published><updated>2010-04-05T19:03:18.322-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ecologia'/><title type='text'>CARTA DO ZÉ AGRICULTOR PARA LUIZ DA CIDADE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis, quanto tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já eram onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormir já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Estou pensando em mudar para viver aí na cidade que nem vocês Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos aí da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.&lt;br /&gt;Veja só. O sítio do pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto nos fundos da casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana, aí não param de fazer leite. Os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia,isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dias pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ia mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, aí quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios aí da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vir fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo aí eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foram os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dar multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia... Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom, que vocês abrem a geladeira e tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abrir a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisar de nós, os criminosos aqui da roça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais Luis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta em papel reciclado pois não existe por aqui, mas aguarde até eu vender o sítio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.) *&lt;br /&gt;                       "Na prática, a teoria é outra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta crônica é de autoria do &lt;a href="http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=41996"&gt;Sr Luciano Pizzatto&lt;/a&gt; e foi publicada pela  primeira vez no portal ambientebrasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-3504873820399450938?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/3504873820399450938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=3504873820399450938&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3504873820399450938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3504873820399450938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/12/carta-do-ze-agricultor-para-luis-da.html' title='CARTA DO ZÉ AGRICULTOR PARA LUIZ DA CIDADE'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7999204387833357930</id><published>2009-12-04T13:24:00.004-02:00</published><updated>2009-12-04T13:48:15.316-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pintura'/><title type='text'>JOAQUÍN SOROLLA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SxkqZdE9lGI/AAAAAAAAApc/5KJNMMp9TZ4/s1600-h/pintor+Joaquim+sorolla.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 296px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SxkqZdE9lGI/AAAAAAAAApc/5KJNMMp9TZ4/s400/pintor+Joaquim+sorolla.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411403044052898914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquín Sorolla y Bastida (27 de Fevereiro de 1863, Valência - 10 de Agosto de 1923, Cercedilla), na fase inicial da sua carreira, foi dos mais tradicionais. Ele cumpriu toda a trajetória considerada necessária na época para o pintor que se valorizasse como acadêmico. Entretanto, a partir de 1900, seu estilo se revelou de forma espetacular, manifestando-se em pinceladas rápidas e carregadas de tinta, que em poucos traços plasmavam a rica e vibrante gama de cores das praias e transeuntes que ocupavam suas telas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos anos sua técnica notável o tornaria mundialmente famoso, chegando a pintar um enorme friso para a Hispanic Society de Nova Iorque, recriando diferentes regiões da Espanha, embora com um resultado irregular. Conhecido como o Pintor da Luz, foi o mais prolífico dos pintores espanhóis, com mais de 2 200 obras em seu poder, além de ser um retratista notável. Entre essas deve-se ressaltar seu retrato de Juan Ramón Jiménez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SxkvBljomBI/AAAAAAAAApk/IQ7rfPFLkpI/s1600-h/Poeta-Juan_Ram%C3%B3n_Jim%C3%A9nez+por+joaquin+sorolla.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 298px; height: 336px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SxkvBljomBI/AAAAAAAAApk/IQ7rfPFLkpI/s400/Poeta-Juan_Ram%C3%B3n_Jim%C3%A9nez+por+joaquin+sorolla.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411408131570309138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7999204387833357930?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7999204387833357930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7999204387833357930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7999204387833357930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7999204387833357930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/12/joaquin-sorolla.html' title='JOAQUÍN SOROLLA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SxkqZdE9lGI/AAAAAAAAApc/5KJNMMp9TZ4/s72-c/pintor+Joaquim+sorolla.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-611995144401657850</id><published>2009-11-03T21:03:00.006-02:00</published><updated>2009-11-03T21:11:55.456-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anúncio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lévi-Strauss'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antropologia'/><title type='text'>MORRE CLAUDE LÉVI-STRAUSS</title><content type='html'>03/11/2009 - 14h40&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Morre aos 100 anos o antropólogo Claude Lévi-Strauss&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da Efe, em Paris&lt;br /&gt;da &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u646970.shtml"&gt;Folha Online&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antropólogo Claude Lévi-Strauss, um dos intelectuais mais importantes do século 20, morreu no sábado passado aos 100 anos, informou hoje a editora Plon. Ele sofria de Mal de Parkinson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lévi-Strauss influenciou de maneira decisiva a filosofia, a sociologia, a história e a teoria da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SvC4HnrBEDI/AAAAAAAAApU/67bayfKcGQY/s1600-h/Claude+LeviStrauss1.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 398px; height: 586px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SvC4HnrBEDI/AAAAAAAAApU/67bayfKcGQY/s400/Claude+LeviStrauss1.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400018394265227314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O intelectual nasceu em Bruxelas em 28 de novembro de 1908, de pais judeus e franceses. Estudou direito e filosofia na Universidade de Sorbonne, na França. Nos últimos anos, Lévi-Strauss viveu recolhido no apartamento que morou nos últimos 50 anos em Paris e recebia poucos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lévi-Strauss iniciou seu grande projeto intelectual em 1934, quando foi convidado pela recém-fundada USP (Universidade de São Paulo) para lecionar sociologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O antropólogo viveu durante três anos no Brasil e fez várias excursões para o Centro-Oeste e o Norte do país e, em contato com índios cadiuéus, bororos e nambiquaras, começou a esboçar as bases do estruturalismo, corrente que revolucionaria a antropologia em meados do século 20&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-611995144401657850?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/611995144401657850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=611995144401657850&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/611995144401657850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/611995144401657850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/11/morre-claude-levi-strauss.html' title='MORRE CLAUDE LÉVI-STRAUSS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SvC4HnrBEDI/AAAAAAAAApU/67bayfKcGQY/s72-c/Claude+LeviStrauss1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-8772248021048002098</id><published>2009-09-28T21:44:00.005-03:00</published><updated>2009-09-29T13:29:04.080-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pintura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kandinsky'/><title type='text'>KANDINSKY</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SsFY6FAknxI/AAAAAAAAApM/CWBDVrVErGc/s1600-h/Kandinsky1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 506px; height: 338px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SsFY6FAknxI/AAAAAAAAApM/CWBDVrVErGc/s400/Kandinsky1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386684384112058130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;cite&gt;Composition VII&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;small&gt;,  Wassily Kandinsky, 1913  &lt;small&gt;&lt;&lt;&lt;/small&gt;  &lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&lt;small style="font-weight: bold; font-family: verdana;"&gt;&lt;small&gt;Scan by &lt;a href="http://www.artchive.com/"&gt;Mark Harden&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;cite&gt;&lt;br /&gt;This work is from Kandinsky's "Blue Rider" period. Read more about &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wassily_Kandinsky"&gt;Wassily Kandinsky&lt;/a&gt; at Wikipedia. &lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;br /&gt;      &lt;small&gt;&lt;small&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;cite&gt;This image is presented for personal non-profit educational use only. &lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&lt;/small&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-8772248021048002098?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/8772248021048002098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=8772248021048002098&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8772248021048002098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8772248021048002098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/09/kandinsky.html' title='KANDINSKY'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SsFY6FAknxI/AAAAAAAAApM/CWBDVrVErGc/s72-c/Kandinsky1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1908342299293012101</id><published>2009-09-10T01:11:00.009-03:00</published><updated>2009-09-14T00:10:41.915-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freud Explica  Responde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>FREUD EXPLICA RESPONDE – O amigo e a onça</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Marcondes Carlos pergunta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Sou estudante de Psicologia e gostaria de saber o que Fred faria nesse caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Você está com um amigo e só os mesmos estão em uma ilha deserta, além de vocês dois existe uma onça. Com isso fizemos um buraco para que a onça pudesse cair só que ao invés da mesma cair, quem caiu foi o meu amigo. O que irei fazer para capturar a onça e salvar meu amigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Gostaria muito de sua opinião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Obrigado desde já.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 0, 51); font-weight: bold;"&gt;Freud explica responde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrija-me se eu estiver errado. Você gostaria de saber o que Fre(u)d(?) explicaria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você misturou vários pronomes, mas quero crer que se trata da hipótese de alguém ter o seu amigo caído num buraco escavado para capturar uma onça. Você se indaga sobre o que você vai fazer para salvar o amigo e capturar a onça, mas não nos dá a menor ideia do que pode ser pensado, nem dos sentimentos que perpassam essa situação. Portanto não sei se cabe uma explicação freudiana, mas vamos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao escrever &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O mal-estar na civilização &lt;/span&gt;(1930), Freud apontou três grandes males que afetam o homem. As forças da natureza e as doenças (que não vamos tratar aqui) e ainda a sua relação com o outro.  Essa terceira foi apontada por ele como a mais terrível força capaz de aniquilar a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os primórdios da civilização o homem  quis ter ou ser o que o outro tem ou é, seja no campo afetivo quanto material. Estabeleceu relações de poder, daí as formações das guerras, das traições e outras manifestações que põem em risco a estabilidade possível entre as pessoas. As relações de amizade sugerem uma posição contrária a esse pressuposto. Daí o direito e a moral religiosa criarem normas para as condutas dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chaim Samuel Katz pensa a amizade como uma possibilidade de diferenciação que se oferece a si e ao outro. Ele se baseia em Freud para explicar como as mais fortes relações familiares existentes, são as que se fazem em torno da autoridade e da função paterna. O grupo familiar estabelece como cada indivíduo conhece seu lugar na estrutura de parentesco. Antes mesmo de nascer, já existem posições e escolhas determinadas, ao menos de filho. Amor e ódio ocupam lugares com figuras e objetos determinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, o que se conhece como família se funda nas relações de aliança, filiação e consanguinidade. Funciona como uma rede. Rede essa que obrigaria os afetos e as suas ligações. Ela não depende do nascimento imediato e fisiológico. Contudo é permanente, organizando-se em torno das relações familiares. Para a psicanálise, os afetos provêem destas relações, que se organizam em torno de um evento não-sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para nós humanos, de família burguesa, humilde ou asilar, não importa, já nascemos também com uma crença em Deus; uma religião; uma profissão, um sexo – que não irá corresponder necessariamente com o biológico; um time para torcer; uma circuncisão e/ou um bar mitzvah; uma primeira comunhão. Em algumas regiões da Índia, as meninas já nascem com marido indicado. Uma escolha ulterior muitas vezes se torna difícil, graças aos reforços como uma foto da criança com a camisa do time do pai, uma foto do batismo com seus padrinhos, ou do bar mitzvah, etc. O pior reforço talvez seja uma reprovação como: “não faça isso que papai-do-céu-castiga”. Obriga a criança a uma crença feita pelo medo. Talvez essa forma de “não-escolha” também influencie na relação de amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão na linguagem e no dito popular, as formas mais diferenciadas de se organizar e sentir. Os apelidos mudam, de acordo com as relações afetivas, de poder e de interesse. Formam-se novas configurações familiares, novas configurações de amizade. Enquanto os irmãos e tias familiares serão sempre os mesmos na estrutura de parentesco, por mais que os abandonemos e recusemos. É preciso considerar novas ordens de famílias, onde um segundo casamento impõe novos manos e tias, por exemplo. Os casamentos entre homossexuais impõem dois pais masculinos ou duas mães femininas, mas também "exigem" uma hierarquia de relações e afetos que tende a se perpetuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode perder de vista que qualquer laço libidinal, por mais distanciado e respeitoso que possa ser, quer possuir e anexar o próximo e anular seu estatuto atual. Contudo, o amigo pretende criar e transformar a si próprio. A amizade precisa suportar diferenças extremas, o inusitado que se apresenta como adversidade. Não espera que só venham formas de um único amor para unir os amigos. As amizades são feitas de um material mais duro, de diferenças e de dissensões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num poema &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt; eu coloquei: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os ingredientes principais são: / pessoas, diferenças, paixão e humor. / Paciência, tolerância, bom senso. / Tempo, carinho e dinheiro entram também.  // O modo de preparar é muito simples. / Só exige atenção e generosidade. / Dispensa preconceito e racismo, / mas deve ser praticada desde a infância. &lt;/span&gt;São, na verdade, apenas alguns dos “ingredientes” necessários para se fazer uma amizade, que eu destacaria aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo a sua questão propõe uma situação na qual os dois amigos estão isolados e em perigo frente à ameaça da onça e, portanto da morte. Numa aliança cavam um buraco a fim de aprisionar a onça. Com a queda do amigo nesse buraco nova configuração se faz necessária. Novos agenciamentos se impõem. Quem está fora do buraco ficou mais vulnerável, pois ficou sozinho. Quem caiu no buraco está em situação ainda pior. Por ser um limite, o buraco impõe privações de toda ordem e pior ainda se a onça também cai ali. O que é de se esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pensar numa solução ideal, o amigo iria procurar retirar o amigo, até porque fortaleceria a sua própria defesa. Mas há também a pulsão de sobrevivência que é instintual e forçará ao que está fora do buraco a criar outra solução que pode não incluir o amigo perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Situações como essa nos acontecem muitas vezes no cotidiano. O buraco surge como metáfora de uma situação de solução, digamos, “impossível”. Ao mudar os planos de ação muitas vezes as amizades são esquecidas ou quebradas para atender a um novo “plano de sobrevivência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saint-Exupéry em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Terre des homme” (Terra dos homens),&lt;/span&gt; inverteu essa questão justo quando se encontrou só e perdido no deserto em Dacar, após um desastre de avião. Ele criou um meio de sobrevivência quando estabeleceu: “tenho que sobreviver, porque sei que meus amigos esperam isso de mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pernambucano Péricles Andrade Maranhão ficou conhecido com o personagem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“o amigo da onça”&lt;/span&gt; criado a partir da anedota em que dois caçadores conversavam sobre um modo de sobreviver diante da ameaça de uma onça. Sempre que um oferecia uma solução, o outro apresentava uma nova ameaça. Finalmente ele diz: - Mas, afinal, você é meu amigo ou amigo da onça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Péricles Maranhão viveu com todas as possibilidades do seu tempo e o que o sucesso lhe ofereceu, além de estar longe da família e numa cidade como o Rio de Janeiro. Logo desenvolveu uma personalidade instável, irritadiça e se tornou um boêmio inveterado. Vivia próximo da embriagues. O seu personagem tornou-se maior do que ele. Então escolheu morrer de forma trágica. Na noite de 31 de dezembro de 1961. Vestido como o seu personagem escreveu dois bilhetes. Fechou todas as portas do seu apartamento, ligou o gás e foi deitar-se no sofá. Num ele reclamava da solidão. E como um último toque de humor, foi colocar o outro na porta, pelo lado de fora, escrito à mão: "Não risquem fósforos".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1908342299293012101?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1908342299293012101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1908342299293012101&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1908342299293012101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1908342299293012101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/09/freud-explica-responde-o-amigo-e-onca.html' title='FREUD EXPLICA RESPONDE – O amigo e a onça'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-822225760359079119</id><published>2009-09-01T10:40:00.009-03:00</published><updated>2009-09-29T13:25:18.826-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>IDENTIDADE PERDIDA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Américo Rodrigues Palhares, aprendeu a dirigir caminhão quando ainda era muito pequeno. Seu tio tinha um caminhão de entregas e vez por outra o levava a passear colocando-o no colo. A paixão pelo volante e principalmente por caminhões vem desta época e influenciou na escolha da sua profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palhares mora numa pacata cidade do interior vive em errância, rodando por todo o país, levando e trazendo mercadorias pequenas ou grandes. Cada viagem dura cerca de um mês, entre ida e volta. Tudo é sempre programado. Toda vez que sai para uma destas viagens, Anunciata de Jesus, sua mulher, lhe prepara um farnel que dá para uns dois dias. Mas acostumado como está com a estrada, não se intimida se dorme, ou se come mal. Não é de beber pinga em serviço, mas gosta mesmo é de tomar uma “rasteirinha” com torresmo e farofa antes do almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É a “abrideira”! É para abrir o apetite - ele sempre fala assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sp0l4UKfjHI/AAAAAAAAApE/pnga6XmleBk/s1600-h/caminha%C3%B5+bau.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sp0l4UKfjHI/AAAAAAAAApE/pnga6XmleBk/s320/caminha%C3%B5+bau.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376495179565862002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma vez, entre o intervalo de uma viagem e outra, ele saiu com os amigos para festejar a vitória do seu time de futebol - É vascaíno doente. Era tanta cerveja e churrasco que a farra foi até tarde da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou em casa notou que perdeu todos os documentos. Não soube explicar depois, como eles foram achados espalhados em lugares diferentes e distantes uns dos outros. Todos os documentos foram recuperados, até mesmo um "santinho" de São Cristóvão que, às vezes ele usava preso no guarda sol do seu caminhão com elástico. Só não achou a sua carteira de identidade. Ele ainda esperou um mês para ver se ela aparecia, como não apareceu, tirou outra. Vaidoso, ele aproveitou um dia de festa da padroeira na igreja, para tirar uma foto colorida para a sua nova carteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante uma pequena viagem, sentindo muito calor, Palhares resolveu parar em um bar de beira de estrada e pediu uma garrafa de água mineral, enquanto era servido, puxou o lenço para enxugar a testa de suor. Percebeu uma carteira de identidade pendurada no vidro do caixa que parecia com a sua perdida.  Perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Moço, posso ver este documento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, aqui está. É sua? - perguntou sem verificar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É sim, eu perdi faz muito tempo num lugar bem longe. Não sei como ela veio parar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alguém entregou. Se for sua, pode levar - respondeu o caixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir deste momento, uma coisa muito estranha invadiu-lhe a alma. Podia-se dizer que ficou muito feliz por ter encontrado a sua carteira, um pouco mais estragada, é verdade, mas era mesmo sua. Agora possuía duas carteiras de identidade. Estava perplexo. Comparou seu retrato nas duas carteiras. Eram bem diferentes. Agora ele tinha uma cara mais séria do que quando era mais jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou em casa, a primeira coisa que fez foi mostrar para Anunciata o seu achado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos guardar esta carteira nova, já que não vou mais precisar dela - colocou-a numa gaveta da cômoda do seu quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, quem sabe você ainda vai precisar dela um dia? - acrescentou Anunciata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E o pior é que agora eu sou dois”, pensou Palhares sem ter coragem de dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua vida transcorria normalmente, até que um dia, fez uma vigem junto com outros companheiros em comboio e já passava uma semana, quando de repente, ele parou o seu caminhão no meio da estrada. Seus companheiros de viagem, preocupados com aquela parada brusca e sem motivo, correram em seu socorro. Encontraram-no parado com o olhar fixo, perdido em um ponto distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu, homem? Responda! - insistiam os colegas, sem obter qualquer resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preocupados, levaram-no a um hospital na cidade mais próxima. Os médicos que o examinaram não encontraram nada que justificasse aquele silêncio em que Palhares se encontrava imerso, sem responder a qualquer pergunta nem sequer dizer o seu próprio nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi levado de volta para sua casa e lá continuou mudo; não falou com Anunciata nem com seus três filhos, ainda pequenos. Os médicos e os amigos ficaram atônitos, sem entender o que estava lhe acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocado em sua cama, dormiu profundamente. No dia seguinte quando acordou, viu o seu rosto projetado no espelho que ficava estrategicamente posto em frente à sua cama, deu um grito alucinante, pondo-se de pé imediatamente parando-se diante da cômoda. Olhou para a gaveta da cômoda e rapidamente saiu do quarto. Durante um bom tempo não voltou lá nem saiu de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daquele dia, Palhares passou a dormir na sala e quando precisava de alguma coisa que estivesse no quarto, pedia, com gestos, para alguém ir lá buscar. Para ele, havia “um outro” ali. Mandou até tirar o espelho do banheiro e passava o dia inteiro perambulando pela casa, em silêncio. Abria os armários e gavetas como se estivesse procurando alguma coisa. Anunciata ficava irritada com ele, pois não estava acostumada com a sua presença em casa por muito tempo, nem com aquela situação. Ainda por cima, ele desarrumava tudo na casa. Vivia sempre com a mesma roupa, barba por fazer e aquele olhar perdido. Mal comia e não tomava banho. Todos já estavam à beira de um ataque dos nervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, na hora de dormir, quando via sua mulher ir para o quarto, ele era tentado a imaginar que ela iria dormir com outro homem. Vez por outra ele balbuciava algumas palavras desconexas. Vivia na janela olhando um ponto perdido no espaço. Um gesto mais brusco ou agressivo que ele tivesse, parecia que o tiraria daquele estado. Nada acontecia. Não chegava perto da janela ao anoitecer. Desviava o olhar de qualquer superfície que pudesse refletir a sua imagem ou mesmo uma sombra. Não falava com ninguém, nem com os familiares, nem com os médicos que o atendiam em sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os dias, pela manhã, quando sua mulher saía do quarto, ele já estava lá, plantado à soleira da porta. O seu olhar era de dar medo. Seguia-a durante todo tempo e sempre em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta situação insuportável já durava pouco mais de um ano que viviam da ajuda dos seus colegas. Anunciata desconfiava que ele tivesse ficado assim porque encontrou a carteira de identidade. Possuía agora duas carteiras. Ela não conseguia falar sobre isso com ninguém, ou porque ele a impedia com um “psssiiitt”, ou porque ela mesma não tinha muita convicção dessa idéia, aquilo era muito estranho para ela também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente, porém, ele já se asseava mais. Tomava banho, mas não fazia a barba e saía para pequenos passeios perto de casa. Sempre que cruzava com alguém que lhe dirigisse a palavra ou o olhar, tirava a sua velha carteira de identidade do bolso e mostrava, como um árbitro de futebol exibindo um cartão de advertência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um belo dia, ele passeava acompanhado da esposa quando, sem se dar conta, foi em direção a uma vitrine vendo a imagem de alguém que lhe era muito familiar se aproximando dele. Quando ele já estava bem perto da vitrine, olhou fixamente aqueles olhos que também o olhava. Ficou ali por alguns instantes, parado, com olhar perdido para aquela figura, quando, de repente, deu um passo para trás e com um grito de horror caiu desmaiado ali mesmo na rua, sendo acudido por sua mulher. Foi levado para casa e logo chamaram o médico que o atendeu no primeiro episódio. Este acalmou os familiares, pois não havia necessidade de ser internado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciata deu-lhe um banho, fez a sua barba e colocou-o na sua cama onde logo adormeceu. Pondo-se à sua cabeceira rezou o terço até a noitinha. Sem saber porque, pegou as duas carteiras de identidade. Alguma coisa esquisita lhe dizia que ela deveria destruir uma delas. Olhava as carteiras e se perguntava: “qual?”. A mais nova talvez, pensava. Não, essa não, afinal de contas ele não a vê desde que a colocou na gaveta. A velha talvez seja melhor, já está toda quebrada mesmo. Sem perceber já estava com a tesoura na mão picotando essa carteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi tomada por um susto enorme diante daquela atitude e entrou em pânico. “E agora, o que é que eu vou fazer com estes pedacinhos?”. Pensou: "se jogar fora, talvez seja pior, ele não iria (irá) saber o que aconteceu com ela", achou melhor guardar na gaveta junto com a outra. Foi o que ela fez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite transcorreu sem novidades. No dia seguinte, bem cedo, Anunciata já havia se levantado quando viu Palhares abrindo os olhos. Sua aparência era de calma e serenidade, já não tinha mais aquele olhar desconfiado e assustador de antes. Vendo a sua imagem no espelho a frente da cama, sem dizer nada, levantou-se indo até a gaveta da cômoda, abriu-a e deparou-se com as duas carteiras juntas, uma inteira e a outra picotada, pegando-as sem entender o que havia acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou o retrato da carteira nova. Olhou-se de novo no espelho, deixou os pedaços picotados na gaveta. Calmamente foi ao armário, pegou uma mala, arrumou nela um punhado de roupas, sob o olhar assustado de Anunciata, que apenas observava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou a sua carteira de identidade, colocou junto com os outros documentos no bolso, dizendo:&lt;br /&gt;- Acabou. Agora tudo vai ficar bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo dia, ele convenceu a mulher a preparar um lanche e saíram juntos com os filhos, num passeio de caminhão. No meio da viagem pegou o filho mais velho e levou-o ao colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Está na hora de você começar a aprender a dirigir, um dia você terá que fazer isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, deixou a mulher e os filhos em casa. Sem dizer uma só palavra saiu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-822225760359079119?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/822225760359079119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=822225760359079119&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/822225760359079119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/822225760359079119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/09/identidade-perdida.html' title='IDENTIDADE PERDIDA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sp0l4UKfjHI/AAAAAAAAApE/pnga6XmleBk/s72-c/caminha%C3%B5+bau.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-3656560429719225504</id><published>2009-08-15T23:54:00.002-03:00</published><updated>2009-08-15T23:59:28.438-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='You tube'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Video'/><title type='text'>JOÃO GUIMARÃES ROSA</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yEswKRmGZ74&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/yEswKRmGZ74&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-3656560429719225504?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/3656560429719225504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=3656560429719225504&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3656560429719225504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/3656560429719225504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/08/joao-guimaraes-rosa_15.html' title='JOÃO GUIMARÃES ROSA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1298992963177716761</id><published>2009-08-10T00:30:00.001-03:00</published><updated>2009-08-10T00:34:29.276-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aforismos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frase'/><title type='text'>JOÃO GUIMARÃES ROSA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sn-VCTtcrGI/AAAAAAAAAo8/QWSpXoGdFpc/s1600-h/guimaraesrosa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 186px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sn-VCTtcrGI/AAAAAAAAAo8/QWSpXoGdFpc/s400/guimaraesrosa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368173147732094050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;"Quando escrevo, repito o que já vivi antes. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;             E para estas duas vidas, um léxico só não é suficiente. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;             Em outras palavras, gostaria de ser um crocodilo &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;             vivendo no rio São Francisco. Gostaria de ser &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;             um crocodilo porque amo os grandes rios, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;             pois são profundos como a alma de um homem. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;             Na superfície são muito vivazes e claros, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;             mas nas profundezas são tranqüilos e escuros &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;             como o sofrimento dos homens."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1298992963177716761?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1298992963177716761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1298992963177716761&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1298992963177716761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1298992963177716761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/08/joao-guimaraes-rosa.html' title='JOÃO GUIMARÃES ROSA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sn-VCTtcrGI/AAAAAAAAAo8/QWSpXoGdFpc/s72-c/guimaraesrosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-6793546095169909995</id><published>2009-08-02T01:40:00.005-03:00</published><updated>2009-08-02T01:46:51.409-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homosexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ato de cidadania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicologia'/><title type='text'>CONSELHO PUNE PSICÓLOGA QUE OFERECIA TERAPIA PARA CURAR GAYS E LÉSBICAS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SnUZiY4W7UI/AAAAAAAAAo0/ZrJfgZt_JMA/s1600-h/psi+evangelica+rozangela.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 365px; height: 274px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SnUZiY4W7UI/AAAAAAAAAo0/ZrJfgZt_JMA/s400/psi+evangelica+rozangela.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5365222609666895170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com a entidade, homossexualidade não constitui doença, distúrbio ou perversão&lt;br /&gt;O Conselho Federal de Psicologia (CFP) decidiu nesta sexta-feira aplicar uma censura pública à psicóloga carioca Rosângela Alves Justino, que oferecia terapia para curar o homossexualidade masculina e feminina. Ela infringiu resolução do CFP, de 22 de março de 1999, na qual a entidade afirma que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A punição aplicada pelo CFP a Rosângela foi menor do que poderia ter sido. A psicóloga estava sujeita à suspensão do exercício profissional por 30 dias ou, até mesmo, à cassação do registro. Entretanto, os conselheiros decidiram, por unanimidade, que a censura pública era a medida mais adequada no caso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-6793546095169909995?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/6793546095169909995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=6793546095169909995&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6793546095169909995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6793546095169909995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/08/conselho-pune-psicologa-que-oferecia.html' title='CONSELHO PUNE PSICÓLOGA QUE OFERECIA TERAPIA PARA CURAR GAYS E LÉSBICAS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SnUZiY4W7UI/AAAAAAAAAo0/ZrJfgZt_JMA/s72-c/psi+evangelica+rozangela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1082115192004168439</id><published>2009-07-26T00:58:00.017-03:00</published><updated>2009-07-26T10:49:08.052-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>BAR SIMPATIA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele era moreno, alto, magro, elegantemente vestido com calça preta, camisa branca, uma discreta gravata escura por dentro do colete, com um alfinete de madrepérola. Nos punhos as abotoaduras faziam-se notar. O Tweed era um cinza escuro para combinar com a calça e os sapatos de cromo alemão pretos regiamente engraxados. Tudo apropriado para a estação de inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu aspecto plácido e paciente demonstrava-se pelo modo como se assentava enquanto degustava o seu conhaque e pitava um cachimbo Savinelli, ligeiramente recurvado e com fumo Bourkun Riff. Reconheci o aroma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora estivesse vestido como mandava o figurino da época, não poderia passar despercebido de quem o observasse. Muito pelos seus modos e gestos elegantes sentado na cadeira de palha do Bar Simpatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SmvYDMNvrmI/AAAAAAAAAos/gMPNms4rWLA/s1600-h/bar+simpatia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 432px; height: 334px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SmvYDMNvrmI/AAAAAAAAAos/gMPNms4rWLA/s400/bar+simpatia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5362617330644790882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Bar Simpatia na Av. Rio Branco - Foto  Diarios Associados - início da década de 60&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;No momento em que eu o observava, não pude deixar de desviar o meu olhar para a direção em que ele olhava ao perceber o seu sorriso de alegria. De fato aproximava-se uma bela moça, também elegantemente vestida, num vestido leve e discreto, cabelos preparados para a ocasião e uma carteira marrom escuro combinando com os sapatos de salto fino que brilhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou-se, beijou-a na boca e puxou uma cadeira para ela sentar-se, como um cavaleiro que não se vê mais hoje em dia. Chamou o garçom e fez algum pedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei pensando por quantas vezes eu passei por essa cena e voltei-me ao Jerez que bebericava. Balançava levemente a taça em círculos, alternando os goles e olhando para lugar nenhum. Quando percebi que se levantaram e dirigiram-se á beira da calçada aonde um táxi, recém chegado, os aguardava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade a cena que eu vi era a de um casal jovem que se encontrou num bar da orla de Copacabana, onde eu estava só e bebericando o Jerez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não esperava ninguém e estava ali matando o tempo, como eu sempre gostei de fazer, vez por outra, nas tardes de inverno, desde a juventude. Uma certa tristeza me abateu acompanhada de uma saudade que eu não conseguia identificar de quê. Eu não sabia se era de alguma namorada perdida no tempo, da juventude ou do glamour do Rio nos anos sessenta. Talvez fosse a soma de tudo isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o Simpatia! Quem passa pela calçada hoje e vê o magazine ali, não pode imaginar aquele bar elegante. Seus sanduíches feitos no pão de forma, com massa fina e aparado nas bordas, o suco de coco espumante feito na hora e um dos melhores chopes tirados da cidade. As pessoas flanando pela calçada em pedras portuguesas sem a pressa que se vê nos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu com o mundo nesse tempo? Mais de quarenta e tantos anos  de acontecimentos. Quantas experiências vivemos. Amigos, parentes, colegas de trabalho, conhecidos da vida transeunte. A perda de alguns, próximos ou não.Trabalho, passeios, viagens, veículos, teatros, cinemas e livros lidos. E perceber que tudo isso poderia ter acontecido de muitas outras formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se viver cada momento e cada experiência ficam gravados em nossa lembrança, recordar é a possibilidade de experienciar a nossa memória, como Marcel Proust, o demonstrou em ”&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em busca do tempo perdido” &lt;/span&gt;e que nos faz sensível às recordações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas fico com frase lapidar: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“navegar é preciso, viver não é preciso”&lt;/span&gt;. Não importa se a autoria é de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fernando Pessoa &lt;/span&gt;ou de&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Pompeu&lt;/span&gt;*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;*Recentemente, descobri outra autoria para a frase, que me parece mais legítima. A frase  de Pompeu,  general romano: "Navigare necesse; vivere non est necesse" no original em latim (106-48 aC.). Foi dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra. (cf. Plutarco, in Vida de Pompeu).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1082115192004168439?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1082115192004168439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1082115192004168439&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1082115192004168439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1082115192004168439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/07/bar-simpatia.html' title='BAR SIMPATIA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SmvYDMNvrmI/AAAAAAAAAos/gMPNms4rWLA/s72-c/bar+simpatia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-4411527795293248174</id><published>2009-07-19T01:53:00.018-03:00</published><updated>2009-07-19T20:30:43.195-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homosexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='You tube'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Racismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>CONCESSÃO OU CASSAÇÃO? - A  "cura" da homossexualidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 2004 a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro se dignou a votar um projeto de lei, do deputado &lt;a href="http://alerjln1.alerj.rj.gov.br/contlei.nsf/edinofonsecaint?openform&amp;amp;expandview"&gt;Edino Fonseca&lt;/a&gt;, que criava o programa de auxílio às pessoas que voluntariamente optarem pela mudança (sic) de sua orientação sexual da homossexualidade para a heterossexualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para implementar o programa, "o poder público estabeleceria convênios com organizações governamentais, não governamentais, Associações Civis, religiosas, profissionais liberais e autônomos". Ou seja, é o dinheiro público financiando os que se propõem a converter homossexuais em heterossexuais. A Comissão de Constituição e Justiça deu parecer favorável alegando que a proposição é de relevante cunho social e não esbarra em preceitos constitucionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1410200422.htm"&gt;Contardo Calligaris&lt;/a&gt;, em sua coluna no Caderno Ilustrada do Jornal Folha de S. Paulo  pileriou o fato declarando: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Muito bem, vou fundar o Instituto Michael Jackson para a transformação de negros em brancos (claro, só os negros que quiserem). A idéia é de relevante cunho social e benéfica, visto que, de fato, em nossa sociedade, é melhor ser branco. Uma vez esbranquiçados, os negros ganharão mais e competirão com os brancos em pé de igualdade. OK?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegação do projeto de lei era a de que: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Homem e mulher foram criados e nasceram com sexos opostos para se completarem e procriarem. O homossexualismo, apesar de aceito pela sociedade, é uma distorção da natureza do ser humano normal".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Freud escreveu&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade” &lt;/span&gt;em 1905 deixou claro que a escolha de um homem por uma mulher ou uma mulher por um homem, não implica, por si só, numa normalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum encontrar na clínica pessoas que buscam a terapia por fatores alheios a homossexualidade ou porque tem dificuldade de assumir a sua homossexualidade devido as questões sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que a escolha de objeto masculino ou feminino pode ser transitória e haver alternância ao longo da vida afetiva. Se um individuo teve em sua infância alguma relação homossexual, isso não será determinante para uma escolha homossexual, porém pode determinar uma perturbação na sua escolha futura, com prejuízos afetivos ou até mesmo intelectuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o assunto é polêmico, isso não resta dúvidas. A música italiana &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Qh2nXrStlBE&amp;amp;feature=PlayList&amp;amp;p=74E8143F3A1B1B3E&amp;amp;playnext=1&amp;amp;playnext_from=PL&amp;amp;index=27"&gt;Luca era gay&lt;/a&gt;, ficou em segundo lugar no Festival Sanremo 2009, o festival da música italiana. A mídia botou lenha na fogueira dizendo que a música fala da cura do homossexualismo. Mas não é bem assim. O movimento gay ficou revoltado, pois acha que a música é uma afronta aos gays. Muitos religiosos estão satisfeitos, pois consideram homossexualidade pecado. Graças a polêmica, a música já é um grande sucesso pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música, rap, conta a história de Luca di Tolve, que disse ter deixado de ser gay graças ao livro do psicólogo Joseph Nicolosi. A história de Luca di Tolve deve ser vista com muito respeito. Pois Luca di Tolve conta que ele se contaminou com HIV quando era gay. Quando ele deixou de ser gay ele se casou e começou a sonhar em ter um filho, mesmo sendo soropositivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O psicólogo terapeuta Joseph Nicolosi escreveu um livro para ajudar as pessoas do sexo masculino que não querem se assumir como gays. Na verdade, o livro busca curar pessoas que estão incomodadas por serem homossexuais. Ele diferenciou a palavra gay da palavra homossexual. Para ele, gay é um movimento político. Ele chama de homossexuais não gays aqueles que não querem levar a vida como gays. Ou seja, aqueles que não querem seguir as idéias do movimento político gay, que diz que se deve assumir ser gay sempre. O movimento gay prega o orgulho gay.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música que conta a história de Luca di Tolve inicia assim: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Luca era gay, mas agora está com ela /Luca fala com o coração na mão Luca diz: "Sou um outro homem".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sou um outro homem" já indica uma mudança de escolha. Opção que não se confunde com o gênero e continua na primeira estrofe: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Luca diz: "Antes de contar a minha mudança sexual /Gostaria de esclarecer que creio em Deus e não me reconheço no pensamento do homem que se divide sobre este argumento /Não fui a psicólogos, psiquiatras, padres ou cientistas /Fui lá no meu passado, escavei e entendi tanta coisa sobre mim /Minha mãe me queria tão bem que este bem se transformou em obsessão /Cheia das suas convicções, eu não respirava por causa da sua atenção /Meu pai não tomava decisões e eu não era mais capaz de falar /Estava fora o dia todo para trabalhar e eu tinha a impressão de que aquilo não era verdadeiro /Mamãe pediu a separação quando eu tinha 12 anos /Eu não entendia bem /Meu pai disse que era a decisão certa, mas pouco tempo depois começou a beber /Mamãe falava mal de papai, me dizia para não me casar jamais por piedade /Das minhas amigas, tinha um ciúme doentio. Minha identidade era sempre muito confusa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coro trás uma informação importante sobre a transformação: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Luca era gay, mas agora está com ela /Luca fala com o coração na mão /Luca diz: "Sou um outro homem" /Luca era gay, mas agora está com ela /Luca fala com o coração na mão /Luca diz: "Sou um outro homem". &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Uma transformação que é reafirmada na condição de um entendimento sobre a sua infância. Volta que deu ao seu passado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda estrofe: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu estudava Freud, não pensava igual /Depois chegou a maturidade. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Numa afirmativa ele se contradiz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Não fui a psicólogos, psiquiatras, padres ou cientistas /Fui lá no meu passado, escavei e entendi tanta coisa sobre mim,&lt;/span&gt;". Isso deixa claro que, não só estudou Freud, como usou o seu método para descobrir o seu próprio mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui mesmo nesse blog eu publiquei o artigo de &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1407200913.htm"&gt;Vinicius Queiroz Galvão    &lt;/a&gt;(para assinantes da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Folha &lt;/span&gt;ou&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; UOL&lt;/span&gt;) &lt;a href="http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/07/psicologa-diz-curar-gay-e-vai.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PSICOLOGA DIZ "CURAR" GAY E VAI A JULGAMENTO NO CONSELHO&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" defunhidewhenused="true" defsemihidden="true" defqformat="false" defpriority="99" latentstylecount="267"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="0" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Normal"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="9" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="heading 1"&gt; 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Contudo, acredito que numa sociedade democrática os assuntos polêmicos devem ser sempre debatidos abertamente para a formação de um consenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência religiosa é sempre perniciosa quando se trata de assuntos científicos, porque carece de experimentação e se baseia em pressupostos falsos ou preconceituosos. Portanto repetir aqui o que os cientistas dizem, a respeito do assunto, é chover no molhado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-4411527795293248174?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/4411527795293248174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=4411527795293248174&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/4411527795293248174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/4411527795293248174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/07/concessao-ou-cassacao-cura-da.html' title='CONCESSÃO OU CASSAÇÃO? - A  &quot;cura&quot; da homossexualidade'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-619838805068845740</id><published>2009-07-17T16:10:00.003-03:00</published><updated>2009-07-19T02:16:41.327-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homosexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Denuncia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>PSICOLOGA DIZ "CURAR" GAY E VAI A JULGAMENTO EM CONSELHO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Psicóloga que diz "curar" gay vai a julgamento em conselho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conselho Federal de Psicologia decide no dia 31 se cassa licença de Rozângela Alves Justino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolução veta tratar questão como doença e recrimina indicação de tratamento; se o registro for perdido, será a 1ª condenação do tipo no país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENVIADO ESPECIAL AO RIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Conselho Federal de Psicologia julga, no fim deste mês, a cassação do registro profissional de Rozângela Alves Justino por oferecer terapia para que gays e lésbicas deixem a homossexualidade. Se perder a licença, será a primeira condenação desse tipo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolução do próprio conselho proíbe há dez anos os psicólogos de lidarem a homossexualidade como doença e recrimina a indicação de qualquer tipo de "tratamento" ou "cura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rozângela, que afirma ter "atendido e curado centenas" de pacientes gays em 21 anos, diz ver a homossexualidade como "doença" e que algumas pessoas têm atração pelo mesmo sexo "porque foram abusadas na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa consulta em que a reportagem, incógnita, se passava por paciente, Rozângela, que se diz evangélica, recomenda orientação religiosa na igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tenho minha experiência religiosa que eu não nego. Tudo que faço fora do consultório é permeado pelo religioso. Sinto-me direcionada por Deus para ajudar as pessoas que estão homossexuais", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cassação de Rozângela, que atende no centro do Rio, foi pedida por associações gays e endossado por 71 psicólogos de diferentes conselhos regionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Rozângela, que já foi condenada a censura pública no conselho regional do Rio no final de 2007, "o movimento pró-homossexualismo tem feito alianças com conselhos de psicologia e quer implantar a ditadura gay no país".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É por isso que o conselho de psicologia, numa aliança, porque tem muito ativista gay dentro do conselho de psicologia, criou uma resolução para perseguir profissionais", afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Rio, Rozângela participa do Movimento Pela Sexualidade Sadia, conhecido como Moses, ligado a igrejas evangélicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A almoxarife Cláudia Machado, 34, diz que recebeu de Rozângela a apostila "Saindo da homossexualidade para a heterossexualidade", que prega meios para a mudança de orientação sexual. "Hoje vivo a minha homossexualidade tranquila, essa história de cura não existe, o que houve foi um condicionamento. Reprimi meus desejos. Não sentia prazer", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a pedagoga Fernanda, que pede para não ter o sobrenome divulgado, diz ter sido lésbica por dez anos e que, depois da terapia que faz com Rozângela há quatro anos, passou a ter relações heterossexuais. "Realmente há possibilidade de sair da homossexualidade. É um processo longo. De lá para cá busco a feminilidade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A ciência já mostrou que não existe tratamento para fazer com que alguém deixe de ter desejo homossexual nem heterossexual. Quando se promete algo assim, é enganoso", diz o terapeuta sexual Ronaldo Pamplona, da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ele, a Sociedade Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade do diagnóstico de doenças em 1974, seguida, uma década depois, pela Organização Mundial da Saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se absolvê-la, o Conselho Federal de Psicologia vai referendar a tese de que é possível "curar" gays", diz Toni Reis, presidente da ABGLT, a associação brasileira de homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso traz prejuízo aos gays e contribui para fortalecer o estigma", afirma Cláudio Nascimento, superintendente da Secretaria de Direitos Humanos do Rio e do grupo Arco-Íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vejo [o pedido de cassação] como uma injustiça", diz Rozângela, que, se cassada, pensa em recorrer à Justiça comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado, cem entidades gays de todo o país vão levar um manifesto e manifestantes no dia do julgamento de cassação de registro de Rozângela, no próximo dia 31, em Brasília. Do outro, ela diz que vai reunir alguns ex-gays e psicólogos amordaçados para protestar contra a censura que diz sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Folha de S. Paulo&lt;/span&gt; de 14/07/2009&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-619838805068845740?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/619838805068845740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=619838805068845740&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/619838805068845740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/619838805068845740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/07/psicologa-diz-curar-gay-e-vai.html' title='PSICOLOGA DIZ &quot;CURAR&quot; GAY E VAI A JULGAMENTO EM CONSELHO'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-8356246374271503976</id><published>2009-06-27T20:33:00.001-03:00</published><updated>2009-06-27T21:20:05.915-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>SER POEMA</title><content type='html'>&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;escrevo pelo prazer de romper com as palavras&lt;br /&gt;prazer de gritar fonemas, silabas,&lt;br /&gt;ideogramas, código Morse, talvez.&lt;br /&gt;gritos feito o ferro em brasa que marca na pele.&lt;br /&gt;tinge como tatuagem no livro de cabeceira&lt;br /&gt;o primeiro escrito na pele. marca indelével.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olho pelo espelho e vejo símbolos,&lt;br /&gt;palavras, rabiscos, meus ódios,&lt;br /&gt;meus amores, meus vícios.&lt;br /&gt;imerso em águas termais por sete dias&lt;br /&gt;levedura, sete ervas, água-de-cheiro.&lt;br /&gt;não saem de  mim as malditas marcas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ganho mais escritos, mais palavras e símbolos.&lt;br /&gt;palavras-simbolos guardam dizeres.&lt;br /&gt;o corpo nunca mais será a alvura singela.&lt;br /&gt;e já não era antes.&lt;br /&gt;era poema-papai,&lt;br /&gt;poema-mamãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;os dedos escrevem, os pelos também.&lt;br /&gt;as unhas, os dentes, os olhos.&lt;br /&gt;tudo escreve. tudo se inscreve,&lt;br /&gt;em mim.&lt;br /&gt;eu-poema escrevo pelo puro prazer.&lt;br /&gt;da dor de ser p-o-e-m-a!&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-8356246374271503976?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/8356246374271503976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=8356246374271503976&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8356246374271503976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/8356246374271503976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/06/ser-poema.html' title='SER POEMA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1779172600249398136</id><published>2009-06-26T10:47:00.010-03:00</published><updated>2009-06-26T23:50:16.819-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Por e-mail'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apresentação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Repasse'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='IPTU'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lacan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>LEI, ESTADO E DESEJO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando se trata de aplicar a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lei&lt;/span&gt; a psicanálise não pode se excluir do cenário  político.  Por isso trago um pouco do seria essa questão no ponto de vista de &lt;a href="http://www2.uol.com.br/percurso/main/pcs03/ChnaidermanLei.htm"&gt;Miriam Chnaiderman&lt;/a&gt; num texto de mesmo nome. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A herança teórica e política deixada por Lacan vem se prestando a usos que questionam a idéia, levantada por ele, de que a psicanálise é fundamentalmente ética.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; “Num encontro da Causa Freudiana, em Buenos Aires, Jacques Alain Miller, genro de Lacan, pede que a polícia invada uma livraria onde eram vendidas edições "piratas" dos seminários de Lacan. Segundo sua própria justificativa, quer ser fiel a um desejo de Lacan que lhe encarregou de cuidar da edição de todos seus textos. Na França, vários processos estão correndo devido à utilização de textos de Lacan ainda não publicados oficialmente.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Qual esperança faz com que Eduardo Mascarenhas e o saudoso Helio Pellegrino, após terem sido expulsos da Sociedade Psicanalítica do Rio de Janeiro devido às denúncias que fizeram no caso Amílcar Lobo (analista que colaborou na tortura nos anos da repressão), lutassem – até conseguirem – pela sua reintegração na instituição que denunciavam? “&lt;/span&gt; Continue lendo no link acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes aspectos levantados têm por finalidade demonstrar o quanto uma denúncia tem importância dentro da psicanálise enquanto instituição. E como é necessária uma ação em conjunto para o estabelecimento da Lei, do Estado e do desejo. O cidadão carioca também pertence a uma instituição que é a cidade onde ele é um munícipe e elege pelo voto o seu dirigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A denúncia que se faz necessária refere-se ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)&lt;/span&gt; que esta sendo usado como um cruel e desumano instrumento do efeito confisco do patrimônio dos contribuintes, violando dispositivo expresso em nossa Constituição. O  livro &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"IPTU Imposto para trambiques urbanos?"&lt;/span&gt; é de autoria do Professor Jorge Brenand que se diz um “jovem” com mais de oitenta anos de idade, nordestino de nascimento e carioca por adoção do modo de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repasso o texto &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;“Os trambiques do IPTU na cidade maravilhosa”&lt;/span&gt; de João S. Magalhães, publicado no seu blog e que é aqui replicado, atendendo a sua própria solicitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.reporternet.jor.br/os-trambiques-do-iptu-na-cidade-maravilhosa/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Os trambiques do IPTU na Cidade Maravilhosa&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Posted by João S. Magalhães&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23 de junho de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o dinheiro público já vem com o toque de Midas. Quem o manipula, geralmente vira milionário em pouco tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, os escândalos se sucedem. Abrem-se CPIs suspeitas, a imprensa (quando lhe interessa) divulga, mas, como já está comprovado, tudo termina em pizza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vem à tona mais uma denúncia de peso: no Rio de Janeiro, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) é usado como cruel instrumento do efeito-confisco do patrimônio dos contribuintes, violando dispositivo expresso em nossa Carta Magna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmação leviana? Acredito que não. Acabei de ler o livreto IPTU – Imposto Para Trambiques Urbanos? assinado pelo renomado jornalista e professor de Economia Jorge Brennand, sob a coordenação do Movimento Rio Cidade Legal (MRCL) e patrocinado pela nossa dinâmica Maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio de simples relações aritméticas, que qualquer mortal pode efetuar, Brennand demonstra que há mais de 1 milhão de ações executivas fiscais indevidas contra cidadãos comuns, o que gera um problema social assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brennand aponta ainda a existência de uma suposta classe de privilegiados que pouco ou nada pagavam do tributo, a exemplo de funcionários públicos e políticos locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O IPTU no Rio corrói a sociedade e aniquila a cidadania”, dizem os coordenadores do Movimento Rio Cidade Legal, na apresentação do trabalho de Brennand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está marcada para a próxima terça-feira (30/06/2009) – o horário não foi confirmado ainda – o lançamento oficial do livro de Brennand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O local não poderia ser mais apropriado: na Avenida Rio Branco, em frente à Câmara Municipal. A propósito, cada um dos vereadores receberá um exemplar para – talvez, contudo, todavia ou jamais – tomar providências sobre a matéria em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, a publicação não tem preço de capa. Qem estiver interessado em adquiri-la, pode enviar uma mensagem para o e-mail do professor Brennand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;peço aos amigos da blogosfera que repiquem esse post em seus blogs. Será mais uma forma de pressão contra os desmandos das administrações públicas tupiniquins.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1779172600249398136?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1779172600249398136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1779172600249398136&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1779172600249398136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1779172600249398136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/06/lei-estado-e-desejo.html' title='LEI, ESTADO E DESEJO'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-6730552109136388059</id><published>2009-06-15T22:26:00.005-03:00</published><updated>2009-06-16T18:51:02.446-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Divulgação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Anúncio'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sjb5e-BWnbI/AAAAAAAAAmw/m8MP-jXnLiY/s1600-h/Livro+Daniel+K.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 484px; height: 921px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sjb5e-BWnbI/AAAAAAAAAmw/m8MP-jXnLiY/s400/Livro+Daniel+K.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347735917989109170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-6730552109136388059?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6730552109136388059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6730552109136388059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/06/blog-post.html' title=''/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sjb5e-BWnbI/AAAAAAAAAmw/m8MP-jXnLiY/s72-c/Livro+Daniel+K.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-5649387594243462655</id><published>2009-05-30T10:15:00.000-03:00</published><updated>2009-05-30T10:17:54.050-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frase'/><title type='text'>FRASE</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O esquizofrênico constrói castelos nas nuvens. O psicótico vive neles. E o psicanalista recebe os aluguéis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jérôme Laurence&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-5649387594243462655?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/5649387594243462655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=5649387594243462655&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5649387594243462655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5649387594243462655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/05/frase.html' title='FRASE'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7328122170421542265</id><published>2009-05-28T20:17:00.002-03:00</published><updated>2009-05-28T20:28:12.694-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irvin D. Yalom'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freud Explica  Responde'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>FREUD EXPLICA RESPONDE - IRVIN D. YALOM</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 153); font-weight: bold;"&gt;Carlos José Machado Santos pergunta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ola,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu vi um comentário seu sobre Yalom em site e estou precisando de algumas coisas sobre a vida dele que não encontro em lugar algum!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As influencias filosóficas e psicológicas as quais ele utilizou, alem da psicanálise claro!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se puder me ajudar ficarei muito grato!!! abraços Carlos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Freud explica responde&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.yalom.com/"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.yalom.com/"&gt;Irvin D. Yalom&lt;/a&gt; nasceu em Washington, DC, Estados Unidos, 13 de Junho de 1931. Ele é um escritor americano. Filho de imigrantes russos. Formou-se em psiquiatria na Universidade de Stanford e está cerca de 47 anos em Stanford e é ateu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornou-se conhecido quando sua obra Love's Executioner and Others Tales of Psychotherapy, publicada em 1989, alcançou a lista de livros mais vendidos nos Estados Unidos. Na mesma linha, seguiu-se Momma and the Meaning of Life (1999). Seu primeiro romance foi Quando Nietzsche Chorou (1992). Lançou também A Cura de Schopenhauer, Mentiras no divã e Os desafios da terapia.[1]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Quando Nieztche chorou, Irvin Yalon romantiza a vida de Friedrich Nietzsche e Josef Breuer. Apesar dos personagens principais da trama nunca terem se conhecido (o próprio autor afirma em suas observações no final do livro), o romance é parcialmente baseado em fatos reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mesmo blog, há um comentário meu sobre &lt;a href="http://freudexplicablog.blogspot.com/2008/04/cura-de-schopenhauer-de-irvin-d-yalom-o.html"&gt;Yalom&lt;/a&gt; e ao clicar no nome acima há um link para a sua página na internet&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7328122170421542265?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7328122170421542265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7328122170421542265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7328122170421542265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7328122170421542265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/05/freud-explica-responde-irvin-d-yalom.html' title='FREUD EXPLICA RESPONDE - IRVIN D. YALOM'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-4559060269446998629</id><published>2009-05-25T16:51:00.018-03:00</published><updated>2011-04-16T10:30:52.494-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Blog do Nonlat'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>DE QUEM É A TERRA?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Shr43TLpflI/AAAAAAAAAmg/v1R5wJnpA6g/s1600-h/Leonardo+Boff.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Basta que contemples de olhos abertos a viva natureza, encontrarás assunto para todo o sempre e aprenderás a ser modesto."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Karl von Frisch&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Shr43TLpflI/AAAAAAAAAmg/v1R5wJnpA6g/s1600-h/Leonardo+Boff.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 228px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Shr43TLpflI/AAAAAAAAAmg/v1R5wJnpA6g/s320/Leonardo+Boff.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339853937126768210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sob o titulo “A quem pertence a Terra”, Leonardo Boff escreve hoje no blog do&lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/05/25/a-quem-pertence-terra-189330.asp"&gt; Noblat &lt;/a&gt; o texto que, confesso, eu gostaria de te-lo escrito. Por que?  Porque ele fala exatamente o que eu penso sobre a colocação e função do homem na Terra.&lt;br /&gt;Ele diz: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apelamos até à palavra das Escrituras que nos dizem: ”entrego-vos tudo... propagai-vos pela Terra e dominai-a”(Gn 9,3.7)&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Eu acredito que ele fala de um domínio onde o homem poderia desenvolver-se respeitando tudo o que já existe e o que ele poderia vir a conhecer. Contudo o homem armou-se, principalmente, de sua arrogância para a dominação e não da modestia que o cientista da epígrafe propõe. É que o homem deseja o que ele não tem e principalmente o objeto que ele não possui ou não é, mas que ele acha que o outro possui e é. Não importa quem seja o outro. Pode ser humano ou não. Isso explicaria as guerras ou a exterminação de seres diversos por conta da sua ação.&lt;br /&gt;No terceiro parágrafo, essa afirmativa toma vigor, para em seguida cavalgar pelo cosmo e reduzir o homem à sua pequenez. Nessa medida, alguns homens que sobressaem pela fama, dinheiro ou poder, assumem uma arrogância para domínio de outros homens na suas relações. Freud já dizia isso quando escreveu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O mal estar na civilização”,&lt;/span&gt; como o terceiro, e talvez, o pior dos males ao qual o homem está sujeito.&lt;br /&gt;Boff fala assim: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mudando de registro e caindo na nossa realidade cotidiana e brutal dos negócios: a quem pertence a Terra? Ela, na verdade, pertence aos que detém poder, aos que controlam os mercados, aos que vendem e compram seu chão, seus bens e serviços, água, genes, sementes, órgãos humanos, pessoas feitas também mercadorias. Estes pretendem ser os donos da Terra e dispõem dela como bem entendem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ridiculariza o humano que não é dono de si mesmo, nem de sua origem, nem da sua existência, menos ainda de sua morte.&lt;br /&gt;A pergunta a quem a Terra pertence continua no ar. Ele conclui que a melhor resposta pertence às religiões, dizendo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nós somos hóspedes temporários e simples cuidadores com a missão de torná-la o que um dia foi: o Jardim do Éden&lt;/span&gt;. Será isso possível algum dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia na integra no link acima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-4559060269446998629?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/4559060269446998629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=4559060269446998629&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/4559060269446998629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/4559060269446998629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/05/de-quem-e-terra.html' title='DE QUEM É A TERRA?'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Shr43TLpflI/AAAAAAAAAmg/v1R5wJnpA6g/s72-c/Leonardo+Boff.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-9041413538540057663</id><published>2009-05-17T21:19:00.003-03:00</published><updated>2009-06-11T22:53:37.053-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>EFEMERIDADE</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;enquanto pensava&lt;br /&gt;as coisas aconteciam e não via.&lt;br /&gt;estava de olhos fechados e pensava...&lt;br /&gt;pensava e não via,&lt;br /&gt;não sentia,&lt;br /&gt;pensava, mas não queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhos fechados.&lt;br /&gt;pálpebras pesadas.&lt;br /&gt;pensamentos soltos.&lt;br /&gt;uma quimera,&lt;br /&gt;fantasia,&lt;br /&gt;um: era uma vez!, quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acordou e os anos se passaram.&lt;br /&gt;as rugas chegaram.&lt;br /&gt;os cabelos pratearam.&lt;br /&gt;a vida passou. enquanto pensava&lt;br /&gt;as coisas aconteceram e não via.&lt;br /&gt;estava de olhos abertos e apenas olhava...&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-9041413538540057663?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/9041413538540057663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=9041413538540057663&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/9041413538540057663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/9041413538540057663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/05/efemeridade.html' title='EFEMERIDADE'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7996929013334893008</id><published>2009-05-01T10:14:00.012-03:00</published><updated>2009-05-15T00:32:15.738-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comentário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Medicina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Psicanálise'/><title type='text'>RECORDAÇÕES PLENAS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“O vento varria os meses&lt;br /&gt;e varria os teus sorrisos...&lt;br /&gt;o vento varria tudo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha vida ficava&lt;br /&gt;cada vez mais cheia&lt;br /&gt;de tudo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Bandeira (de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Estrela da Manh&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ã&lt;/span&gt;, em Antologia Poética, org. Emmanuel de Moraes, José Olympio Editora, Rio, 1986)&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Numa tarde outonal de sábado, eu sou carregado em uma maca para o quarto do hospital aonde eu deveria ficar, ainda, por dois dias. Percebia nos rostos dos meus familiares que me esperavam, a apreensão e a dúvida. Até que entrou Telly Savalas e dirigiu-se a eles que ouviam as explicações e recomendações.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SfyQFAFWRYI/AAAAAAAAAmQ/HYcl8OX9teY/s1600-h/Antonio+Ribas+e+Carlos+Nejar.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 349px; height: 261px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SfyQFAFWRYI/AAAAAAAAAmQ/HYcl8OX9teY/s320/Antonio+Ribas+e+Carlos+Nejar.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331294474496001410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Carlos Nejar e Antônio Ribas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Eu ainda estava muito atordoado, mas sabia que Telly Savalas já havia morrido há uns quinze anos e que aquele era o Dr. Ribas, o neurocirurgião que operara, até instantes atrás, a minha espinha, como ele gosta de dizer.&lt;br /&gt;Fiquei pensando o que leva uma pessoa a trazer lembranças de fatos, acontecimentos ou pessoas do passado. Malgrado a parecença de Dr. Ribas com Telly Savalas, não seria apenas isso, uma vez que ambos tiveram caminhos e épocas bem distintos em suas vidas.&lt;br /&gt;Telly Savalas foi um ator de televisão e cinema dos Estados Unidos filho de imigrantes gregos. Antes de ser escalado como Kojak, o ator era conhecido apenas por papéis de bandido, muitos deles rodados na Itália.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sfyi4MSRGpI/AAAAAAAAAmY/0lad1M8Hv84/s1600-h/kojak.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 93px; height: 117px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/Sfyi4MSRGpI/AAAAAAAAAmY/0lad1M8Hv84/s320/kojak.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331315145154042514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Telly Savalas - Kojak&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Como Kojak, em 1973, Savalas tornou-se internacionalmente conhecido, além de ganhar um Emmy pela atuação na série. Morreu em 1994, aos 70 anos, devido a complicações de um câncer de bexiga. Foi enterrado na ala George Washington do Forest Lawn Memorial Park, em Los Angeles. Em sua lápide, foi colocada uma conhecida citação de Platão: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"a hora da partida chegou, e seguimos nossos caminhos: eu para morrer, e você para viver. O que é melhor, só Deus sabe fazer."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Honras feitas ao ator, o que tudo isso tem a ver com o Dr. Ribas?&lt;br /&gt;Parece um tanto estranho que um conjunto de acontecimentos insistam em se fazer presentes num momento tão delicado como o de uma pós cirurgia. Fiquei a pensar nisso até que percebi que o próprio Dr. Ribas já havia me levado ao passado em uma das minhas consultas preliminares.&lt;br /&gt;Ao revelar a sua predileção por poetas e autores brasileiros, o nome de Manoel Bandeira surgiu como um traço de união entre nossas vidas. Ele tem fortemente em sua vida a vibração de Manoel Bandeira e em mim, ficou um apagamento de Bandeira a partir da morte de uma irmã.&lt;br /&gt;Em meados de agosto de 1968, minha irmã foi internada no hospital dos bancários, no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, com metástase de câncer mamário. Eu ia visitá-la quase todos os dias. Ela ficou alojada num quarto individual. Numa dessas visitas, eu resolvi passear pela enfermaria feminina que ficava no mesmo andar. Certo dia conheci Nereida Pichon, uma argentina que falava um ponrtunhol com sotaque gaúcho. Ela aparentava ter uns setenta anos, mas talvez tivesse uns cinco anos menos. Estava em convalescência de uma cirurgia na coluna lombar. Conversava sobre tudo, mas admirava-se com autores brasileiros, principalmente do sul do Brasil. Mário Quintana e Erico Verissimo que eram os seus preferidos, mas entre os poetas, Manoel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade eram recitados diariamente.&lt;br /&gt;Lembro-me de que quando eu a conheci ela falava de dores e sofrimento quando citou a celebre frase de Drummond: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A dor é inevitável e o sofrimento é opcional.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Recitava: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;E como farei ginástica / Andarei de bicicleta / Montarei em burro brabo / Subirei no pau-de-sebo / Tomarei banhos de mar! / E quando estiver cansado / Deito na beira do rio / Mando chamar a mãe-d'água / Pra me contar as histórias / Que no tempo de eu menino / Rosa vinha me contar / Vou-me embora pra Pasárgada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esses versos eram recitados com pompa e orgulho. Seus olhos marejavam e brilhavam como jabuticaba. Todo seu rosto se iluminava. Eu sentia-me apaixonado por aquela mulher franzina e feia. Em minha juventude sentia-me capturado e fascinado por ela.&lt;br /&gt;Ir ao hospital era para um mim um martírio. Tinha uma irmã definhando pelo câncer generalizado, mas visitar Neréia, como gostava de ser chamada, era sempre uma grande compensação.&lt;br /&gt;Eu estava no primeiro ano do curso de ciências biológicas e aquele foi um ano conturbado, principalmente na França em maio e em agosto aqui no Brasil. Meus autores prediletos eram: Darwim; Karl Von Frisch; Storrer e Ussinger; Oswaldo Frota-Pessoa e Paula-Couto, dentre outros, todos ligados à biologia. Eu não me permitia “perder tempo” com autores da literatura. Os assuntos da política já me tomavam mais do que o tempo necessário, embora eu não fosse nenhum ativista.&lt;br /&gt;No dia 13 de outubro eu fui ao hospital para tratar de um assunto bastante delicado para mim e minha família. O desembaraço para o sepultamento de minha irmã. Pela primeira vez não visitei Neréia.&lt;br /&gt;No dia seguinte, fui ao cemitério São João Batista, para o velório e sepultamento de minha irmã. Somente nessa hora eu soube do falecimento e velório de Manoel Bandeira que se daria no mesmo cemitério, no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras.&lt;br /&gt;Passados alguns dias fui visitar Neréia e comunicar-lhe que não voltaria mais lá. Quando ela me viu seu rosto franziu-se e as lagrimas brotaram de seus olhos. Eu abracei-a ternamente e choramos pelos nossos queridos. Eu não tive a coragem de falar-lhe da morte de minha irmã, mas ela intuiu o que acontecera e que seria a minha ultima visita e recitou-me, baixinho, ao pé do ouvido, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“O último poema”&lt;/span&gt; de Bandeira: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assim eu quereria meu último poema / Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais / Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas / Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume / A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos / A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei dizer o quanto esses episódios foram marcantes para que eu não me lembrasse de ler Bandeira, mais tarde, quando dei a vez aos autores da literatura brasileira.&lt;br /&gt;A psicanálise se fez muito presente neste último quartel de minha vida, onde passei a procurar explicar muitos sonhos, devaneios, ou aquilo que a razão não explica. Muitas vezes, nem mesmo para mim, encontrava explicações, muito menos para as pessoas que me procuravam.&lt;br /&gt;Ulisses Tavares, em seu livro, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Quando nem Freud explica tente a poesia”,&lt;/span&gt; não dedicou a Bandeira nenhuma passagem, porém retira de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Academia dos mortais&lt;/span&gt; de Bráulio Tavares o seguinte poema: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A academia que eu sonho / não tem fardões nem patronos / nem brasões verde-amarelos // tem farra das oito as oito / tem coito em vez de biscoito / e um chazinho de cogumelos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dr. Ribas fez brotar, de tão longe, essas lembranças encobertas de minha juventude que, obviamente ressurgiram num dia tão importante para mim. Talvez e até por isso mesmo, que seus conteúdos afetivos acabaram por preencher o meu presente, como se fosse uma inspiração com chazinho de cogumelos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-7996929013334893008?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/7996929013334893008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=7996929013334893008&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7996929013334893008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/7996929013334893008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/05/recordacoes-plenas.html' title='RECORDAÇÕES PLENAS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SfyQFAFWRYI/AAAAAAAAAmQ/HYcl8OX9teY/s72-c/Antonio+Ribas+e+Carlos+Nejar.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-9038075693830655300</id><published>2009-04-05T08:55:00.001-03:00</published><updated>2009-04-05T09:07:28.059-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='You tube'/><title type='text'>EDVARD GRIEC - PEER GYNT</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/gH1JMdWpJ54&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/gH1JMdWpJ54&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-9038075693830655300?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/9038075693830655300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=9038075693830655300&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/9038075693830655300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/9038075693830655300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/04/edvard-griec-peer-gynt.html' title='EDVARD GRIEC - PEER GYNT'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-6723383403228874373</id><published>2009-04-04T21:56:00.000-03:00</published><updated>2009-04-04T21:58:00.821-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='You tube'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lacan'/><title type='text'>"TELEVISION": LACAN ON THE UNCONSCIUS</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/URsYj-TVFjc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/URsYj-TVFjc&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-6723383403228874373?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/6723383403228874373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=6723383403228874373&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6723383403228874373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6723383403228874373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/04/television-lacan-on-unconscius.html' title='&quot;TELEVISION&quot;: LACAN ON THE UNCONSCIUS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1564003652956168251</id><published>2009-03-27T20:34:00.021-03:00</published><updated>2010-03-28T01:33:04.880-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corpo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dia da mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sexualidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônica'/><title type='text'>O DIA DA MULHER</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S67ZPHDwXeI/AAAAAAAAArc/lhj7qSfBRGU/s1600/Mas+turba%C3%A7%C3%A3oa+feminina+Gustav+Klint.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Camila Maldonado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;Tinha oitenta e um anos de idade. Chamava-se dona Cândida Raposo.&lt;br /&gt;[ ... ] Pois foi com dona Cândida Raposo que o desejo de prazer não passava.&lt;br /&gt;Teve enfim a grande coragem de ir a um ginecologista. E perguntou-lhe envergonhada. de cabeça baixa:&lt;br /&gt;- Quando é que passa?&lt;br /&gt;- Passa o quê, minha senhora?&lt;br /&gt;- A coisa.&lt;br /&gt;- Que coisa?&lt;br /&gt;- A coisa, repetiu. O desejo de prazer, disse enfim.&lt;br /&gt;- Minha senhora, lamento lhe dizer que não passa nunca.&lt;br /&gt;- ( ... ) E... e se eu me arranjasse sozinha? O senhor entende o que eu quero dizer?&lt;br /&gt;- É, disse o médico. Pode ser um remédio.&lt;br /&gt;[ ... ] Nessa mesma noite deu um jeito e solitária satisfez-se. Mudos fogos de artifícios. Depois chorou. Tinha vergonha, Daí em diante usaria o mesmo processo. Sempre triste. É a vida, senhora Raposo, é a vida. Até a benção da morte.&lt;br /&gt;A morte.&lt;br /&gt;Pareceu-lhe ouvir ruído de passos, Os passos de seu marido Antenor Raposo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Clarice Lispector, A Via Crucis do Corpo&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S67ZPHDwXeI/AAAAAAAAArc/lhj7qSfBRGU/s1600/Mas+turba%C3%A7%C3%A3oa+feminina+Gustav+Klint.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 326px; height: 452px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S67ZPHDwXeI/AAAAAAAAArc/lhj7qSfBRGU/s400/Mas+turba%C3%A7%C3%A3oa+feminina+Gustav+Klint.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5453535052408315362" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Masturbação feminina de&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gustav_Klimt"&gt; Gustav Klimt&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, foi um dia muito especial para mim. Não sei se foi pelo seu significado, ou se foi porque eu pude refletir sobre a minha vida. A minha existência como mulher e tudo o que eu tenho feito nos campos afetivo e existencial. Sou descasada e tenho curso superior, mas procurei comparar-me com todas as marias desse mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que os meus filhos foram dormir entrei no banheiro. Estava sentindo muito mal. Sentia-me sozinha. Irremediavelmente sozinha. Com aquele mal estar de ontem,  de anteontem, de sempre, pior até. Hoje também estou mal, mas um pouco menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despi-me e deitei-me no chão, tendo na mão um celular que tem câmera fotográfica. Comecei a me fotografar. Estava muito, mas muito excitada mesmo! Depois de fotografar todo o meu corpo, fotografei a minha vagina por todos os ângulos. É como se eu quisesse guardar algo que a partir daquele momento tomaria outro sentido para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei a acariciá-la. Estava toda 'melada'. Então comecei a me masturbar. Colocava o dedo dentro dela e estimulava o clitóris. Meus braços são curtos e meus dedos também. Quase não a alcançava. Talvez sentada fosse mais fácil, mas eu estava deitada e não queria mudar de posição. Resolvi, então, lamber o dedo pra saber que gosto tem. É salgadinho, constatei. Uma delícia! Adorei! Achava que nunca faria isso. Mas adorei mesmo! Divino! Achei que fosse ter nojo, sei lá... Mas não tive. Talvez por isso eu não pudesse nunca pensar numa relação homossexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei assim por muito tempo amando essa sensação, porém sem gozar. Insisti. Resolvi lamber a ponta de um dos dedos da outra mão. Em seguida iniciei um estímulo simultâneo num dos seios - uma das minhas maiores zonas erógenas - no mamilo. Uma mão no clitóris revezando com o interior da vagina e a outra no mamilo. Que delicia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisti, continuei, estava obstinada. Não pararia enquanto não conseguisse sentir o melhor dos orgasmos da minha vida. Explorei tudo o que queria, sozinha, eu comigo mesma, sem ninguém para dizer o que devia ou não fazer, ninguém para por limite a nada. Insisti. Continuei de modos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trocava de mãos, de vez em quando. Estava cada vez mais excitada. Sentia um rubor enlouquecedor nas faces. Minha vagina era o foco principal, explorava-a a cada milímetro e revezava com os mamilos, ora o esquerdo, ora o direito. Procurei algo no banheiro que pudesse introduzir nela, mas não achei nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornei a deitar no chão e iniciei uma nova série de estímulos. Acariciava minha barriga, as minhas coxas. Sabia, ou melhor, achava que ia conseguir. Não podia e não queria parar. Queria muito aquilo. Precisava muito. Queria muito mesmo. Resolvi, com uma das mãos, abri-la e com a outra segurar, suavemente o clitóris, como se fosse um minúsculo pênis. Fiz como vejo os homens fazerem com os seus pênis. Vagarosamente, delicadamente, suavemente, porém vigorosamente, deliciosamente, num malabarismo de corpo, evitando fazer qualquer barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou escandalosa, mas tinha vontade de gritar. Estava quase gozando e não podia nem gemer; e aquela sensação de prazer, aquele arrepio tomava conta de todo meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos ainda deitada naquele chão já com a temperatura do meu corpo, percebi o  basculante do banheiro aberto, nas suas frestas e um grande prédio que se agigantava atrás do meu. Podia ver algumas janelas abertas e luzes acesas no prédio vizinho. Fechei os olhos e imaginei que tinha uma platéia me observando excitada em cada uma das janelas com luzes acesas. Não me dava conta de que as frestas deveriam ser pequenas, quando vista de fora. Nessa hora insisti, com mais vigor, acariciava os mamilos, que a essa altura já estavam intumescidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gozei! Continuei fazendo. Não parei enquanto não terminei de gozar. Foi um gozo espetacular. Nunca imaginei que pudesse ser capaz de gozar sozinha. Foi incrível, fantástico, maravilhoso, divino, celestial mesmo! Eu nunca vou me esquecer... Isso foi hoje, depois do dia da mulher, às três horas da madrugada, mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento eu senti muita vergonha do que fiz, mas ao mesmo tempo pude me apaziguar pois estava sozinha. Acho que fiquei ainda tentando durante muito tempo, mas não posso precisar quanto. O que  sei é que, mesmo demorando muito, descobri que posso fazer isso sempre e a hora que eu quiser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1564003652956168251?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1564003652956168251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1564003652956168251&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1564003652956168251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1564003652956168251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/03/o-dia-da-mulher.html' title='O DIA DA MULHER'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/S67ZPHDwXeI/AAAAAAAAArc/lhj7qSfBRGU/s72-c/Mas+turba%C3%A7%C3%A3oa+feminina+Gustav+Klint.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-6942090781038756911</id><published>2009-03-20T06:15:00.002-03:00</published><updated>2009-03-20T06:25:16.904-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Resenha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>MADAME FREUD, UMA MULHER SEM ESCOLHA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/ScNgUDf0vII/AAAAAAAAAlo/hxYpiyDXk9Y/s1600-h/sigmund+e+martha.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 108px; height: 160px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/ScNgUDf0vII/AAAAAAAAAlo/hxYpiyDXk9Y/s320/sigmund+e+martha.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315197882879753346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Madame Freud: um retrato íntimo e revelador do pai da psicanálise pelo olhar de sua esposa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Esposa fiel, calada, submissa, mas principalmente uma esposa. A história de uma das principais personagens na vida de Sigmund Freud. Vivida no final do século atrasado e quase a metade do século passado. A história de Martha, a viúva de Freud, que a revela como uma testemunha privilegiada da vida de Sigmund. De quem ela traça um retrato sem piedade. Uma historia da invenção e do desenvolvimento da psicanálise e de um tempo que viu mudar a face do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madame Freud, foi escrito pela psicanalista francesa Nicolle Rosen. Foi um lançamento da Verus Editora em 2008. Trata-se de uma biografia romanceada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;que proporciona ao leitor um retrato íntimo e revelador de Sigmund Freud, de seus amigos mais próximos, seus desafetos e de toda a sua família, pelo olhar de sua esposa. Sobretudo trata-se do retrato de Martha Freud. Uma mulher forte que nunca demonstrou ares de covardia ou fragilidade.  Precisou esconder seus sentimentos mais íntimos. Após viver um noivado apaixonante. Teve uma vida conjugal silenciosa e conformada. Ficou esquecida por sua família e foi relegada ao segundo plano. Neta de um rabino influente e esposa de um judeu ateu. Abriu mão de sua religiosidade e da busca do saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigmund dava início ao nascimento da psicanálise, enquanto Martha cuidava da casa e dos seis filhos. Missão que executou com esmero, sem deixar se abater. Após a morte do marido, ela começou a refletir sobre toda a sua vida. Ela se dá conta de que seu verdadeiro talento e inteligência lhe foram negados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete anos se passaram desde o falecimento de Freud, quando a escritora e jornalista norte-americana Mary Huntington-Smith escreve para Martha propondo-lhe uma biografia. Foi, talvez, um momento de rebeldia que Martha encontrou para revelar-se e mostrar ao mundo os mistérios de seu universo enclausurado.&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/ScNfvsxb_YI/AAAAAAAAAlg/2KDTXAe71aM/s1600-h/nicolle+rosen.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 138px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/ScNfvsxb_YI/AAAAAAAAAlg/2KDTXAe71aM/s320/nicolle+rosen.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315197258304322946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Assim, Nicolle Rosen cria uma surpreendente escrita de intimidade intensa entre o leitor, Mary Huntington-Smith e Martha. O leitor penetra nas mais profundas angústias de Martha, em seus ciúmes, em sua abstinência sexual a partir dos 35 anos, no relacionamento com seus filhos, na intromissão de sua irmã Minna e na maneira como rejeitou a própria filha, Anna Freud.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosa a passagem que Nicolle descreve uma das fotos da família Freud como “uma espécie de ceia, na qual Sigmund ocupava o centro”. A santa ceia. A presença goy que ronda a família na figura de governantas e outros serviçais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ficção contou com anos de pesquisa meticulosa de Nicolle Rosen e tem o poder excepcional, de fazer com que o leitor desvende o lado obscuro de Sigmund Freud e sua esposa que sempre se conformou com o silêncio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-6942090781038756911?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/6942090781038756911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=6942090781038756911&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6942090781038756911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/6942090781038756911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/03/madame-freud-uma-mulher-sem-escolha.html' title='MADAME FREUD, UMA MULHER SEM ESCOLHA'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/ScNgUDf0vII/AAAAAAAAAlo/hxYpiyDXk9Y/s72-c/sigmund+e+martha.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-5993117534949408321</id><published>2009-03-18T19:49:00.000-03:00</published><updated>2009-03-18T19:50:48.503-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aviso'/><title type='text'>CIRURGIA DE COLUNA VERTEBRAL</title><content type='html'>Aos leitores deste blog&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estarei ausente a partir do dia 21 deste mês por motivo de cirurgia na coluna vertebral lombar.&lt;br /&gt;A cirurgia será realizada no Hospital Espanhol pelo Dr. Antônio Ribas.&lt;br /&gt;Grande abraço de Rogério&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-5993117534949408321?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/5993117534949408321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=5993117534949408321&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5993117534949408321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/5993117534949408321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/03/cirurgia-de-coluna-vertebral.html' title='CIRURGIA DE COLUNA VERTEBRAL'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-1703625863911659373</id><published>2009-02-25T20:07:00.005-03:00</published><updated>2009-02-25T20:32:38.253-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Religião'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pablo Cúneo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigo'/><title type='text'>GUERRAS E LIVROS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SaXTzxKqm1I/AAAAAAAAAlI/9ifgA_iVs1Y/s1600-h/Martin+Buber.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 216px; height: 295px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SaXTzxKqm1I/AAAAAAAAAlI/9ifgA_iVs1Y/s400/Martin+Buber.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306880622250859346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Bibliotecas y museos de Irak que contenían gran parte del Patrimonio Universal de la civilización mesopotámica han sido robados y arrasados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;He aquí una historia ocurrida durante la guerra de 1948 al momento de ser declarada la creación del Estado de Israel (se refiere a la casa de Martin Buber en Jerusalém).&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;“Después de la partida de los Buber, Dajani clausuró la  parte de la casa que alojaba la biblioteca de Buber. Pocos días después, las tropas iraquíes se apoderaron de la casa.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;- ¿Dónde están los judíos que viven allí?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;- Ya no están aquí – respondió Dajani, y las tropas registraron la casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;- ¿Qué hay en este cuarto cerrado? – preguntó un soldado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;- ¡Deténganse! –Dijo Dajani- Detrás de esta puerta está la gran biblioteca del profesor Buber sobre la historia de las religiones. Si quieren entrar antes tendrán que matarme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;-¿Por quiénes nos toma? – preguntó el capitán iraquí -. ¿Cree que somos bárbaros?”&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES-TRAD"&gt;Un abrazo, Pablo Cúneo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="ES"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Bibliotecas e museus do Iraque que contém grande parte do Patrimônio Universal da civilização mesopotâmica tem sido roubados e arrasados.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Aqui está uma historia ocorrida durante a guerra de 1948 no momento de ser declarada a criação do Estado de Israel (se refere a casa de Martin Buber em Jerusalém).&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2cm; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;“Depois da partida dos Buber, Dajani fechou a parte da casa que alojava a biblioteca de Buber. Poucos dias depois, as tropas iraquianas se apoderaram da casa.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2cm; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;- Aonde estão os judeus que vivem aqui?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2cm; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;- Já não estão mais aqui – respondeu Dajani e as tropas revistaram a casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2cm; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;- O que tem neste quarto fechado? – perguntou um soldado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2cm; text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;- Afastem-se! – Falou Dajani - Atrás desta porta está a grande biblioteca do professor Buber sobre a historia das religiões. Se quiserem entrar antes terão que me matar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 2cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;- Por quem nos toma? – perguntou o capitão iraquiano - Vocês acham que nós somos bárbaro&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;s?”&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-1703625863911659373?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/1703625863911659373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=1703625863911659373&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1703625863911659373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/1703625863911659373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/02/bibliotecas-y-museos-de-irak-que.html' title='GUERRAS E LIVROS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SaXTzxKqm1I/AAAAAAAAAlI/9ifgA_iVs1Y/s72-c/Martin+Buber.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-4492683582736327912</id><published>2009-02-17T07:53:00.005-03:00</published><updated>2009-02-17T08:02:08.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tirinha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Malvados'/><title type='text'>MALVADOS</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SZqY3AN9tpI/AAAAAAAAAlA/sLfFUz5wryk/s1600-h/tirinha1254.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 456px; height: 145px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SZqY3AN9tpI/AAAAAAAAAlA/sLfFUz5wryk/s400/tirinha1254.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303719581900977810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa eu tirei de Andre Dahmer em &lt;a href="http://www.blogger.com/www.malvados.com.br"&gt;Malvados&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-4492683582736327912?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/4492683582736327912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=4492683582736327912&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/4492683582736327912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/4492683582736327912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/02/malvados.html' title='MALVADOS'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/SZqY3AN9tpI/AAAAAAAAAlA/sLfFUz5wryk/s72-c/tirinha1254.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-951675598945089719</id><published>2009-02-03T07:38:00.005-02:00</published><updated>2009-02-04T11:47:31.398-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rogério'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conceito'/><title type='text'>O EU – O ENIGMA DA ESFINGE</title><content type='html'>&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 42.55pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Como eu me vejo, tu me vês.&lt;br /&gt;Sou conhecido por nós,&lt;br /&gt;uma janela aberta para o mundo.&lt;br /&gt;Sabemos tudo sobre mim.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 42.55pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Se eu me vejo e tu não me vês.&lt;br /&gt;Escondo-me em mim mesmo,&lt;br /&gt;como um caramujo.&lt;br /&gt;Eu sou essa metamorfose ambulante.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 42.55pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Mas se eu não me vejo como tu me vês.&lt;br /&gt;Quem sou eu?&lt;br /&gt;Sejas meu espelho,&lt;br /&gt;só preciso que me digas.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 42.55pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Eu não me vejo, mas tu também não me vês.&lt;br /&gt;Eu sou o enigma da esfinge,&lt;br /&gt;cego e sem bengala.&lt;br /&gt;Eu sou o elo perdido de mim mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 42.55pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Tendo para a amplitude.&lt;br /&gt;Um corpo aberto no espaço.&lt;br /&gt;Caminho no escuro.&lt;br /&gt;Quão infinito é o meu percurso...&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 42.55pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;Uma janela aberta para o mundo,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;essa metamorfose ambulante.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style=""&gt;Quem sou eu?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style=""&gt;O elo perdido de mim mesmo, o tudo e o nada!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 42.55pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16234416-951675598945089719?l=freudexplicablog.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/feeds/951675598945089719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16234416&amp;postID=951675598945089719&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/951675598945089719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16234416/posts/default/951675598945089719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://freudexplicablog.blogspot.com/2009/02/o-eu-janela-de-johari.html' title='O EU – O ENIGMA DA ESFINGE'/><author><name>Rogério Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04260218814163830946</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_ieNG-rZudv8/TT4jJbyr_5I/AAAAAAAAAvM/X_mFReHVXYY/s220/rogerio%2Bbar%2Balfa.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16234416.post-7062790478347600683</id><published>2009-01-27T17:12:00.006-02:00</published><updated>2009-01-27T17:38:16.251-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Freud Explica  Responde'/><title type='text'>FREUD EXPLICA RESPONDE</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;Maria maria pergunta:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""&gt;Boa Tarde, Dr. Rogério&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style=""
